quinta-feira, 16 de novembro de 2017


           Teoricamente, as tecnologias da Informação e Comunicação têm o objetivo de facilitar a vida e otimizar nosso tempo. Porém, o grande desafio no contexto de vida pós-moderno é se esquivar de algumas armadilhas que o uso intenso, ou indevido, dessas tecnologias pode ocultar. Ao contrário do que comumente se imagina, a vida on-line não é dissociada da vida off-line e, não raras vezes, comportamentos do mundo virtual podem ter consequências boas ou más no mundo real.
           Experts em tecnologia afirmam que o mundo está se movendo ruma à conectividade onipresente. A previsão é de que as tendências negativas e positivas da vida digital continuem se expandindo na próxima década, revolucionando a interação humana e afetando especialmente a saúde, a educação, o trabalho, a economia, a política e o entretenimento.
          Estive estudando sobre isso em Filosofia da Educação tive minha atenção voltada para este livro "Hiperconectados". É sempre um desafio lidar com novos ambientes e contextos, por isso mesmo, é imprescindível conhecer os riscos e ter acesso a sugestões de uso positivo dessas tecnologias. Desde pequenas as crianças demonstram familiaridade com os utensílios tecnológicos. Ainda bebês já arrastam os dedinhos pelas telas touchscreen dos celulares e tablets. Já que a conectividade é um caminho sem volta, procuro cada dia fazer o melhor uso possível delas em minha sala de aula. 

DIVERSIDADE NA ESCOLA


Somos uma sociedade e uma escola de pessoas diferentes. 
Temos unidade na diversidade quando nos respeitamos e nos aceitamos como somos!

    Relato de atividade realizada em aula. A turma do Jardim B conversou e refletiu 
sobre o respeito ao próximo. Construíram coletivamente cartazes para expressar o sentimento da turma ao final deste diálogo: não somos obrigados a aceitar qualquer tipo de preconceito, maltrato ou discriminação!


Eu não sou obrigada...




A culminância foi uma caminhada pela escola e visita a cada turma. 




...a democratização das relações sociais , como um modo de vida, como vínculo produtivo entre sociedade civil e Estado, mas também como relações horizontais entre os cidadãos, são condições importantes para o desenvolvimento de uma cultura de efetivação dos direitos humanos, como possibilidade de um bem viver”.



Agradecimento: À professora titular da turma Adriana Nunes ! 

Referências: 

GENRO, Maria Elly Herz ; CAREGNATO, Célia Elizabete. Educação na e para a diversidade: nexos necessários. 

Imagens acervo pessoal.










segunda-feira, 13 de novembro de 2017

          Partindo do geral, ética é o conjunto de regras, valores e princípios que orientam o comportamento humano na sociedade.
          Vivemos uma cultura em que a ética não é promovida. O velho jeitinho brasileiro de tirar vantagem de tudo parece motivo de orgulho para muitos, mas não é. Mas colocar a culpa nos políticos e esperar que parta deles a iniciativa de uma sociedade justa e ética é uma utopia. Construir uma sociedade ética é algo que deve partir de cada um. Desde pequenos aprendemos muito mais pelo exemplo do que pelo que ouvimos.
     Então, como eu educadora posso contribuir para uma sociedade ética? Primeiramente dando meu exemplo pras minhas crianças, pros meus alunos e filhos. Também tenho a obrigação de orientar meus alunos nas ocorrências do dia a dia. Será que consigo fazer isto numa turma de berçário? Sim, em cada singela atitude: ensinando a não furar a fila, a dividir um brinquedo, ajudar um amigo quando este cai e se machuca, a se importar com o colega. Afinal ética tem a ver com o modo como nós convivemos com os outros. É respeitar o meu próximo, meu colega, meu cliente, meu aluno, meu professor, as pessoas com as quais eu tenho contato.
         O site Notícia Livre traz que “a ética serve para que haja um equilíbrio e bom funcionamento social, possibilitando que ninguém saia prejudicado”. Márcia Tiburi reforçou isto no vídeo desta semana, quando fala que a busca deve ser de uma sociedade ética para TODOS. Não mais ética pra mim, pros meus interesses, mas para todos! Esta é a maior busca.





O impacto das redes sociais na vida das pessoas




           Em um dos vídeos do historiador Leandro Karnal ele foi entrevistado sobre “O impacto das redes sociais na vida das pessoas” . As suas colocações foram muito interessantes e nos põe pra pensar.
               O repórter começou a entrevista levantando seguinte questionamento: A realidade virtual vem se sobrepondo à realidade real? E as reflexões levaram à conclusão de que não está se sobrepondo, está agregando. Estamos transformando o jeito de nos comunicar. Não quer dizer que esteja pior ou melhor, mas diferente. Ele até fez uma analogia ao modo de escrever ao longo do tempo. O que seria melhor: caneta tinteiro, esferográfica ou digitar? Nao tem necessariamente um jeito melhor e sim mudança de maneiras de fazer.
           Eu, juntamente às pessoas mais antigas, considero o contato ao vivo mais importante e significativo do que online. Para a geração atual o contato online tem o mesmo valor do contato pessoal, pois desde que nasceram a tecnologia fez parte de suas vidas de um modo natural, sempre esteve lá para eles.
Claro que a expansão das redes tem seu bônus e seu ônus. Atualmente é mais fácil qualquer pessoa expressar suas ideias publicamente, em grau de igualdade com especialistas.
                 A autoria era mais difícil em outras épocas. Tornar pública uma opinião dependia de alguém que publicasse um artigo, que fizesse uma propaganda, demandava dinheiro, investimento. Agora não e isto é muito interessante. Note que em "O ato de estudar" vemos que o estudar não é um simples ser ou um simples escrever, mas entender o assunto. Este texto inclusive nos sugere alguns passos para o sucesso do estudo, algumas técnicas e etapas que me levem a compreender e não a uma simples decoreba. Então acontece de pessoas que não tem conhecimento sobre determinado assunto saírem opinando e criticando nas redes sociais, o que futuramente pode ser tido como verdade por estar publicado na internet.
              Criticar não é deliberadamente colocar defeito no que está feito ou escrito. Criticar vai além, é pensar e analisar, nem sempre é discordar. 


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Portadores de Necessidades Especiais


          Este vídeo é uma homenagem às famílias e educadores que tem o privilégio de ter em suas vidas uma criança portadora de necessidade especial. Bem-vindos à Holanda!






EDUCAÇÃO DE PESSOAS COM

NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS



          Trago aqui algumas considerações feitas pelo professor Carlos Skliar, no vídeo produzido dela UCS, sobre Inlusão.

          Ele começa o assunto falando sobre educar para o mundo e para vida. Nos últimos anos o mundo está cada vez mais difícil e a educação deixou de ser uma viagem para o mundo mas para uma pequena parte do mundo, que é o sustento, o trabalho, o emprego, a produtividade do consumo. Como somente ganhar a vida e não aprender como viver? Isso é só sobreviver. 

          Também tenho esta visão saudosista de que seria melhor cuidar da vida, da infância, das crianças, para elas não terem que entrar tão rápido neste mundo horroroso, difícil. Neste mundo onde há a necessidade de se tornar um profissional para saber como vai ganhar a vida e não saber como vai viver sua vida. Quando eu tinha 17 anos encerrei o ensino médio e tinha que escolher uma profissão, para fazer a opção do vestibular. Sendo pobre e tendo vivido com dificuldades sempre, vendo a luta diária dos meus pais pela subsistência, logo me vi pensando assim: tenho que escolher uma profissão que me dê um emprego rápido, uma profissão em que já comece a fazer estágios remunerados na área e que tão logo me forme já consiga emprego. Muitos na minha turma tinham o mesmo raciocínio. Não me permiti sonhar em cursar o que me agradace mas o que desse retorno financeiro o mais rápido possível. Que triste! 

          Professor Skliar fala na sua idéia nostálgica e romântica de se pensar a infância como um tempo único, impossível de se repetir, a oportunidade de não ser obrigado a produzir nada, de poder perder tempo realmente brincando, vivendo sua meninice, fazendo amigos, correndo! A educação infantil é onde a infância deve permanecer. Muitas crianças precisam da escola por não terem oportunidade de ter um destino familiar, pela desigualdade. Mas adultizar a criança é torná-lo infeliz.

          Interessante também quando o professor coloca que onde se fala tanto em inclusão quem sabe ela não exista. Nos países em que a inclusão ocorre plenamente esta palavra já está em desuso, porque a palavra se pronuncía muito onde ela falta!

          E por fim a constatação já sabida, de que as diferenças existem sim! Elas precisam ser trabalhadas com a certeza de que alguns aprendem de maneiras diferentes, mas todos temos muito a aprender!




LITERATURA ÉTNICO RACIAL II



Da interdisciplina de Questões Étnico Raciais venho aqui falar sobre a literatura indígena. Mais uma vez fui em busca de livros na biblioteca da minha escola de educação infantil Dom Luiz de Nadal e mais uma vez fiquei feliz com a quantidade de livros que encontrei. 

Quero deixar registrado aqui os meus livros preferidos tratando-se da temática indígena.













Exploramos (eu e a turma do Maternal I) estes 11 livros durante uma semana. 
Neste estudo confirmei o que havia assistio no vídeo produzido pelo Museu do Índio Povos Indígenas: Conhecer para Valorizar

  • a visão que a escola e a mídia passam nem sempre corresponde à realidade dos índios no Brasil;
  • pode-se ver um conjunto de equívocos em relação à cultura indígena;
  • A religião indígena é politeísta e variam com as etnias indígenas. Não existe uma só tribo, um só credo, uma só vertente;
  • Há grande diversidade e especificidades de cada povo indígena.





LITERATURA ÉTNICO RACIAL


Neste semestre estamos estudando a interdisciplina de Questões Étnico Raciais. A fim de refletir sobre minha prática pedagógica escolhi uma atividade para aplicar em sala de aula: os contos e a diversidade. Na biblioteca da minha escola elegi três livros que tratam da raça negra e fizemos momentos de contação de histórias e exploração de materiais referentes aos livros.


primeiro livro é o Abecedário Afro de Poesia. Eu ainda não conhecia esta literatura e foi uma grata surpresa. Excelente obra que traz questões e costumes da raça negra




O segundo livro é o Cabelo do Lelê. Juntamente com o boneco Lelê (material de apoio) as crianças conheceram o Lelê, o menino de cabelos bonitos. As crianças tocaram o fantoche com suas tranças e curtiram bastante a contação da história.




Por fim Menina bonita do laço de fita, obra já conhecida das crianças. Desta vez apresentado com um recurso novo, que foi a presença em fantoches dos personagens principais, a saber, o coelho e a menina.




O vídeo Educação para relações étnico-raciais.,que assistimos esta semana, falou sobre a raça negra e como ela é apresentada nas escolas. Tomando por base a biblioteca da escola em que trabalho concluo que já existem muitos livros tratando de forma muito bonita a questão da negritude. Não sei se é assim em todo lugar. Ainda acho que o Brasil é um país racista, embora muitos digam não sê-lo.





domingo, 9 de julho de 2017

Conselho Escolar


     As instâncias colegiadas são organizações compostas por representantes da comunidade escolar e local. Elas têm por finalidade fazer funcionar a gestão democrática no ensino público, ou seja, fazer com que seja pensado e decidido coletivamente as propostas de caráter educacional. 

          Uma das instâncias colegiadas são os Conselhos Escolares. O Conselho Escolar é o órgão máximo para a tomada de decisões realizadas no interior de uma escola. 

      Este é formado pela representação de todos os segmentos que compõem a comunidade escolar, como: alunos, professores, pais ou responsáveis, funcionários e diretores. Na educação infantil, em virtude da tenra idade, os alunos são representados também por pais e/ou membros da comunidade. A participação dos pais na vida escolar dos filhos é fundamental para garantir a qualidade da Educação. Candidatar-se a uma vaga no Conselho Escolar é uma boa forma de acompanhar o trabalho feito pelos gestores, docentes e funcionários da escola e de se envolver diretamente nas decisões que serão tomadas. 





ANALISANDO PORTFÓLIOS DE APRENDIZAGEM




          Durante o semestre 2017/1, no quinto eixo do Seminário Integrador,  tivemos a incumbência de analisar nossos blogs. Realizar estas análises foi revelador para mim. Embora esteja habituada ao portfólio de aprendizagens foi diferente analisar o que temos escrito. Me dei conta do quanto simplesmente descrevíamos uma tarefa ou tema estudado, sem nos aprofundar.

          A atividade teve uma linha de mão dupla, onde cada um analisava seu próprio blog e o de um colega. Quem analisou o meu blog foi a colega Janaína Minuzzo. Inicialmente não fomos unânimes na classificação das nossas publicações. Nas análises dos próximos semestres houve um melhor consenso, o que eu atribuo ao nosso amadurecimento ao escrever. Nosso olhar diante dos artigos que lemos, dos textos que estudamos, dos temas que debatemos, vai se aperfeiçoando com o tempo. Que bom, isto nos traz crescimento!

Os parâmetros nos quais me baseei para classificar foram de acordo com as orientações recebidas através do documento do Moodle.
Considerei como descritivas aquelas em que descrevi um trabalho feito ou um texto estudado em determinada interdisciplina. Eu me surpreendi por ainda ter tantas publicações descritivas, mas gostei destas publicações e elas foram pertinentes aos conteúdos estudados no momento.
Considerei ainda como questionadoras as postagens em que descrevi além de atividades de sala de aula o meu posicionamento questionador diante do assunto tratado.
Por fim considerei como reflexivas as postagens mais completas, onde o assunto era exposto, havia um posicionamento meu e uma prática pedagógica aplicada.

Desejo aperfeiçoar minha escrita e conseguir cada vez mais publicações reflexivas/reconstrutivas no meu portfólio de aprendizagens.




Educação Infantil na LDB


A Educação Infantil também é contemplada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira no seu artigo 29.

Embora haja a a indissociabilidade das funções de educar e cuidar não há obrigação de alfabetizar na educação infantil. O objetivo é o de desenvolver algumas capacidades, como: ampliar relações sociais na interação com outras crianças e adultos, conhecer seu próprio corpo, brincar e se expressar das mais variadas formas, utilizar diferentes linguagens para se comunicar, entre outros. 

Indico aqui o documentário sobre as mudanças que ocorreram na educação infantil com a alteração da LDB em 2013: Mudanças na Educação Infantil TVE

GESTÃO DEMOCRÁTICA


          Na minha publicação anterior, Gestão escolar, falei sobre como a escola como um todo pode colaborar. A gestão que não é engessada, que aceita auxílio, que compartilha idéias para tomada de decisões é uma gestão democrática, que visa o bem do aluno como objetivo primordial.

          Sobre isso, quero deixar registrado aqui um exemplo muito singelo. As imagens de um evento realizado em minha escola, a Festa Caipira 2017 da EMEI Dom Luiz de Nadal. Cada funcionário pôde ajudar de alguma forma e muitos talentos foram revelados. A comunidade ajudou, participou, as crianças aproveitaram e o resultado foi muito positivo. Se num evento social pudemos ser tão bem sucedidos imagino o que poderemos fazer no dia a dia escolar.

Créditos: Sandra Ferreira

Créditos: Flávia Melo

Créditos: Nídia Rodrigues

Créditos: Maria do Patrocínio Jacques

Créditos: Gisele Lemos

Créditos: Gisele Lemos

Créditos: Gisele Lemos

Alegria das crianças

Equipe Nadal

Equipe Nadal

Uma escola pública popular não é apenas a que garante acesso a todos, mas também aquela de cuja construção todos podem participar, aquela que realmente corresponde aos interesses populares, que são os interesses da maioria; é portanto, uma escola com uma nova qualidade, baseada no empenho, numa postura de solidariedade, formando a consciência social e democrática (FREIRE, 1999, p.10).



Referência:
FREIRE, P. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro, 1999. 

GESTÃO ESCOLAR



Em uma das aulas presenciais de Organização e Gestão da Educação fomos desafiadas a desempenhar alguns papéis em uma dinâmica. 

Nesta atividade formamos um grupo de 4 colegas e cada uma de nós assumia um dos personagens, que eram: informante, ouvinte e observadores. A participação de cada personagem foi determinada antecipadamente, sendo que cada uma tinha que desempenhar a função que foi atribuída especificamente ao seu papel.

A imagem acima é o retrato do que produzimos. Escolhemos um assunto - conselho escolar - e a colega informante falou 10 minutos sobre o que é conselho escolar. A ouvinte só podia fazer, mas não deveria opinar nem interromper. As observadoras só podiam escutar e anotar o que julgassem importante. Por fim fomos todas convidadas a expressar o que achamos da dinâmica, quais as dificuldades e pontos positivos dela. 

Foi unânime o sentimento de que podíamos e queríamos fazer mais do que fomos limitadas a fazer. A ouvinte tinha muito a contribuir com a informante, mas não tinha autorização para fazê-lo. As observadoras então se sentiram ainda mais tolhidas, tinha muito mais a colaborar, mas não podiam exceder o que lhes era permitido, que era ouvir e anotar. 

Isso nos levou a pensar a GESTÃO escolar. Não é uma gestão assim que sonhamos pra nossa escola, onde cada um tem funções determinadas e limita-se terminantemente a ela, sem abertura, sem aceitação de opinião e auxílio. Uma direção de escola pode muito mais se tiver uma gestão compartilhada com os que lhe rodeiam. Vice direção, coordenação pedagógica e demais servidores tem muito mais a oferecer se trabalharem juntos. Acredito nisto!


MEDOS DA VIDA ADULTA

Conclusão da interdisciplina de Psicologia da Vida Adulta.












Trabalho foi realizado em grupo com as colegas Anaí, Denise e Janaína.