sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019


CENTROS DE INTERESSE



           
A nona revisita às minhas reflexões no portfólio de aprendizagens referem-se às postagens sobre Projetos de Aprendizagem, publicadas em 26/12/2016 e podem ser encontradas em PAs e O céu.
            Na ocasião em que aprendemos sobre os Projetos de Aprendizagem ficou claro que o assunto a ser trabalhado no mesmo deveria ser de interesse das crianças. Deve ser feita uma sondagem junto à turma, para ver qual assunto tem curiosidade e a partir daí fazer o planejamento das atividades e conteúdos, tentando contemplar as diversas áreas do conhecimento nestes estudos.
            Se os conteúdos não despertam real atrativo, as crianças podem desinteressar-se pelo trabalho e pelas aulas, por isso deve-se procurar encontrar atividades e assuntos prazerosos. Isto se aplica também à contação de histórias. Para Bettelheim, “se uma criança não se liga à história isto significa que os motivos ou temas aí representados falham em despertar uma resposta significativa neste momento de sua vida” (1980, p. 26).
            No início do século XX o médico, psicólogo e educador belga Ovide Decroly (1871-1932), pioneiro da Escola Nova, fundou em Bruxelas um instituto para crianças com dificuldades de aprendizagem e, mais tarde, uma escola regular que alcançou grande notoriedade. Decroly propôs que o ensino se desenvolvesse por centros de interesse, e não por matérias isoladas, como se fazia nas escolas tradicionais.  O pesquisador recomendava o ensino globalizado de palavras que fizessem sentido dentro da realidade da criança.  Segundo Bassan, 1978:
Decroly tinha como objetivo a ideia de que a escola deve estar a serviço do aluno, e não o aluno a serviço da escola. Segundo ele, o trabalho com o Centro de Interesse não foi muito bem interpretado, talvez pelo fato de não ter escrito muito sobre ele. Decroly, receava que escrevendo sobre suas teorias elas perdessem o dinamismo, a sua adaptabilidade e seu poder de renovação. (BASSAN, 1978, p.)
No meu estágio supervisionado, realizado há poucos meses, tive a constatação na prática destas teorias: de que o conteúdo que mais interessa as crianças é o melhor absorvido por eles. Que como educadoras consigamos ter essa capacidade de enxergar os seus interesses e conseguir conciliá-los com as exigências de conteúdos que a escola exige.

Referências:
ASSOLINI, E. (01 de março de 2018). www.revide.com.br. Fonte: https://www.revide.com.br/blog/elaine-assolini/alfabetizacao-metodo-de-contos-segunda-parte/
BASSAN, V. J. Como interessar a criança na escola. A noção dos centros de interesse em Decroly. Coimbra, Livraria Almedina, 1978.

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