quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019


TECNOLOGIAS
             

                  A sétima postagem que eu vou revisitar é sobre o uso das tecnologias na educação , publicada em 04/05/2016 e pode ser encontrada em Tecnologias.

´           De fato, é inegável, que a tecnologia faz parte do nosso cotidiano em quase absolutamente tudo. Desde a passagem do ônibus em cartão com leitor, até os modernos smartphones através dos quais temos um mundo de pesquisa e facilidades na palma da mão. Desta forma a tecnologia pode sim fazer parte da rotina da escola também. 
Quando as pessoas percebem-se na construção de tecnologias cada vez mais avançadas, pensar formas de como atrelar a utilização dos aparatos tecnológicos às atividades já inseridas no contexto escolar, como por exemplo a contação de histórias, é cada vez mais necessária.
Como fica então a contação de histórias numa era em que as novas tecnologias predominam? Como educadora penso que, se o papel da escola é preparar para a vida e a tecnologia está fazendo parte da nossa vida, a escola também pode preparar os alunos para lidar com ela desde cedo. Pode atrelar os objetos tecnológicos aos materiais tradicionais, como os livros. Segundo Chartier (2008):
“Estamos vivendo uma transformação da técnica de produção e reprodução de textos e essa mudança influencia no próprio hábito de ler, pois ler na tela é diferente de ler no livro impresso. Ou seja, o suporte da leitura determina práticas e sentidos diferentes à leitura” (CHARTIER, 2008, p. 56).
Os aparatos tecnológicos como vídeos, TVs, projetores, computadores, podem desempenhar papel de motivação, demonstração e instrumento  de apoio à exposição do professor. A questão está na utilização da tecnologia, uma vez que podemos desenvolver a capacidade de perceber, compreender, criar, adaptar formas de introduzir os aparatos aos momentos pedagógicos, de acordo com a necessidade identificada pelo professor.


Referência:
CHARTIER, Roger. Formas e sentido: cultura escrita. Ed. Mercado de Letras, 2008.


O BRINCAR E O IMAGINÁRIO


            A sexta postagem que eu vou revisitar é sobre a brincadeira e o imaginário, publicada em 30/12/2015 e pode ser encontrada em A importância do brincar
Nesta postagem eu colocava que o brincar é uma importante forma de comunicação e é por meio deste ato que a criança pode reproduzir o seu cotidiano, num mundo de fantasia e imaginação. Na citação abaixo Leardini (2006) fala um pouco sobre a importância da função simbólica.
“O desenvolvimento da função simbólica é uma importante manifestação para a estruturação do desenvolvimento cognitivo e afetivo da criança em idade pré-escolar” (LEARDINI, 2006, p.6).

            Além das brincadeiras as histórias também mechem com a imaginação e a criatividade. Por meio de exemplos contidos nas histórias as crianças adquirem vivências, exploram suas emoções e criam no seu imaginário situações vívidas de sua realidade. Isto as auxilia a lidar com situações reais e conflitos do seu cotidiano.
Para Abramovich (1991) ler para as crianças é:
(...) suscitar o imaginário, é ter a curiosidade respondida em relação a tantas perguntas, é ter outras idéias para solucionar questões (...). É uma possibilidade de descobrir o mundo imenso dos empasses, das soluções que todos vivemos e atravessamos (...) e assim esclarecer melhor as próprias dificuldades ou encontrar um caminho para a solução delas. (ABRAMOVICH, 1991, p.17)
Desta forma, tanto o brincar quanto as histórias valem-se do imaginário para construir a concepção de mundo de cada criança.



Referências:
ABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil Gostosuras e Bobices. 2. ed. - São Paulo: Scipione, 1991.
LEARDINI, Eleusa M. F. O contar histórias na educação infantil: um estudo acerca dos valores atribuídos por professores sobre a importância dessa prática para o desenvolvimento da função simbólica. Campinas, Unicamp, 2006.



Mais algumas postagens minhas sobre o brincar:
Brincar
Brincadeiras em cena


INFÂNCIA




            A quinta postagem que eu vou revisitar é sobre a infância, publicada em 30/12/2015 e pode ser encontrada em: Infância como fenômeno social.


A infância como temos hoje é uma concepção relativamente nova, pois como já citei aqui no blog (Maquinaria escolar) somente a partir do século XVII começou a se ter um novo olhar sobre as crianças e a educação das mesmas.     É com a tomada do poder pela burguesia após a Revolução Francesa e a nova ordem social estabelecida que é inaugurada a ideia de se fazer uma escola para o povo. Surge então a escola pública gratuita. O aluno pode então através da escola se tornar um cidadão. Esse direito deve ser assegurado, por meio do Estado, a todas as crianças, independente de sua origem social.
Segue-se a partir daquele momento uma série de condições históricas que serão amalgamadas no princípio do século XX e contribuirão para a invenção da categoria aluno. Segundo VARELA e ALVAREZ-URIA (1992) são elas:
·         a definição de um estatuto da infância, baseado numa ciência pedagógica;
·       a emergência de espaço específico de outras formas de socialização, que ao anunciar-se como espaço de proteção das crianças, significa muito mais do que isso: um enclausuramento que força o rompimento com os laços de sangue, de amizade, com a relação do bairro, com a comunidade, com os adultos, com o trabalho, com a terra;
·     a imposição da obrigatoriedade escolar decretada pelos poderes públicos e sancionada pelas leis;
·  o aparecimento de um corpo de especialistas da infância dotados de tecnologias específicas e de elaborados códigos teóricos (p.69).
Seria possível assim relacionar a visibilidade do conceito aluno com os múltiplos olhares que têm se dirigido à infância no último século, principalmente da pedagogia, da medicina e da psicologia. Olhares que pretendem falar a verdade sobre ela. Discursos que produzem efeitos na legislação da criança, nas relações familiares e, em especial, nas práticas escolares.
No Brasil a infância foi contemplada na Constituição Federal de 1988 e no Estatuto da Criança e do Adolescente, alcançando um panorama maior de direitos e esclarecimentos sobre a criança. Na educação a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional estabelece que:
Art. 22 - A Educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores. (BRASIL, 1996, P. 20)

Há portanto atualmente a valorização da criança como um cidadão dotado de direitos, um ser social que constrói e é construído historicamente!


Referências:
BRASIL, [Lei Darcy Ribeiro (1996)]. LDB: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei nº 9.394/96, de 20 de dezembro de 1996, 5ª ed. Brasília: Câmara dos Deputados, Coordenação Edições Câmara, 2010.

VARELA, Julia., ALVAREZ-URIA, Fernando. A Maquinaria escolar. Teoria & Educação. São Paulo, n. 6, p.68-96, 1992.