quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

ENCERRAMENTO NO ANO LETIVO 2015



          Mais um ano chegou ao fim! Naturalmente fazemos o exercício mental da retrospectiva do ano. Pensamos no que conquistamos, no que deixamos de fazer, nas experiências vividas. Creio que em todas as áreas da nossa vida sempre temos o que aprender: nos relacionamentos, na criação dos filhos, na saúde e agora também nos estudos.
          As alunas do curso deste curso de Pedagogia EAD foram desafiadas a falar sobre as aprendizagens deste segundo semestre do ano de 2015.  Cada aula, tanto dada quanto assistida, nos alimentou de conhecimento, nos ensinou. Logo no início, na primeira atividade que desenvolvi no semestre, comecei esta caminhada de aprendizado; fazendo a relação do que estudava em aula com a minha prática pedagógica diária. Assim passei o semestre aprendendo e ensinando, lutando por tornar melhor o dia-a-dia dos pequenos que a mim são confiados. Pequenos estes que são crianças tão ocupadas desde bem pequenas, com uma rotina cheia de horários e obrigações. Como Mariângela Momo citou em seu artigo na Revista Página da Educação:
Crianças que assim como seus pais, tem rotinas ocupadas, com uma infinidade de atividades (ir à escola, praticar esportes, estudar idiomas, aprender a tocar instrumentos ou a dançar, etc) [...] Tudo – de alimentos a tecnologias – é produzido e oferecido às crianças para saciar um desejo urgente, que logo será substituído por outro  [...] Urgência, rapidez, imediatez são condutas que já estão incorporadas aos modos de viver das crianças de hoje (MOMO, 2008. P.7).

No mês de dezembro estas crianças  e educadores tão atarefados e mesmo cansados, se empenham nos projetos de avaliações e comemorações do Natal. É bonito notar a expressão de cada criança ao participar das festividades e o empenho do professor de cada turma neste momento. As ilustrações desta minha escrita são de cada sala de aula da escola onde trabalho. Cada educador produziu com seus alunos uma expressão de feliz natal. Todas as obras foram expostas no salão onde foram realizadas as atividades de encerramento. Muito bom olhar a mistura de olhares, de expressões, juntas num mesmo momento, numa mesma intensão. 
Hoje reafirmo em mim o desejo de continar a fazer o meu melhor no próximo ano escolar. Que os desafios e dificuldades não sejam maiores do que nossas conquistas realizadas com esforço e luta diários. Que as diferenças entre escolas particulares e públicas não sejam decisivas na construção de indivíduos inteligentes, esforçados, trabalhadores, que buscam um viver melhor! E que cada um de nos faça parte disso com orgulho!


Referência: MOMO, Mariângela. Tudo, ao mesmo tempo, agora: A vida urgente das crianças contemporâneas. In: A PÁGINA DA EDUCAÇÃO, Revista. Porto, Portugal, Edição nº 175, Ano 17, Fevereiro 2008, p. 7.

A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR




          Brincar é uma importante forma de comunicação e é por meio deste ato que a criança pode reproduzir o seu cotidiano, num mundo de fantasia e imaginação. Vale ressaltar a importância do brincar para o desenvolvimento integral do ser humano nos aspectos físico, social, cultural, afetivo, emocional e cognitivo.
              Na 13ª semana do semestre de Infâncias de 0 a 10 anos, assistimos a um vídeo chamado Caramba, Carambola, o brincar está na escola. Sensacional o projeto desenvolvido em SP, mostrado neste vídeo. Não há como negar que a proposta de misturar diferentes faixas etárias no pátio é bem complexo. Porém é extremamente estimulador e produtivo pras crianças.
              No ato de brincar é trabalhada a socialização, as concepções de amizade, partilha e aquisição de aprendizagens de forma lúdica. As tarefas de empilhar objetos, trilhar trajetos e jogos estimulam a criatividade e a coordenação motora. A exploração de diferentes texturas, como água, areia, pedra, lixa, borracha, estimulam os sentidos. A brincadeira ao lar livre favorece a concepção de mundo e de espaços. Enfim, as possibilidades de aprendizados muitas vezes surpreendem e superam as expectativas dos educadores!







AMPLIAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL PARA 9 ANOS


          A aprovação da lei federal 11.114 de 2005 e 11.274 em fevereiro de 2006 trouxe uma mudança significativa no cenário educacional, pois a primeira alterou a idade de matricula das crianças no ensino fundamental e a segunda alterou a duração do ensino fundamental de oito para nove anos. Dessa forma, o último ano da educação infantil transforma-se no primeiro ano do ensino fundamental, e agora os alunos devem ser matriculados no primeiro ano do ensino fundamental no ano em que completarem seis anos de idade e não mais sete como anteriormente.
          Na prática essa transição não é tão tranquila assim. É o que tenho sentido através das experiências que tenho vivenciado. A lei prevê que as escolas tem prazo até 2016 para se adequarem à nova legislação. Pra suprir a demanda as escolas de educação fundamental também precisam absorver os alunos de 6 anos. Mas não conseguem ainda. 2016 está às portas e o que vivemos na educação municipal é a falta de vaga para abarcar estes novos alunos, poucas escolas estão conseguindo dar conta desta resolução.
          A educação infantil favorece interações mais plurais, com maior espaço tanto para a questão lúdica quanto para o diálogo. Já no ensino fundamental, a estrutura organizacional privilegia práticas mais individualizadoras. Diante disso, são necessárias mudanças na estrutura física, pedagógica e curricular do primeiro ano do ensino fundamental de nove anos para atender as crianças de seis anos.

          O texto de Fabiana de Amorim Marcello nos traz os conceitos de criança projeto e criança capaz. Onde a criança projeto seria aquela criança ideal, sonhada, para atender as demandas de uma sociedade ideal e a capaz aquela criança curiosa, competente e protagonista .

Fonte: MARCELLO, Fabiana de Amorim; BUJES, Maria Isabel Edelweiss. Ampliação do ensino fundamental: a que demandas atende? A que regras obedece? A que racionalidades corresponde? Educacão e  Pesquisa. vol. 37,  n. 1, p. 53-68, São Paulo, Jan./Abr. 2011.

Infância como fenômeno social



            Na 9ª semana dos estudos de Infâncias de 0 a 10 anos sobre Nove teses sobre a infância como um fenômeno social, de Jens Qvortrup . Apreciei o ponto de vista de Qvortrup colocando a infância não somente como uma fase etária, mas como parte da sociedade que a influencia e é influenciada por ela. Uma infância que precisa ser atendida em todos os aspectos É necessário assegurar a integralidade do cuidado à criança. Ela precisa de segurança, saúde, bem estar, educação, carinho.
           É inegável também que a criança não somente é tocada pelo seu meio como o influencia também. De acordo com levantamento do Fecomércio em 2015 a expectativa de consumo caiu em todas as datas comemorativas do ano. Em 2014 a Associação Comercial do Paraná revelou que 81% dos consumidores realizaram compras de presentes para o dia das crianças, perdendo só para o dia das mães. O atendimento à criança vai desde o médico, o professor, o cuidador, os materiais de higiene, as roupas e calçados, as mensalidades escolares, o transporte, a alimentação, medicamentos, enfim, ela é parte ativa que movimenta a economia. Porém como ela ainda não produz renda, não é levada em consideração quando são tomadas grandes decisões. No nível macro que o texto nos apresenta temos as políticas mundiais, públicas, estatísticas, provisionamento, em grande escala. Estas não levam em conta diretamente o público infantil, que pode ser considerado o nível micro nesta discussão. A infância, a criança, não entra nas estatísticas de desemprego por exemplo, mas sofre as consequências deste. Assim também com a inflação, com as políticas educacionais que refletem lá no número de vagas nas escolas, dentre tantas outras.
           Ainda assim, há lugar para a infância, sendo a mesma um sujeito social que constrói e é construído historicamente




Fonte da pesquisa estatística: Internet: <http://www.acpr.com.br/site/2014/10/dia-das-criancas-mobiliza-81-dos-consumidores-revela-boa-vista-scpc/>