terça-feira, 1 de maio de 2018

ESCOLAS DEMOCRÁTICAS




          O vídeo acima chama-se "Escola Democrática" e a primeira questão que me chamou atenção neste curta foi exatamente o fato de retratar uma escola NÃO democrática.

          Trata-se de uma escola que desconsidera as novas ideias dos alunos, desde o professor até o diretor, uma escola auditório, com aulas repetitivas, expositivas, favorecendo uma aprendizagem engessada. Este ensino conteudista, com foco na teoria, é também descontextualizado, uma vez que dispensa a prática, como visto na aula de ciências por exemplo. A professora estava explicando sobre a morfologia da borboleta, através de um desenho no quadro e explanação oral. Uma borboleta exatamente igual pousou na janela, coincidentemente no momento da explicação. Uma aluna notou a borboleta e fez esta identificação. A professora, no entanto, não gostou de a aluna olhar a borboleta real que pousou na janela. Imagino que a professora não queria que ela se distraísse da explicação que estava sendo dada, no entanto aquela era a prática de sua explicação, era a prova real que faria tanto sentido para os alunos. Mas a professora tinha um cronograma a cumprir, um horário, um planejamento e não podia “perder tempo”. É uma explícita rigidez, um ritmo mecanicista, uma inflexibilidade, como se tratasse de uma fábrica de parafusos.
          Neste contexto empirista, temos então um aluno condicionado que não cria, mas apenas reproduz. Há um trecho que mostra os alunos fazendo prova e no momento desta, enquanto ele escrevia, os conteúdos formatados iam vazando da sua mente para o papel. Ao final da prova sua mente não retinha nada, pois foi mera decoreba, não houve construção de conhecimento.

          Que bom que é apenas um desenho animado, não é a filmagem de um fato e desejo que não reproduzamos estas práticas em nossas salas de aula.





CICATRIZES PEDAGÓGICAS ?



          Existe uma história que fala sobre um menininho que um dia foi criativo e interessado, mas que deixou de ser pela influência de uma professora. Em umas das atividades de Didática falamos nas marcas que as práticas pedagógicas deixaram na nossa vida e nós deixamos na vida dos nossos alunos hoje. Seria isso uma cicatriz pedagógica?

          Diante deste garotinho meu desafio seria mostrar a ele que não há a imposição de regras rígidas a serem seguidas para se fazer um desenho, por exemplo. Que ele pode usar tantas cores quantas quiser, desenhar o que desejar e mostrar as coisas que aprecia através das coisas que desenha e escreve. Que não há certo e errado na arte, existe a expressão do que cada um pensa e sente. 

          Para que ele readquira a autonomia e a criatividade penso que o professor precisa ensinar a fazer as coisas sozinho. Ensinar dá trabalho! Em uma turma de crianças bem pequenas, como Berçário 2 e Maternal 1, muitas vezes é muito mais prático alcançar as coisas pras crianças do que ensinar a buscar. Eles derrubam material, borram com tintas, mas este processo é necessário. Precisa fazer parte da rotina escolar dos pequenos que cada um saiba onde está seu material, que aprendam a lavar as mãos, escovar os dentes, avisar quando quer ir no banheiro, pois tudo isto colabora com a independência e iniciativa na tomada de decisões das crianças.

          Se eu pudesse escolher uma marca, que eu gostaria que minha prática pedagógica deixasse nos meus alunos, escolheria o protagonismo das crianças. Que meus pequenos sintam confiança no que elas podem fazer, que sintam que sua professora está disponível para ajudar quando ele precisar de mim, mas que eles têm condições de tentar e descobrir como fazer cada coisa. Sentir-se confiante é um dos principais requisitos para alcançar os objetivos, correr atrás do que se quer e conquistar grandes coisas, desde a mais tenra idade até os adultos!

Referência: BUCKLEY, H. E. 1961 The little boy [Originalmente publicado na Revista School Arts Magazine, mas sem outras referências].







TECNOLOGIAS À SERVIÇO DA EDUCAÇÃO


                    Na interdisciplina de Educação e Tecnologias da Comunicação e Informação, que estou cursando neste semestre de 2018/1, fomos desafiados a pensar sobre como as tecnologias mudaram ao longo do tempo.

                    Sob a perspectiva da educação, trago aqui o registro das mudanças dos aparatos tecnológicos ao longo das últimas 4 décadas, nos momentos marcantes da minha vida educacional.


1981    

            No dia 02 de março de 1981 entrei em uma escola pela primeira vez, na 1ª série ensino fundamental. Naquele tempo, onde eu morava, pré-escolas somente particular. Sem condições financeiras e morando no interior, longe de tudo, entrei direto no primeiro ano, como a grande maioria das crianças da época. A escola era de 1º Grau incompleto, de 1ª à 4ª série e lembro de todos os professores dali, que foram Pedro, Marlei, Miriam e Beatriz! 

                O que estava à nossa disposição eram cadernos, lápis, borracha, quadro negro e giz e o saudoso mimiógrafo. O cheirinho de álcool deste aparelho é inesquecível e todos os alunos queriam ser escolhidos pela professora para ajudar a fazer as cópias.



1985       
             
                       Chegou a 5º série e com ela a primeira grande mudança da vida escolar, que foi sair da pequena escola que tinha apenas 2 salas de aula e ir para uma escola grande que tinha até o Ensino Médio completo. Agora é um professor para cada matéria, que deixam de ser Português, Matemática, Estudos Sociais e Ciências e desdobram-se em muitas mais.
                Neste momento já podemos escrever com caneta e não vejo mais os professores usando o mimiógrafo, pois o xerox o substitui. O sonho da meninada era ter um aparelho de som 3 em 1, pois nestes podíamos ouvir rádio, discos de vinil e gravar fitas cassetes. Lembro de gravar músicas específicas em fitas virgens para levar para as aulas de artes ou para algum teatro que tínhamos que apresentar em aula.


1989


Início do ensino médio. Acredito que em escolas particulares já nem o usassem, mas o que tínhamos ainda era o projetor de slides. CDs começam a aparecer.



1991 






Entrada na faculdade, que nunca concluí.
Quadro branco com caneta substituem os quadros negros com giz. O projetor de lâminas toma o lugar do obsoleto projetor de slides. 
E-mail e internet entram na comunicação que até agora se dava por telefone fixo.


2005 


Começo do uso de projetor de vídeos, como os que conhecemos hoje, conectados ao computadorCelular para ligações e SMS.



2010 


Smartphones com internet, possibilitando o acesso a e-mails, messenger e redes sociais.



2014 




Início da graduação no PEAD UFRGS.
Smartphones, tablets e computadores com todos os recursos  para o estudo à distância. Facilidade de comunicação e registro de atividades, como fotos e filmagens nos celulares que estão sempre à mão.

O critério que usei para determinar as datas, como já citei, foram acontecimentos importantes na minha trajetória pessoal escolar. Ver como tudo vai mudando é incrível! O que imprescindível hoje fica obsoleto amanhã. O que nunca fica ultrapassado é o conhecimento que adquirimos ao longo da vida! Todo aprendizado é um degrau para um novo conhecimento! 


Referência: Ilustrações do banco de Imagens do Google.