domingo, 28 de maio de 2017

CERTEZAS E DÚVIDAS


        Esta postagem dá prosseguimento ao PA (Projeto de Aprendizagem) Higiene e Saúde.

      Por se tratar de uma turma de berçário, onde a maioria ainda não sabe falar, resolvi fazer o levantamento de certezas e dúvidas em etapas.
     
         Inicialmente coletei deles informações sobre a higiene para o momento das refeições.

Ao entrar na sala para preparação para o almoço, em vez de ir direto lavar as mãozinhas, todos eles colocaram os babeiros e perguntei o que iríamos fazer. Eles responderam que iriam "papá". A colocação dos babeiros indica pra elas que é hora da alimentação. Então perguntei o que tínhamos que fazer antes de comer e eles apontaram pra pia e alguns falaram "lavar mão".




          Passamos então para a higiene bucal através da escovação dos dentinhos. Este é o mascote da escovação. Levei este lobinho para as crianças verem de forma aumentada os dentes e como cuidar deles. A terceira foto mostra um dente careado. Mostrei às crianças que o dente fica doente quando não é escovado (foto 3).


       

          Por fim o assunto trocas de fraldas e uso do banheiro. Na educação infantil e especialmente nos berçários cuida-se ao educar e educa-se ao cuidar. No cuidar dos pequenos transmitimos valores sobre os cuidados consigo mesmo e com o outro. Sem falar que os momentos de trocas de fraldas são momentos de conversa e trocas afetivas entre o educador e a criança. Ainda não presenciei, até hoje, um educador fazer uma troca de fraldas sem olhar para a criança, sem conversar com ela. Neste ato vamos explicando o que estamos fazendo e eles apreciam esta atenção.  

        
Então, com base nas vivências domésticas e na rotina escolar, 
as certezas da turma até o momento são:
  • Para se alimentar as mãos precisam estar limpas.
  • Não dá pra misturar sujeira com comida.
  • É preciso escovar os dentes.
  • Dente sujo fica com bichinho, fica doente.
  • Quando a fralda está molhada tem que trocar.
  • Quando a professora leva no trocador ou no vasinho é porque vou ser limpo.
  • Quando é cocô tem mau cheiro.
Dúvidas provisórias da turma:
  • Comer sujeira faz doer a barriga?
  • Pode colocar terra na boca, quando estão brincando no pátio?
  • Porque a sujeira estraga o dente, provocando cárie (doença)?
  • Como saber se o que eu estou sentindo é vontade de ir no banheiro?
  • Quando vou usar o vasinho como meus coleguinhas maiores?



     

Mapeamento da turma 


              Estamos trabalhando em grupo no Projeto de Aprendizagem Higiene e Saúde.
       
           Nosso grupo é heterogêneo pois somos educadoras em turmas de terceiro e quinto anos e Berçário.
         Quando iniciamos este projeto, em um primeiro momento fiquei me questionando como desenvolveria meu trabalho com uma turma de Berçário. Atualmente trabalho com uma turma de Berçário 2, que tem 16 crianças com idades entre 1 ano e 1 ano 11 meses, sendo 10 meninas e 6 meninos. 
           O trabalho permeará os cuidados básicos de higiene, como banho, limpeza das mãos e rosto, escovação dos dentinhos e trocas de fraldas/desfralde. 
              Por tratar-se de uma turma de crianças  bem pequenas, não trabalho sozinha em sala. Compartilho minhas ações com duas colegas, por esse motivo estou citando as ações na terceira pessoa, pois a ação foi coletiva.                    
             A realidade social das famílias que compõem esta turma é heterogênea, pois tem crianças bem cuidadas e limpinhas e outras que nem banheiro dispõe. A maioria vive em situação de vulnerabilidade, em casas de assentamentos, onde raramente se consegue tomar um banho, especialmente os menores em temperatura fria. No início do ano, enquanto ainda estava calor, nós (educadoras da sala) dávamos banho na sala, pois víamos a maior necessidade de algumas crianças. 
               A turma demonstrou interesse na escovação, levando-nos a crer que ainda não tinham escovado os dentinhos em casa. Usamos como recurso um boneco de papelão, com seus lindos dentões bem visíveis, para as crianças tocarem.
                  A higiene das mãos e rosto já é bem conhecida deles, pois desde o Berçário I isto é bem trabalhado e reforçado, especialmente antes de cada refeição.
                  Parte da turma faz uso de fraldas e alguns estão começando o desfralde. Tanto as trocas quanto o uso do vaso sanitário são realizadas no mesmo banheiro, que fica dentro da sala. Então aqueles que estão sendo higienizados no trocador veem os que estão usando o vasinho e demonstram entender e querer usar o vaso também. Entendem que precisam ficar limpinhos, que é importante e necessário para o bem-estar deles.
                  Este é a primeira etapa deste PA (Projeto de Aprendizagem) 

Projeto de Aprendizagem 2017

          Na interdisciplina de Projeto Pedagógico em Ação estamos trabalhando com Projeto de Aprendizagem. Este projeto está sendo feito em grupo, onde cada componente do mesmo aplica em sua sala de aula. Já tínhamos feito um PA em 2016 onde tivemos as primeiras noções. Nesta ocasião aprendemos que em um Projeto de Aprendizagem o professor é um orientador, sendo que o protagonista é o aluno, que construirá o conhecimento de forma colaborativa.

          Vou relatar a seguir o que aprendi até agora sobre a organização de um PA.

Registro: Criamos um blog para ser nossa plataforma, onde está sendo registrada cada etapa deste projeto.

Escolha do assunto: Elegemos o tema Saúde e Higiene, pois este é um assunto de interesse comum entre todas nós, que atendemos turmas de terceiros e quintos anos e berçário.

Levantamento de certezas e dúvidas : Disparamos o assunto em sala e as crianças expuseram o que já sabiam sobre o tema e listaram o que não sabiam e tinham curiosidade.

Mapa Conceitual: Conforme trabalhávamos com as crianças as certezas e dúvidas foram se aprimorando, levando ao mapa conceitual construído coletivamente.

          Estas etapas que desenvolvemos até aqui foram apresentamos para a turma na aula presencial. Para isso fizemos uso de uma exibição em Powerpoint e apresentação oral.


Os medos das crianças

          Estive pesquisando sobre os medos das crianças e foi uma grata satisfação encontrar literatura infantil apropriada a este assunto.
                 Como eu já havia citado em postagem anterior, estou estudando sobre o medo na interdisciplina de Psicologia da vida adulta e achei pertinente tratar aqui sobre o medo na infância também.
              Trago aqui então sugestões de livros infantis que tratam sobre os medos que as crianças tem. Estes livros vão nos ajudar a tratar sobre o assunto de forma lúdica e leve.









E por fim livros que sugerem uma solução para os medos:


 



Referências: imagens pesquisadas no google.com.br





       

Que medo!


          Na interdisciplina de Psicologia da vida adulta estamos trabalhando em grupo sobre o medo. Achei pertinente tratar aqui sobre o medo na infância também, já que este é o meu público alvo.

          O medo faz parte da vida. A forma como lidamos com ele é que são elas. Então, como ajudar a criança a enfrentar seus medos, desde os primeiros anos de vida?

        


          Os medos infantis típicos mudam com a idade. Eles incluem o medo do escuro, do monstro no quarto, de bruxa, do velho do saco, de andar de bicicleta sem rodinhas, de ser deixado sozinho, de gente brava, dentre muitos outros.



           É importante entendermos melhor os medos infantis, sabendo que eles são importantes para o desenvolvimento dacrianças. Aliás, na dose certa, o medo é nosso aliado, porque nos alerta de algum risco que estamos correndo. A seguir algumas dicas de como lidar com os medos dos nossos pequenos.



          Quanto tempo dura a fase dos medos? Isso irá variar de criança para criança, mas estes tendem a passar conforme o amadurecimento do pequeno.





Referências: imagens da internet:

https://www.google.com.br/search?q=medo+infantil+psicologia&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwj4rcOgmJPUAhXLjJAKHcUOBTcQ_AUICCgD&biw=1366&bih=589&dpr=1#imgrc=Rpr_qAnTi-c6BM:

https://www.google.com.br/search?q=medo+infantil+psicologia&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwj4rcOgmJPUAhXLjJAKHcUOBTcQ_AUICCgD&biw=1366&bih=589&dpr=1#tbm=isch&q=boo+monstros+sa&imgrc=U-8yP5TbpV1RVM:

http://priscilaaguiarp.wixsite.com/escutaativa/single-post/2016/11/25/5-dicas-para-lidar-com-o-medo-da-crian%C3%A7a
http://scontent.cdninstagram.com/t51.2885-15/e35/13256634_1710178369242827_1259720488_n.jpg?ig_cache_key=MTI1MzA4Mzc3MjE2MzgwNjQ5Ng%3D%3D.2



sexta-feira, 26 de maio de 2017

Psicologia da vida adulta





O que você sempre quis saber sobre a vida adulta mas nunca teve oportunidade de pesquisar? Quais suas curiosidades sobe a vida adulta? Estas perguntas iniciaram nossos estudos na interdisciplina de Psicologia da vida adulta neste semestre! 

Minha curiosidade sobre a vida adulta é: porque corremos atrás de coisas e vivências que ainda não conquistamos para nos considerarmos felizes? Porque não conseguimos dizer que somos felizes com o que temos hoje?  Serei feliz quando estiver formada, quando tiver um filho, quando casar, quando tiver outro emprego, quando tiver outro carro? Porque não hoje, nas pequenas coisas do dia a dia e também nas grandes coisas que já conquistamos até hoje?

Há também um outro lado da moeda, que são os problemas gigantes, aqueles muito graves, que por vezes não sabemos como lidar, como, por exemplo, a morte. Já é sabido que o medo é importante porque é um alarme que o nosso corpo produz para que nos protejamos dos perigos e da mais grave conseqüência que seria a morte. Porém quando exagerado o medo realmente nos deixa em desespero. E muitas vezes as pessoas encontram saída no desânimo de viver, avaliam que deixar de viver seria a solução pra parar de sentir medo. Mas isto é exatamente o contrário do que o medo deveria fazer por nós. O quão desesperada uma pessoa pode estar para achar que não pode mais lidar com seus medos? Creio que a desesperança extrema venha da falta de luz no fim do túnel. Quando não se consegue ver nenhuma possibilidade de resolver um problema, o pânico se instala. Os casos de uma família sem comida para seus filhos e sem conseguir trabalho e uma pessoa com uma doença para a qual não se consegue cura são alguns dos exemplos desta falta de perspectiva que leva ao medo extremo.

Estas primeiras considerações dispararam em mim o pensar sobre a vida adulta e sobre como absorver os conteúdos desta interdisciplina para melhorar o meu dia a dia e o dos que me cercam.