CICATRIZES PEDAGÓGICAS ?
Existe
uma história que fala sobre um menininho que um
dia foi
criativo e
interessado,
mas que deixou de ser pela influência de uma professora.
Em
umas das atividades de Didática falamos nas marcas que as práticas
pedagógicas deixaram
na nossa vida e nós deixamos na vida dos nossos alunos hoje. Seria
isso uma cicatriz pedagógica?
Diante
deste garotinho meu
desafio seria mostrar a ele que não há a imposição de regras
rígidas a serem seguidas para se fazer um desenho, por exemplo. Que
ele pode usar tantas cores quantas quiser, desenhar o que desejar e
mostrar as coisas que aprecia através das coisas que desenha e
escreve. Que não há certo e errado na arte, existe a expressão do
que cada um pensa e sente.
Para
que ele readquira a autonomia e a criatividade penso que o professor
precisa ensinar
a fazer as coisas sozinho. Ensinar
dá trabalho! Em uma turma de crianças bem pequenas, como Berçário
2 e Maternal 1, muitas vezes é muito mais prático alcançar as
coisas pras crianças do que ensinar a buscar. Eles derrubam
material, borram com tintas, mas este processo é necessário.
Precisa
fazer parte da rotina escolar dos pequenos que cada um saiba onde
está seu material, que aprendam a lavar
as mãos, escovar os dentes, avisar quando quer ir no banheiro, pois tudo
isto colabora com a independência e iniciativa na tomada de decisões
das crianças.
Se
eu pudesse escolher uma marca, que eu gostaria que minha
prática pedagógica deixasse
nos meus
alunos, escolheria
o protagonismo
das
crianças.
Que meus
pequenos
sintam confiança no que elas podem fazer, que
sintam que sua professora está disponível para ajudar quando ele
precisar de mim, mas que eles têm condições de tentar e descobrir
como fazer cada coisa. Sentir-se confiante é um dos principais
requisitos para alcançar os objetivos, correr atrás do que se quer
e conquistar grandes coisas, desde a mais tenra idade até os
adultos!
Referência: BUCKLEY, H. E. 1961 The little boy [Originalmente publicado na Revista School Arts Magazine, mas sem outras referências].
Referência: BUCKLEY, H. E. 1961 The little boy [Originalmente publicado na Revista School Arts Magazine, mas sem outras referências].

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