Emoção e Ternura: a Arte de Ensinar
Sabe
aquelas leituras que você começa e vê-se devorando porque gostou
demais? Pois foi o caso do texto "Emoção e Ternura: a Arte de Ensinar" da Prof.ª Dra Maria Luíza Cardinale Baptista. Este artigo me cativou desde o título. Concordo plenamente com o desafio dela de
buscarmos uma relação de ensino-aprendizagem permeada de ternura.
Pode até parecer romântico ou utópico, fácil com certeza não é
(até porque muitos alunos não querem aproximação e criam escudos
pra evitá-la), mas creio que possível. Vivencio isso em minha sala
de educação infantil. “A
vida imita a arte”? No filme “Gênio Indomável” a arte imitou a
vida. Pois trata-se de um filme, de uma ficção, que retrata um
envolvimento terno entre o psicólogo e o rapaz, que pode ser um
aluno nosso. E esta ternura conseguiu sensibilizar aquele jovem que
parecia indomável, pois sabia cálculo, podia saber o que os livros
ensinavam, mas não não fazia relação daquilo com sua realidade.
O psicólogo construiu uma interação afetiva que foi forte o
suficiente para desacomodar o rapaz. Como já abordamos em textos
anteriores, este desacomodar e recriar o conteúdo produz o
aprendizado. Para o “gênio indomável” se não foi aprendizado
de conteúdo foi de aprendizado para a vida. As suas relações
tomaram outro sentido, seu ponto de vista mudou, aperfeiçoou-se. O
psicanalista Luis Carlos Restrepo, em seu livro, fala em
“analfabetismo afetivo”. Era o caso do nosso rapaz do filme e,
atrevo-me a dizer, que de muitos professores também. Tão empenhados
em cumprir prazos e conteúdos muitas vezes não conseguem fazer bom
uso da comunicação, estabelecer um vínculo e acionar
o desejo do aluno, a autopoiese (autocriação). “Processos
autopoiéticos são agenciados, de tal forma que o aluno vai se
reinventando, vai se recriando nas interações múltiplas
produzidas, constituindo-se um ser produtivo de conhecimento e de si
mesmo, diferente”.
“A possibilidade de recriação e de participapção como sujeitos
do processo muda tudo”, passa a fazer sentido para quem está
aprendendo. E
ainda, “professores devem estudar neurociência?” . Segundo
Jonathan D. Moreno não há garantia de que o conhecimento da
neurociência, da psicologia, vá ensinar um caminho de ensino. Mas
tudo o que aprendemos nos enriquece e, somado com a nossa “arte de
ensinar com emoção e ternura”, pode sim ajudar, tanto alunos
quanto professores!
Referências:
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Texto
Emoção
e Ternura: a Arte de Ensinar. Prof.ª Dra Maria Luíza Cardinale
Baptista
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Texto
Professores
devem estudar neurociência? Jonathan D. Moreno
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Filme
“Gênio Indomável”
Referências:
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Texto Emoção e Ternura: a Arte de Ensinar. Prof.ª Dra Maria Luíza Cardinale Baptista
-
Texto Professores devem estudar neurociência? Jonathan D. Moreno
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Filme “Gênio Indomável”

