segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Pertencimento Escolar



Acredito que se os sentimentos de pertencimento e identidade estiverem presentes nas relações humanas na escola, valores como respeito, cuidado, ajuda ao próximo também se farão mais presentes.
Tanto os educadores, quanto os alunos, dão sentido às instalações físicas que uma escola tem. Que valor teria uma sala com classes e cadeiras se não houvesse o professor e os alunos? Que utilidade teria uma boa refeição se não houvesse quem alimentar?

Ao me questionar sobre o que significa pertencer ao espaço escolar, em como me vejo como professora na EMEI Nadal e como aluna no PEAD, cheguei a conclusão que sou parte integrante destas duas grandes escolas. 

          Preciso da escola onde trabalho e ela precisa de mim, assim como todas as pessoas que fazem parte dela. Consegui ver isto de forma clara ao revisitar fotos tiradas este ano.



   






          Com estas fotos me vi como num espelho. Enxerguei a Cleide funcionária, colega, amiga, educadora, protetora dos pequenos e participante dos projetos.

          E na UFRGS, quem sou eu?  Sou a aluna que precisa muito do conhecimento que esta graduação vai me acrescentar. Sou a Cleide orgulhosa de ser aluna da UFRGS, que  gosta muito das colegas, que faz trabalho em grupo, que enfrentou o desconhecido, que apresenta workshops, corre atrás dos prazos (bem atrás inclusive) pra apresentar os trabalhos. 
          Lembro bem do primeiro dia de aula, em novembro de 2014, auditório cheio de balões coloridos, tudo novo, tudo desafio! 






          Nem nos prazos mais apertados pensei em desistir, porque não posso, porque não quero, porque faço parte desta caminhada até o fim, até a formatura!







Representação do Mundo pelos Estudos Sociais





          Na segunda semana da interdisciplina de Estudos Sociais fomos levados a ler e escrever sobre dois textos, que falam sobre a história do ensino de Geografia e História no Brasil. 
          Gostei do texto de história. Na p. 145 Nadai citou Furet, onde este dizia que “a história é a árvore genealógica nas nações”. Ele estava se referindo às nações européias, mas aplica-se a todas as nações. Achei bom falar da história de um país como uma árvore genealógica, faz sentido. Estudar o passado não é enfadonho, faz parte conhecer como as coisas aconteceram antes de nós. Lembro de ter ído à biblioteca pública de Porto Alegre pesquisar a árvore genealógica da minha família. Foi um trabalho solicitado na matéria de história. Eu nunca tinha ido no centro sozinha, então nos reunimos algumas colegas e fomos. Entrar naquela biblioteca gigante foi outra surpresa, achar os livros e registros outro desafio. Tivemos uma tarde para pesquisar, neste dia não tivemos aula na escola, foi um dia totalmente diferente e me lembro com clareza até hoje, 30 anos depois. Que aula foi aquela!!
          O presente estou componho. Nós somos história, estamos fazendo a história que nossos descendentes vão estudar. Inteirar-se do que já aconteceu pode ser bem interessante, a exemplo do que aconteceu comigo esta semana. Minha filha tinha prova de história, 5º ano, sobre os anos de ferro da ditadura brasileira. Ao revisar com ela me dei conta de que vivi a ditadura até meus 12 anos. Fiquei espantada por não parado pra pensar nisto ainda. A ditadura parecia algo tão distante pra mim. Então lembrei que aparecia na televisão os cartazes nas manifestações de diretas já. Lembro do Tancredo Neves ter sido eleito e morrido logo em seguida e meu pai comentar que tinham matado ele, não tinha como ter sido morte natural. Quando nos toca deixa de ser enfadonho, foi o que senti.
          No texto de geografia gostei da experiência que fizeram com os alunos das duas escolas citadas. Eles receberam uma foto de um lugar conhecido deles e foram requisitados a completar a imagem com o que existia no entorno. Interessante ver que alguns colocaram mais detalhes, outros menos, alguns pontos que eram importantes no bairro, outros passaram batido pelo mesmo ponto e desenharam outra coisa. Nossos pontos de vista alteram como vemos o que existe ao nosso redor!  
          Há alguns meses, nosso presidente da república Michel Temer lançou uma proposta de reforma do ensino médio. A primeira mudança importante determinada pela medida provisória é que o conteúdo obrigatório será diminuído para privilegiar cinco áreas de concentração: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnico/profissional. Creio que estas mudanças farão nova história do estudo no Brasil. Daqui há alguns anos estaremos novamente reavaliando, como eu citei no início desta postagem, a história do ensino no Brasil, não só em história e geografia mas como um todo. Torço para que o resultado destas mudanças sejam positivas!

Fonte:
1)      NADAI, Elza. O ensino de história no Brasil: trajetória e perspectiva. Revista Brasileira de História. São Paulo, v.13, n.25/26, p.143-162, set.92/ago.93.

2) CASTROGIOVANNI, Antonio; COSTELLA, Roselane. Geografia e a cartografia escolar no ensino básico: uma relação complexa - percursos e possibilidades. In: SEBASTIÁ, Rafael; TONDA, Emilia. La investigación e innovación en la enseñanza de la Geografía. Alicante: UNE, 2016, p.15-26.





     Adote um Escritor é um Programa de Leitura que foi criado em 2002, com o objetivo de incentivar a leitura nas escolas da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre. 
          O projeto prevê o repasse de verba às escolas para a aquisição de obras literárias do escritor ou ilustrador escolhido e, após a leitura e a realização de atividades pedagógicas relacionadas aos livros, ocorre a visita do escritor adotado. Inicialmente 10 escolas participaram. Nos anos seguintes, devido ao sucesso da iniciativa, ampliou-se o interesse das escolas e hoje 100% da Rede Municipal participa do Programa.
          Em 2016 a EMEI Nadal recebeu a ilustradora Laura Castilhos. Uma de suas obras trabalhadas foi o livro A Família Sujo.


          A história foi trabalhada com as crianças e com as famílias destas. Foram confeccionados pelas educadoras da turma de Berçário bonecos de jornal. Estes bonecos foram enviados pras famílias para que estas, juntamente com as crianças, vestissem o personagem "sujo". O retorno foi bem positivo, os pais foram criativos e se envolveram. Estes personagens customizados pelas famílias fizeram parte de um painel que participou da culminância do projeto, com a visita da ilustradora Laura Castilhos.



VAMOS PLANTAR?




          Neste ano de 2016 mantivemos o projeto da horta na escola, onde foram trabalhados conceitos de ecologia e a importância da biodiversidade. Todas as turmas participaram. A nossa turma de Berçário 2 ajudou a plantar as sementinhas nos sulcos, regar com frequência as plantinhas e finalmente colher algumas beterrabas. 
                                                                                          

          De acordo com a matéria da Revista Guia Infantil, manter uma horta na escola pode trazer diversos benefícios. O contato com a terra e o cultivo de determinados vegetais e hortaliças permitirão aos alunos perceber as necessidades do plantio, os cuidados que se deve ter, o processo de crescimento e colheita desses alimentos e o que a falta de cuidados acarreta à plantação. Além disso, na fase da degustação, as crianças são estimuladas a experimentar legumes e verduras que elas mesmas plantaram, contribuindo para uma alimentação saudável. Foi isto que vivenciamos aqui, quando fizemos um bolo com a beterraba que colhemos. Este bolo foi servido no lanche da tarde da turminha. Eles gostaram, todos provaram e vários repetiram.

 

  

As flores que foram cultivadas pelas crianças enfeitaram o pátio dos berçários e foram entregues às famílias na entrega de avaliações de final de ano. Deste modo, os pais tiveram a oportunidade de levar pra casa uma plantinha que foi cuidada diariamente pelo seu filho. Foi uma experiência muito legal e alguns familiares até se emocionaram.
  


Aproxime os alunos da natureza e desperte o interesse deles em cuidar do meio ambiente!



Fonte:
http://revistaguiainfantil.uol.com.br/professores-atividades/97/artigo213719-1
Imagens do acervo pessoal

  CÉU 
          Este foi o assunto trabalhado no nosso Projeto de Aprendizagem, realizado no semestre 2016/2. Partindo do conceito geral o que é o céu?
          De acordo com o dicionário céu é: substantivo masculino; o espaço onde se localizam e se movem os astros; espaço visível pelo homem e limitado pelo horizonte; firmamento; o ar, a atmosfera que rodeia a Terra.

          Na Wikipédia Céu (do latim caelum) é o nome pelo qual se conhece o panorama obtido a partir da Terra (ou da superfície de outro astro celeste qualquer) quando se olha para o universo que os rodeia. https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9u

Porque o céu é azul?
Em ausência de atmosfera o céu mostra-se negro, e nele destacam-se nitidamente as estrelas e demais astros.
Em presença de atmosfera, durante o dia, o céu terrestre mostra-se azulado, e a dispersão da luz ofusca os demais astros celestes à exceção do sol e da lua, não sendo aqueles visíveis no céu durante o dia, portanto. De noite, o céu é negro porque não existe difusão de luz solar. O céu noturno assemelha-se bem ao que espera-se encontrar nos casos onde há ausência de atmosfera.
O céu não é amarelado como o Sol porque a difusão da luz funciona como uma peneira que só reflete raios azulados.
O céu, de fato, deveria ser mais violeta, embora, por causa da absorção da atmosfera, haja menos violeta na luz do Sol. O que se passa é que os nossos olhos não têm receptores especialmente sensíveis a essa cor.
O nosso sistema visual constrói as cores que vemos com base em 3 tipos de receptores de cor (cones) que são uns mais sensíveis aos vermelhos, outros aos azuis e outros aos verdes. A luz índigo e violeta estimula ligeiramente os cones mais sensíveis aos azuis e aos vermelhos. E é por isso que a luz índigo e violeta acaba por ser apercebida pelo nosso sistema visual como azul com um ligeiro tom de vermelho. E é esta combinação que dá ao céu a cor azul pálida que ele tem. Se não houvesse luz índigo e violeta no espectro do céu, ele pareceria azul ligeiramente esverdeado.
          Há também concepções religiosas de céu. Por sua grandiosidade, o céu esteve presente nas mais diversas religiões e mitologias. Céu bíblico: Há vários céus que são mencionados na Bíblia. Há o céu que vemos, onde os pássaros voam, onde os relâmpagos brilham e de onde a chuva cai. Há o céu no sentido de firmamento, ou expansão, onde estão o Sol, a Lua e as estrelas. Há ainda o céu onde se encontra o trono de Deus, onde Ele e os anjos habitam. 

ATMOSFERA
          A camada atmosférica é formada por vários tipos de gases, como nitrogênio, oxigênio, neônio, metano, hidrogênio e gás carbônico. A medida que aumenta a distância em relação à superfície da Terra, a quantidade de gases diminui ( a atmosfera torna-se rarefeita). A atmosfera, portanto, não é igual em toda a sua extensão e apresenta cinco camadas, troposfera, estratosfera, mesosfera, ionosfera e exosfera. Para dividir a atmosfera nessas cinco camadas, os cientistas consideraram a temperatura de cada uma delas, os gases que as compõem e a concentração desses gases que apresentam.

ARCO-ÍRIS
          Todos nós em pequenos e ainda hoje nos perguntamos, será que os arco-íris têm fim? Ao mesmo tempo sempre quisemos alcançar um. Infelizmente, a resposta é não. O arco-íris não tem final. Em literalmente, nenhum sentido.
          Um arco-íris, tal como o nome indica em inglês ("rainbow"): arco na chuva, ou arco de chuva. Na realidade um arco-íris não é apenas meio arco, mas sim um arco inteiro. É apenas visível metade dele devido à nossa baixa altitude no solo. Só é possível ver um arco-íris completo a altas altitudes, como por exemplo, num avião.
          O mecanismo dos arco-íris funciona basicamente na transformação da luz que entra nas partículas de água (chuva, nevoeiro) para uma luz refletida que apresenta as cores básicas em seu redor. Isto deve-se à água ser refletora e funcionar como um espelho, mas tridimensionalmente.
          A forma como recebemos esta reflexão depende da nossa posição perante a chuva, sendo que a chuva é como um espelho da luz solar. O que significa que, não interessa quanto percorremos em direção ao arco-íris, ele se moverá sempre "conosco". 


De onde vêm as cores do arco-íris?
As diferentes cores do arco-íris derivam de processos físicos simultâneos que ocorrem quando a luz solar, branca, atravessa gotículas de água presentes no ar e se decompõe em outras cores, como mostrado no infográfico acima. 
1. Refração Ao passar de um meio (o ar) para outro (a gotícula de água), a luz solar tem sua velocidade alterada. Com isso, muda também sua direção. Ao voltar ao ar, a luz sofre outra refração.
2. Dispersão A velocidade da luz solar se altera de forma diferente para cada comprimento de onda. Como consequência, os desvios são diferentes. O fenômeno provoca a decomposição da luz em várias cores.
3. Reflexão No interior das gotículas, a luz do Sol decomposta sofre mudanças de direção ao incindir sobre a superfície interna da água. Em seguida, continua a se propagar. Depois, refrata-se de novo.
4. Observação Uma pessoa no solo consegue ver as sete cores do arco-íris (violeta, anil, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho) porque as luzes dispersas dentro de cada gotícula seguem em diferentes direções. A luz branca, que dá origem às demais, é composta de luzes de vários comprimentos de onda, indo do violeta (que tem cerca de 400 nanômetros) ao vermelho (de 700 nanômetros). Todas as luzes refletem e refratam da mesma forma, mas só algumas delas chegam ao observador em função da posição dele.


           Foi muito gratificante estudar o céu os elementos que os compõem e/ou influenciam no que enxergamos como céu, a saber, a atmosfera, o arco-íris, as nuvens, os astros.







PAs



          No semestre passado iniciamos os trabalhos dos Projetos de Aprendizagem. Continuamos as pesquisas em 2016/2 e encerramos nosso primeiro PA neste final de ano. Foi uma forma de investigação nova pra mim, aprendi bastante.
          O trabalho foi realizado em grupo e as colegas com as quais tive o privilégio deA trabalhar foram a Ana Comper, a Adriana Botelho, Débora, Gislane e Roselane.
          Utilizamos o PBworks como plataforma, onde ficaram nosso banco de dados, nossas pesquisas, banco e registro do trabalho como um todo.
          Passamos por várias etapas. Inicialmente escolhemos um assunto de interesse comum entre todas nós: o céu. Depois de traçado nosso plano de ação fizemos um levantamento de certezas e dúvidas e nelas colocamos o que pretendíamos descobrir sobre o céu e o que já tínhamos de conhecimento sobre o assunto. 

          Conforme líamos e estudávamos, nossas certezas e dúvidas foram mudando, se aprimorando. O mesmo aconteceu com o Mapa Conceitual. O primeiro mapa ficou bem diferente do último, pois ele foi sendo adaptado às informações que íamos adquirindo através do estudo.





           De posse do hipertexto, que construímos com a colaboração de cada uma das integrantes, e da coleta de dados feita através de entrevistas pudemos concluir o trabalho. Apresentamos nosso PA para a turma, tutora e professora no último dia de aula presencial. Para isso fizemos uso de uma exibição em power point e apresentação oral de todas nós.
          O saldo foi positivo, pois aprendemos a construir um Projeto de Aprendizagem e isto enriquecerá nossos conhecimentos acadêmicos, que é o que buscamos sempre nesta graduação.







domingo, 18 de dezembro de 2016

CIÊNCIAS DA NATUREZA



                    Acredito que as ciências da natureza auxiliam as crianças a ter uma visão mais abrangente de mundo. 
                   A concepção de mundo vai-se aperfeiçoando durante nossa vida. Para os meus bebês da turma de berçário o mundo é a casa deles, o ambiente escolar e as pessoas conhecidas. Meses depois ele descobre que no mundo também tem a pracinha, o supermercado, o bairro no qual transitam com ele. Com o passar do tempo a criança se dá conta que mundo não é só o espaço físico no qual ele está inserido. Neste mundo também tem a natureza, os animaizinhos, as pessoas. E a noção de mundo vai tomando dimensões cada vez mais amplas. 
                 Estes dias conversando com o meu filho de 6 anos me dei conta de que ele sabe muito mais do que eu imaginava. Ele me falou sobre ser responsável e aí entra os valores morais na concepção de mundo dele. Quando trabalhamos as ciências da natureza, vai-se formando a ideia de preservação na natureza, da responsabilidade que temos desde pequenos com a natureza que nos sustenta. As lixeiras seletivas na escola, a plantação de florzinhas nos potinhos, a horta comunitária, são instrumentos de aprendizado e coexistência com nosso mundo.
                   



Ciência é coisa de criança?




                    Na primeira aula de Ciências deste semestre foi-nos perguntado o que era ciência. Cada um tinha uma resposta, algumas semelhantes, algumas aprofundadas. Mas o que me chamou a atenção é que a ciência busca respostas para nossas dúvidas e curiosidades. Um cientista precisa ser curioso, para buscar as respostas e os meios de realizar seus projetos.
                    Pensando desta forma a criança é um cientista nato, pois perguntas não lhes faltam. Porque? Porque? Porque? Como faz isto? Porque faz assim? 

Então na terceira semana desta interdisciplina fomos levados a trazermos perguntas curiosas que crianças fizeram e foi-lhes devolvida a pergunta, para assim ver que caminho ele tomaria para resolver a questão.

Um dos meninos, o Lucca perguntou: 
- Os peixes tomam água? 
Eu devolvi: Não tinha parado pra pensar nisto, mas o que tu acha? 
- Acho que sim, que ele toma água.
Depois de pensar um pouquinho:
- Mas se ele toma água ele também faz xixi. Será que o peixe toma água suja de xixi? 
Bah...o que tu acha Lucca? 
- Acho que ele toma água em um lugar e faz xixi em outro cantinho, pra não misturar.


Outro questionamento curioso, que leva a pensar, foi numa aula sobre criacionismo x evolucionismo:
- Professora, Adão tinha umbigo?
- Porque?
- Porque se ele foi feito do barro, pela mão de Deus, e não nasceu da barriga de uma mãe, não precisava ter umbigo.
- Mas pra que serve o umbigo?
- Pra passar comida da mãe pro nenê, enquanto ele tá na barriga.
- Então o que tu acha? Adão tinha ou não umbigo?
- Acho que ele ficaria muito estranho sem umbigo, então Deus fez um nele, só pra enfeitar.





Operações Aritméticas

Representação do Mundo pela Matemática 




                    Na aula de Representação do Mundo pela Matemática fomos questionadas sobre como desenvolvemos o conteúdo adição e subtração / multiplicação e divisão.
                    Com minha turma de Berçário, uma das formas de desenvolver os conceitos matemáticos é através do compartilhamento de brinquedos. Se um deles tem um brinquedo na mão e ganha outro lhe indagamos quanto ele tem agora. Isso o faz pensar na quantidade. Da mesma forma quando uma criança fica sem brinquedo o questionamento o faz evidenciar que está sem nenhum e que precisa buscar outro pra ter a mesma quantidade que os coleguinhas.
                    Pensando nisso, deparei-me com uma reportagem do site Mdemulher, que cita que dividir não é uma tarefa simples, mas ao incentivar a criança a fazê-lo, você estará ensinando-o a respeitar o próximo e a viver em harmonia. E estes conceitos serão levados por toda a vida. Compartilhar é algo difícil até para os adultos, imagine só para quem ainda está formando a personalidade. Mas é também parte do processo natural de desenvolvimento infantil aprender a dividir.

Fonte: http://mdemulher.abril.com.br/familia

Objetos digitais de aprendizagem

Representação do Mundo pela Matemática 




                    Há várias maneiras de se trabalhar a matemática. Uma delas é através de objetos digitais, como por exemplo os jogos. Trago aqui um aplicativo que uso com minha classe: chama-se Gokids e consiste em identificar os formatos geométricos na tela do tablet ou celular. 
                    Não usamos sala de informática em nossa escola, então baixei o aplicativo no meu celular. Os pequenos desde muito cedo já dominam o manuseio de celulares e sabem muito bem arrastar o dedinho na tela touch. Então deu muito certo, eles gostam e aprendem. 
                    O jogo consiste em identificar na parte de baixo da tela a figura que corresponde à apresentada acima. Por exemplo: se a imagem que aparece acima da tela é um retângulo amarelo, a criança deve clicar no retângulo amarelo que está entre os varios formatos disponíveis na tela.
                    Segue abaixo imagens do recurso:





Classificação e Seriação

Representação do Mundo pela Matemática 



Fomos desafiados a criar atividades matemáticas para classe em que trabalhamos - Berçário 2 no meu caso.

Atividade com classificação para berçário:
Baseado no material disponível no Moodel, especificamente a importância de “desenvolver a capacidade de se estabelecer critérios ou atributos”:

Levar as crianças a indicar partes de seu corpo que tem 1 (como nariz, boca, cabeça).
Depois que todos participarem então levá-los a identificar partes do seu corpo que tem 2 (como olhos, ouvidos, mãos).
Isto pode ser feito levando-os a se olharem no espelho, observando os colegas ou tirando fotos e observando-as.


Atividade com seriação para berçário:
Baseado no material disponível no Moodel, considerando que “a seriação trabalha com as diferenças entre objetos. A seriação busca estabelecer uma relação de diferença que possa ser quantificada e permita que os elementos da coleção possam ser colocados em ordem, seja ela crescente ou decrescente “.

A fila que é organizada diariamente é feita do menor para o maior. Já é uma atividade prática a qual estão habituados.
Outra atividade: Colocar os blocos de dados (que temos em sala) empilhados. De baixo pra cima, do maior pro menor, formando uma torre.




sexta-feira, 18 de novembro de 2016


Qual o papel das comemorações e festas na vida escolar? 

Comemorar é importante ou dispensável?

                    Recentemente comemoramos o 45º aniversário da escola em que trabalho. Em meio às comemorações, em determinado momento dei uma parada e fiquei pensando qual o proveito destas festas. Dá bastante trabalho, envolve todos os setores da escola, desde cozinha, manutenção, educadores, crianças e pais. Vale a pena? Logo de cára já me dei conta que sim. As crianças estavam felizes, assim como a direção e os funcionários. A comunidade pode sentir que existem pessoas lutando dia-a-dia pelo crescimento dos seus filhos, através desta escola.
                    A Revista Escola publicou um artigo cujo título é "Dia de festa também é dia de aprender". Na hora de planejar os eventos que fazem parte do calendário escolar, é preciso considerar o que tem significado para os alunos e o que eles aprendem com isso.  
                    Pras crianças, no momento das festas, o que importa são as brincadeiras e a diversão. Para os adultos também pode ser um momento de reflexão.  Nesta festa de aniversário da escola Dom Luiz de Nadal, os pais expressaram seus desejos para a comunidade escolar através da construção coletiva desta árvore. Foi muito bonito tê-los participando de forma tão positiva. Ao mesmo tempo, no simbolismo do bolo de aniversário, a direção também expressou seus sentimentos e votos.







Nossos pequenos alunos também participaram através do grande mural.
Em tempo: estes lindinhos, de papel branco, são minha turma de Berçário 2.


                     Meu desejo sincero é que cada ação que desempenhamos na escola venha contribuir para a construção de pessoas de bem. Que estes pequenos de hoje tornem-se cidadãos da comunidade, que um dia tragam seus filhos também pra esta escola, a exemplo do que já acontece atualmente. Que cada dia do índio, da família, da consciência negra, dos aniversários mensais...que todas elas venham a acrescentar através dos momentos felizes que as comemorações e festas trazem e representam.


Fontes:
http://acervo.novaescola.org.br/formacao/dia-festa-tambem-dia-aprender-426827.shtml
Imagens do acervo pessoal.


domingo, 25 de setembro de 2016

ESCOLAS GAIOLAS, ESCOLAS ASAS


                  Esta semana estive estudando um texto de Rubem Alves, que fala que há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas. Texto extraordinário, que nos faz refletir sobre que tipo de professor eu sou e quero ser. 
"Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados têm sempre um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são os pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado."
                    Rubem Alves conta que "sofri, conversando com professoras do ensino médio em escolas de periferia. O que eles contam são relatos de horror e medo. Balbúrdia, gritaria, desrespeito, ofensas, ameaças... E eles, timidamente, pedindo silêncio... Ouvindo os seus relatos, vi uma jaula cheia de tigres famintos, dentes arreganhados, garras à mostra – e os domadores com os seus chicotes, fazendo ameaças fracas demais para a força dos tigres... Sentir alegria ao sair de casa para ir à escola? Ter prazer em ensinar? Amar os alunos? O sonho é livrar-se de tudo aquilo. Mas não podem. A porta de ferro que fecha os tigres é a mesma porta que os fecha com os tigres."
                    Que triste esta constatação!
                  Contudo, assim como Alves, concluo otimista. Existem professores que amam o voo de seus alunos. E eu quero aprender a ser um professor assim!


Referências: 
Imagem da internet:
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiUYOJL5wwepeVwT95ahQp-j3t-LDYKvtEoIxeO67-C7tyqd4RIhqqy_dutgBZcWvAaxP_zJzK5ptYYSTokvbdTHLT9ar35Eu3-IUK3M12bN_tm-nvD_HK-C7Z5QmPXAZNcAVU23tX9XiI/s1600/escolas+gaiolas.jpg
Texto Gaiolas e Asas, de Rubem Alves.