quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

PRECONCEITO

          Alguns dos assuntos sobre os quais tratamos neste semestre foram diversidade, preconceito, discriminação, questões étnico-raciais e portadores de necessidades especiais. Criei uma enquete online sobre o preconceito e eis os resultados:

Gráfico de respostas do Formulários Google. Título da pergunta: Você já sofreu preconceito?. Número de respostas: 9 respostas.



Gráfico de respostas do Formulários Google. Título da pergunta: Se você já sofreu preconceito, de que natureza ele foi?. Número de respostas: 9 respostas.



Gráfico de respostas do Formulários Google. Título da pergunta: As ocorrências de preconceito e discriminação deixam marcas negativas na pessoa que a sofreu?. Número de respostas: 9 respostas.



Gráfico de respostas do Formulários Google. Título da pergunta: Você acha que existe intolerância religiosa no Brasil?. Número de respostas: 9 respostas.



Gráfico de respostas do Formulários Google. Título da pergunta: Você acha que a escola pode ajudar a desconstruir os preconceitos?. Número de respostas: 9 respostas.



          Quero destacar aqui o resultado deste último questionamento. 100% das pessoas que responderam acreditam que a escola pode ajudar a desconstruir preconceitos. Eu também tenho a mesma opinião. Como educadora me esforço a cada dia para isso!

DISCRIMINAÇÃO E PRECONCEITO



          Venho aqui relatar uma situação de diversidade e preconceito que aconteceu comigo mesma.
          Fui bancária por muitos anos. Quando fazia um ano que tinha começado a trabalhar em um Banco privado, a presidência resolveu abrir as agências que faziam empréstimo não apenas de segunda a sexta, mas também aos sábados. Eu sou cristã e tenho o sábado como dia santo, um dia separado para Deus, por isso não trabalho aos sábados. A sistemática seria a seguinte: foi feita uma escala com nomes dos funcionários e quem trabalhasse em determinado sábado teria uma folga durante um dia útil da semana. Eu  procurei minha gerência e expliquei meus princípios. Me coloquei à disposição para trabalhar em domingos e feriados se a empresa assim desejasse. Nenhuma decisão me foi comunicada durante algumas semanas.
          Numa sexta-feira à tarde, com a agência cheia de clientes, meu gerente me chamou pra conversar. Não me deixou entrar na sala dele, ao invés disso me convidou a sentar nas cadeiras da sala de espera, onde os clientes aguardavam sentados pela chamada para o atendimento. Ali ele começou falando bastante alto que estava decepcionado comigo, que eu era uma ignorante por ter essa crença de que o sábado é um dia sagrado. Me disse que na economia atual o que menos corre voa e eu estava fadada ao fracasso. Se dependesse só dele estaria demitida naquele mesmo dia. Mas, como ele não tinha autonomia para isso, precisava passar pela vice-presidência do Banco e conversaríamos novamente na próxima semana. Eu me senti muito envergonhada por ele ter chamado minha atenção em público. Mesmo que tivesse sido na sala dele já teria sido um excesso, mas em público foi pior. Naquele dia esvaziei minhas gavetas e armário, tirei tudo que era meu e fui pra casa esperando o pior. 
          Quando cheguei no trabalho na segunda-feira de manhã ele me chamou e disse que não deixaram me demitir porque eu era uma boa funcionária e não havia motivo legal para me afastar da empresa. Para dizer isto ele não falou alto, não o fez em público, nem ao menos pediu desculpa. Há quem diga que o que ele fez foi assédio moral, passível de processo. 

          A constituição brasileira prevê em seu artigo 5º, incisos VI e VII, que: 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
VI -  é inviolável a liberdade de consciência e de crença...
VIII -  ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta...
           Tendo em vista que eu estava cumprindo a carga horária exigida pelo meu contrato de trabalho, eu não estava eximindo-me de minha obrigação legal, como prevê o inciso VIII. A abertura da agência no sábado foi provisória, era um plus para agradar os clientes.

           Para mim foi discriminação! Me constrangeu e me marcou profundamente, tanto que lembro até hoje. 



Com

APRENDIZAGEM


          Na primeira aula de Psicologia II deste semestre foi-nos perguntado o que é aprendizagem. Devíamos responder sem consulta, sem estudo prévio. Na ocasião eu respondi que aprendizagem é tomar conhecimento do que antes não sabia. É dar-se conta de coisas novas. É ir juntando peças e formando um novo conceito, mais abrangente.
          É muito interessante e desafiante buscar entender como surge o conhecimento humano. Ao nascer somos totalmente dependentes para tudo. Assim como no nosso corpo as aptidões são adquiridas em etapas (sentar, engatinhar, caminhar, correr) assim também acontece no nosso cérebro. O conhecimento é construído aos poucos, sem pular etapas.
          Na psicologia do desenvolvimento, para Piaget a ação da criança é determinante. Brincar, comer, imitar, defender seu ponto de vista, etc. Se uma criança está, por exemplo, brincando, acontece algo no meio que é novo e isso desacomoda as suas certezas. Com a nova informação junto com o que ela já sabia há um novo conhecimento, construído aí, mais completo que o anterior. Quando a criança acabou de se equilibrar o cérebro ficou ampliado e com essa ampliação ele vê coisas que não via antes. E aí vendo coisas novas acontecem novas desacomodações e novo equilíbrio e assim sucessivamente. Resumindo: cada nova conduta vai restabelecer o equilíbrio e construir um equilíbrio ainda mais estável do que o anterior.
          




ESTÁDIOS DE DESENVOLVIMENTO




Embora estas fases aconteçam em uma idade média, a cronologia não é determinante na definição de cada estádio de desenvolvimento. O que se mantém constante é a ordem de ocorrência dos estádios, sua ordem de sucessão. Isto é, há uma sequência no aparecimento de comportamentos, onde não se pode pular um estádio. As estruturas construídas numa etapa se tornam parte integrante das estruturas da etapa seguinte.