segunda-feira, 13 de novembro de 2017

          Partindo do geral, ética é o conjunto de regras, valores e princípios que orientam o comportamento humano na sociedade.
          Vivemos uma cultura em que a ética não é promovida. O velho jeitinho brasileiro de tirar vantagem de tudo parece motivo de orgulho para muitos, mas não é. Mas colocar a culpa nos políticos e esperar que parta deles a iniciativa de uma sociedade justa e ética é uma utopia. Construir uma sociedade ética é algo que deve partir de cada um. Desde pequenos aprendemos muito mais pelo exemplo do que pelo que ouvimos.
     Então, como eu educadora posso contribuir para uma sociedade ética? Primeiramente dando meu exemplo pras minhas crianças, pros meus alunos e filhos. Também tenho a obrigação de orientar meus alunos nas ocorrências do dia a dia. Será que consigo fazer isto numa turma de berçário? Sim, em cada singela atitude: ensinando a não furar a fila, a dividir um brinquedo, ajudar um amigo quando este cai e se machuca, a se importar com o colega. Afinal ética tem a ver com o modo como nós convivemos com os outros. É respeitar o meu próximo, meu colega, meu cliente, meu aluno, meu professor, as pessoas com as quais eu tenho contato.
         O site Notícia Livre traz que “a ética serve para que haja um equilíbrio e bom funcionamento social, possibilitando que ninguém saia prejudicado”. Márcia Tiburi reforçou isto no vídeo desta semana, quando fala que a busca deve ser de uma sociedade ética para TODOS. Não mais ética pra mim, pros meus interesses, mas para todos! Esta é a maior busca.





O impacto das redes sociais na vida das pessoas




           Em um dos vídeos do historiador Leandro Karnal ele foi entrevistado sobre “O impacto das redes sociais na vida das pessoas” . As suas colocações foram muito interessantes e nos põe pra pensar.
               O repórter começou a entrevista levantando seguinte questionamento: A realidade virtual vem se sobrepondo à realidade real? E as reflexões levaram à conclusão de que não está se sobrepondo, está agregando. Estamos transformando o jeito de nos comunicar. Não quer dizer que esteja pior ou melhor, mas diferente. Ele até fez uma analogia ao modo de escrever ao longo do tempo. O que seria melhor: caneta tinteiro, esferográfica ou digitar? Nao tem necessariamente um jeito melhor e sim mudança de maneiras de fazer.
           Eu, juntamente às pessoas mais antigas, considero o contato ao vivo mais importante e significativo do que online. Para a geração atual o contato online tem o mesmo valor do contato pessoal, pois desde que nasceram a tecnologia fez parte de suas vidas de um modo natural, sempre esteve lá para eles.
Claro que a expansão das redes tem seu bônus e seu ônus. Atualmente é mais fácil qualquer pessoa expressar suas ideias publicamente, em grau de igualdade com especialistas.
                 A autoria era mais difícil em outras épocas. Tornar pública uma opinião dependia de alguém que publicasse um artigo, que fizesse uma propaganda, demandava dinheiro, investimento. Agora não e isto é muito interessante. Note que em "O ato de estudar" vemos que o estudar não é um simples ser ou um simples escrever, mas entender o assunto. Este texto inclusive nos sugere alguns passos para o sucesso do estudo, algumas técnicas e etapas que me levem a compreender e não a uma simples decoreba. Então acontece de pessoas que não tem conhecimento sobre determinado assunto saírem opinando e criticando nas redes sociais, o que futuramente pode ser tido como verdade por estar publicado na internet.
              Criticar não é deliberadamente colocar defeito no que está feito ou escrito. Criticar vai além, é pensar e analisar, nem sempre é discordar.