quarta-feira, 11 de novembro de 2015


INCONSCIENTE



Uma das atividade que desenvolvi, na interdisciplina de Desenvolvimento e Aprendizagens sob o enfoque da Psicologia I, foi sobre o inconsciente. Buscando em minhas memórias um exemplo de situação que o envolva, a primeira coisa que me veio a mente foi que, o medo de dizer não pode estar refletindo um medo inconsciente de rejeição. Quantas vezes assumimos mais do que podemos, tarefas demais, responsabilidades demais para agradar e sermos melhor aceitos? As crianças também fazem isto em relação aos adultos, aos colegas, sem dar-se conta conscientemente de porque o fazem. Lembro com clareza de um final de ano no qual me envolvi em mais atividades do que podia dar conta. Fiquei receosa de dizer na escola que não participaria da comissão de formatura, que não faria parte do teatro de natal na igreja, que não conseguiria fazer o aniversario do meu filho sozinha e ainda receber famílias no dia 24 de dezembro. Resultado: stress, choro e o desejo que novo ano chegasse logo. Nem tudo saiu como sonhado e a época que mais gosto do ano se tornou um fardo naquela ocasião. Hoje, já tendo me dado conta disso, não creio que repetirei a mesma façanha. Mas inúmeras situações de outra natureza virão. Que cada acontecimento desses possa nos servir de aprendizado e crescimento!


INFÂNCIA NAS MÍDIAS

Houve um tempo em que as crianças que apareciam na mídia eram aquelas que eram modelos e participavam de propagandas e os filhos de famosos que eram mostrados na TV, jornais e revistas.
Hoje, com o aumento da acessibilidade aos meios de comunicação, a maioria das crianças estão nas redes sociais, inclusive como usuárias. Quando comecei a ler uma das atividades propostas na interdisciplina de Infâncias, logo de cára me lembrei do Facebook da minha filha. Fui procurar mais recursos e não foi nada difícil. De forma direta vemos a participação delas nas páginas de uma revista de grande circulação...

... e como modelo no encarte de uma loja 

De modo indireto o apelo ao consumidor infantil que as propagandas na televisão representam. A fatia do mercado dedicado ao publico infantil é bem grande e lucrativa e vai desde brinquedos, roupas, canais de TV a cabo, entretenimento até a escolha da escola.
O computador, a internet, muito ajudam nos estudos das crianças. Em algumas escolas tem-se aula no laboratório de informática desde a pré-escola. Faz parte da nossa vida atual, não há como negar. Não acho que seja realista tentar impedir esta realidade. Mas é primordial orientar o uso de tantos canais aos quais nossas crianças estão expostas, visando a segurança dos mesmos e o aprendizado de que o mais importante são as relações com as pessoas e não com as coisas.



EMPATIA


Ao procurar em um dicionário o significado da palavra empatia obtemos: em.pa.ti.a sf (gr empátheia) Psicol Projeção imaginária ou mental de um estado subjetivo, quer afetivo, quer conato ou cognitivo, nos elementos de uma obra de arte ou de um objeto natural, de modo que estes parecem imbuídos dele. Na psicanálise, estado de espírito no qual uma pessoa se identifica com outra, presumindo sentir o que esta está sentindo.

Este foi o sentimento desenvolvido por mim, na primeira aula de Fundamentos da Alfabetização, quando nos foi mostrado como nós percebemos as letras e números no processo de aprender a ler.

Nessa ocasião, todas nós alunas desta interdisciplina, fomos apresentadas ao alfabeto árabe e iniciamos nossa alfabetização nesse idioma e escrita. Inicialmente foi-nos mostrado um artigo de jornal e posteriormente jogos pedagógicos de "letras", sílabas e até palavras. Não foi impossível, até conseguimos, mas também não foi facílimo e automático.

Esta atividade me remeteu diretamente à experiência que cada criança tem quando é apresentada às letras, palavras, números e sinais de pontuação. Desenvolvendo minha empatia, me colocando no lugar do meu pequeno aluno, compreendi melhor suas etapas de alfabetizar-se. Pra nós adultos que já sabemos ler parece tão fácil, mas é um processo que precisa de tempo, precisa ser construído!

Foi uma noite muito rica, onde aprendí muito! Agradeço à Profª Drª Annamaria Rangel por essa aula!