quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

ENCERRAMENTO NO ANO LETIVO 2015



          Mais um ano chegou ao fim! Naturalmente fazemos o exercício mental da retrospectiva do ano. Pensamos no que conquistamos, no que deixamos de fazer, nas experiências vividas. Creio que em todas as áreas da nossa vida sempre temos o que aprender: nos relacionamentos, na criação dos filhos, na saúde e agora também nos estudos.
          As alunas do curso deste curso de Pedagogia EAD foram desafiadas a falar sobre as aprendizagens deste segundo semestre do ano de 2015.  Cada aula, tanto dada quanto assistida, nos alimentou de conhecimento, nos ensinou. Logo no início, na primeira atividade que desenvolvi no semestre, comecei esta caminhada de aprendizado; fazendo a relação do que estudava em aula com a minha prática pedagógica diária. Assim passei o semestre aprendendo e ensinando, lutando por tornar melhor o dia-a-dia dos pequenos que a mim são confiados. Pequenos estes que são crianças tão ocupadas desde bem pequenas, com uma rotina cheia de horários e obrigações. Como Mariângela Momo citou em seu artigo na Revista Página da Educação:
Crianças que assim como seus pais, tem rotinas ocupadas, com uma infinidade de atividades (ir à escola, praticar esportes, estudar idiomas, aprender a tocar instrumentos ou a dançar, etc) [...] Tudo – de alimentos a tecnologias – é produzido e oferecido às crianças para saciar um desejo urgente, que logo será substituído por outro  [...] Urgência, rapidez, imediatez são condutas que já estão incorporadas aos modos de viver das crianças de hoje (MOMO, 2008. P.7).

No mês de dezembro estas crianças  e educadores tão atarefados e mesmo cansados, se empenham nos projetos de avaliações e comemorações do Natal. É bonito notar a expressão de cada criança ao participar das festividades e o empenho do professor de cada turma neste momento. As ilustrações desta minha escrita são de cada sala de aula da escola onde trabalho. Cada educador produziu com seus alunos uma expressão de feliz natal. Todas as obras foram expostas no salão onde foram realizadas as atividades de encerramento. Muito bom olhar a mistura de olhares, de expressões, juntas num mesmo momento, numa mesma intensão. 
Hoje reafirmo em mim o desejo de continar a fazer o meu melhor no próximo ano escolar. Que os desafios e dificuldades não sejam maiores do que nossas conquistas realizadas com esforço e luta diários. Que as diferenças entre escolas particulares e públicas não sejam decisivas na construção de indivíduos inteligentes, esforçados, trabalhadores, que buscam um viver melhor! E que cada um de nos faça parte disso com orgulho!


Referência: MOMO, Mariângela. Tudo, ao mesmo tempo, agora: A vida urgente das crianças contemporâneas. In: A PÁGINA DA EDUCAÇÃO, Revista. Porto, Portugal, Edição nº 175, Ano 17, Fevereiro 2008, p. 7.

A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR




          Brincar é uma importante forma de comunicação e é por meio deste ato que a criança pode reproduzir o seu cotidiano, num mundo de fantasia e imaginação. Vale ressaltar a importância do brincar para o desenvolvimento integral do ser humano nos aspectos físico, social, cultural, afetivo, emocional e cognitivo.
              Na 13ª semana do semestre de Infâncias de 0 a 10 anos, assistimos a um vídeo chamado Caramba, Carambola, o brincar está na escola. Sensacional o projeto desenvolvido em SP, mostrado neste vídeo. Não há como negar que a proposta de misturar diferentes faixas etárias no pátio é bem complexo. Porém é extremamente estimulador e produtivo pras crianças.
              No ato de brincar é trabalhada a socialização, as concepções de amizade, partilha e aquisição de aprendizagens de forma lúdica. As tarefas de empilhar objetos, trilhar trajetos e jogos estimulam a criatividade e a coordenação motora. A exploração de diferentes texturas, como água, areia, pedra, lixa, borracha, estimulam os sentidos. A brincadeira ao lar livre favorece a concepção de mundo e de espaços. Enfim, as possibilidades de aprendizados muitas vezes surpreendem e superam as expectativas dos educadores!







AMPLIAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL PARA 9 ANOS


          A aprovação da lei federal 11.114 de 2005 e 11.274 em fevereiro de 2006 trouxe uma mudança significativa no cenário educacional, pois a primeira alterou a idade de matricula das crianças no ensino fundamental e a segunda alterou a duração do ensino fundamental de oito para nove anos. Dessa forma, o último ano da educação infantil transforma-se no primeiro ano do ensino fundamental, e agora os alunos devem ser matriculados no primeiro ano do ensino fundamental no ano em que completarem seis anos de idade e não mais sete como anteriormente.
          Na prática essa transição não é tão tranquila assim. É o que tenho sentido através das experiências que tenho vivenciado. A lei prevê que as escolas tem prazo até 2016 para se adequarem à nova legislação. Pra suprir a demanda as escolas de educação fundamental também precisam absorver os alunos de 6 anos. Mas não conseguem ainda. 2016 está às portas e o que vivemos na educação municipal é a falta de vaga para abarcar estes novos alunos, poucas escolas estão conseguindo dar conta desta resolução.
          A educação infantil favorece interações mais plurais, com maior espaço tanto para a questão lúdica quanto para o diálogo. Já no ensino fundamental, a estrutura organizacional privilegia práticas mais individualizadoras. Diante disso, são necessárias mudanças na estrutura física, pedagógica e curricular do primeiro ano do ensino fundamental de nove anos para atender as crianças de seis anos.

          O texto de Fabiana de Amorim Marcello nos traz os conceitos de criança projeto e criança capaz. Onde a criança projeto seria aquela criança ideal, sonhada, para atender as demandas de uma sociedade ideal e a capaz aquela criança curiosa, competente e protagonista .

Fonte: MARCELLO, Fabiana de Amorim; BUJES, Maria Isabel Edelweiss. Ampliação do ensino fundamental: a que demandas atende? A que regras obedece? A que racionalidades corresponde? Educacão e  Pesquisa. vol. 37,  n. 1, p. 53-68, São Paulo, Jan./Abr. 2011.

Infância como fenômeno social



            Na 9ª semana dos estudos de Infâncias de 0 a 10 anos sobre Nove teses sobre a infância como um fenômeno social, de Jens Qvortrup . Apreciei o ponto de vista de Qvortrup colocando a infância não somente como uma fase etária, mas como parte da sociedade que a influencia e é influenciada por ela. Uma infância que precisa ser atendida em todos os aspectos É necessário assegurar a integralidade do cuidado à criança. Ela precisa de segurança, saúde, bem estar, educação, carinho.
           É inegável também que a criança não somente é tocada pelo seu meio como o influencia também. De acordo com levantamento do Fecomércio em 2015 a expectativa de consumo caiu em todas as datas comemorativas do ano. Em 2014 a Associação Comercial do Paraná revelou que 81% dos consumidores realizaram compras de presentes para o dia das crianças, perdendo só para o dia das mães. O atendimento à criança vai desde o médico, o professor, o cuidador, os materiais de higiene, as roupas e calçados, as mensalidades escolares, o transporte, a alimentação, medicamentos, enfim, ela é parte ativa que movimenta a economia. Porém como ela ainda não produz renda, não é levada em consideração quando são tomadas grandes decisões. No nível macro que o texto nos apresenta temos as políticas mundiais, públicas, estatísticas, provisionamento, em grande escala. Estas não levam em conta diretamente o público infantil, que pode ser considerado o nível micro nesta discussão. A infância, a criança, não entra nas estatísticas de desemprego por exemplo, mas sofre as consequências deste. Assim também com a inflação, com as políticas educacionais que refletem lá no número de vagas nas escolas, dentre tantas outras.
           Ainda assim, há lugar para a infância, sendo a mesma um sujeito social que constrói e é construído historicamente




Fonte da pesquisa estatística: Internet: <http://www.acpr.com.br/site/2014/10/dia-das-criancas-mobiliza-81-dos-consumidores-revela-boa-vista-scpc/>


domingo, 6 de dezembro de 2015

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Reconhecimento e respeito às diferenças na Educação Infantil










Trabalhos da colega e professora Nídia Rodrigues.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015


ENSINAR PELO EXEMPLO



          Sempre tive em mente, mesmo antes de estudar sobre o assunto, que ler livros pra uma criança seria benéfico para ela. Além de oferecer momentos de entretenimento, a criança adquire conhecimento e aprimora seu vocabulário, num momento agradável onde ela tem a atenção e o carinho do adulto que está lendo.
          Esta semana, na interdisciplina de Fundamentos da Educação, conheci Emilia Ferrero. Ler sobre o trabalho dela e ver dois vídeos, com momentos de entrevista realizada, foi muito proveitoso pra mim. O que mais me impactou neste estudo foram as falas sobre a leitura e a escrita na educação infantil e veio de encontro com esta constatação de que o ato de ler um livro para uma criança vem acompanhado de afeto, pela criança e pelo livro! Através deste ato de carinho despertamos neles a vontade de compreender aquilo que ainda não conhecem, bem como palavras que não tinham ouvido. Isso abre as portas pra um  universo novo, o mundo das letras; valendo-se para isso dos vários tipos de instrumentos que temos à nossa disposição, como jornais, computadores, celulares, panfletos, dentre outros.
Muito interessante quando foi colocado que “permitir-lhes entender a utilidade da escrita não é antecipar o ensino fundamental e sim contribuir para que ingressem nas práticas sociais pertinentes para esse objeto cultural que é a escrita”. Foi exatamente isso que aconteceu com minha filha aos 6 anos de idade. Ela queria muito saber o que os sites da Polly e da Barbie diziam, ser ter que me perguntar. Se deu conta de que aprender a ler abriria esta porta para ela. No final do primeiro sementre do 1º ano ela já estava lendo!
          Almejo que os pequenos com os quais entro em contato, meus filhos e meus alunos, lembrem de mim assim: numa contação de histórias, com um livro na mão, demonstrando o respeito que tenho por eles ao dar este exemplo!

segunda-feira, 23 de novembro de 2015



 Psicanálise de Freud na educação

Ao pensar, na interdisciplina de Psicologia I, sobre o que mudou no mundo e na educação a partir das ideias de Freud, cheguei a uma constatação muito importante pro meu fazer diário na educação infantil, onde trabalho. 
Os conhecimentos que Freud nos traz sobre psicanálise tornou possível "abrir os olhos¨" dos educadores para questões que eram consideradas um problema, quase sempre sem se enxergar a solução. Tomo como exemplo um aluno com hiperatividade. Ele era constantemente castigado, para reprimir suas atitudes e fazê-lo se enquadrar no que se esperava dele. Hoje, com mais conhecimentos sobre a mente humana, sabemos que o hiperativo precisa ser direcionado corretamente, ser orientado, a fim de produzir e se desenvolver plenamente. Os educadores de hoje tem muito mais informação sobre como lidar com atitudes de seus alunos, que são produto de suas vivências, de sua mente, de seu todo.

MANIFESTO DOS EDUCADORES DO SÉCULO XXI


Construímos coletivamente um poema sobre o manifesto dos educadores que tem o desafio de trabalhar em sala de aula no século XXI. Tive o privilégio de dividir esta tarefa com minhas colegas Anaí Minuzzo, Débora Prades e Janaína Minuzzo



VIVER A EDUCAÇÃO EMPODERA O CIDADÃO

Escola, palco de resistência e construção social,
Uma democracia aprendida que se perpetua pelo emocional.
Relações de aprendizes e educadores, emoções de mentores.
Pensar a nova escola com a esperança do futuro,
Mas com os pés no presente, agregando forças,
Para conscientizar nossa gente.
Com autonomia e participação voluntária,
Promovendo a luta social, de mãos dadas com a educação necessária.
Alunos empoderados de cidadania, aproveitando inúmeras tecnologias,
Assegurados por aprendizagens relevantes, com valores humanos constantes.
Valorizados em sua identidade cultural, respeitados em sua história original,
Qualificados em um ensino essencial.

Se amor, respeito e pedagogia se juntassem como irmãos,
Dessa união nasceriam verdadeiros cidadãos.
Da educação que critica e que só procura falhas,
Não há como achar virtude, apenas insignificantes migalhas.
Somente com liberdade de expressão, pluralidade de informação,
Poderemos pensar em transformação.
Valorizar as diversidades, em casa, na escola, nas universidades,
Favorecerá um cidadão feliz, que vai enriquecer o futuro do país.
Estabelecer relações sociais produtivas, que resgatem valores de solidariedade,
Rompem barreiras antigas, que engessam nossas comunidades.
Cidadania de verdade extrapola aparências nas redes sociais,
Atos singelos na prática funcionam muito mais.
Sonhamos com uma consciência humana, que derrube muros de preconceito,
Que conquiste presença e vitórias, a que todos temos direito.

Professor, mestre, parceiro, curandeiro de ideias, nosso mentor...
Educador... Profissional capaz de formar todos os outros profissionais!
Construtores anônimos pela pátria afora... Empoderadores!
Nobres em responsabilidade, desvalorizados muitas vezes na dignidade.
Na nação onde piso salarial é lei, mínimo é o máximo, qualificação é obrigação... SQN!
Século XXI aí está e urge lidar, com novos parâmetros na educação... Mas atenção!
Resgatar a imagem social do professor, é essencial, é vital!
Professor valorizado, professor graduado, assunto mais que falado, porém limitado.
Leis que saiam do papel, que deixem de ser utopia e que tenham a energia,
Para construir um novo olhar para velhas questões e trazer inovações.

Políticas públicas alinhadas com a educação,
Profissionais valorizados em sua instrução.
Com uma intenção cuidadosa na instituição educacional,
Sede de potencialidades, retratos de sociedades, diversidades.
Gerações que se apropriam da ética para revolucionar,
Que fazem da escola um lugar para viver e amar.
Nossas escolas, integrais em sua sustentabilidade,
Comungando com as culturas e com as realidades.
Uma educação igualitária que promove conhecimento e é comprometida,
Um país para todos, uma escola para o mundo, um cidadão para a vida.



COMO ME ALFABETIZEI



Lembro de cada detalhe da minha alfabetização. 
Na época em que ingressei na escola não tinha Jardim ou Pré-escola pública. Quem fazia era em escola particular. Como não era obrigatório e eu morava na área rural, entrei direto na 1ª série, com 7 anos, que era a idade da época.
O sistema era o de reconhecer as letras individualmente a principio. Primeiro as vogais e depois as consoantes. Após isso, começar a juntar as silabas e formar palavras com elas. Entao ba,be,bi,bo,bu e formar boa, bia, bebê, bobo, aba e assim por diante. Prosseguiamos em ordem alfabética, isto é, ca,ce,ci..., depois da,de,di...sendo que za,ze,zi dava-se quase no final do ano.
Mas eu sempre gostei de estudar e pulei algumas etapas. Em junho eu já estava lendo e entendendo o que lia.
Lembro como se fosse hoje: ganhei uma revistinha chamada "Nosso amiguinho". Sentei nos pés da cama dos meus pais e só saí dali quando terminei a historinha. Era uma folha inteira, Eu achei que fui super rápida. Minha mãe relata que levou uma eternidade, que eles não aguentavam mais, mas ficaram firmes comigo até o fim. 
Como foi bom relembrar esta etapa!


TIPOS DE CONHECIMENTO 



Pensando sobre os quatro tipos de conhecimento estudado na interdisciplina de Fundamentos da Educação relembrei e resolvi detalhar o "Adote um escritor". É um projeto literário organizado pela Secretaria de Educação da Pref Mun de Porto Alegre, onde um escritor ou ilustrador visita a escola em uma data pré-definida, pra trabalhar o livro junto com as crianças. Antes desta data, em sala, "esmiuçamos" o livro escolhido juntamente com nossos pequenos.
Trouxe o exemplo do livro "A almofada que não dava tchau", do autor Celso Gutfreind. A ilustradora Elma foi quem fez-nos a visita. O livro conta a história de uma almofada que adorava dar oi. Mas não gostava de ter de se separar das almofadas que ela amava. Queria ficar sempre juntinho, por isso não dava tchau de jeito nenhum.  'A almofada que não dava tchau' é uma história que fala de alguém, igual a tantas crianças, que não gosta de despedidas, como por exemplo deixar a mamãe ir embora e ficar na escola.
Como trabalhamos o tema numa sala de Berçário 1, com bebês de 1 aninho, abordamos os conhecimentos assim:
Social - enriquecimento da aquisição da linguagem, tão importante nesta faixa etária, repetindo as palavras chave do livro, de seus personagens.
Físico - confeccionamos uma almofada para cada personagem, onde cada um tinha suas características, tamanhos e vestimentas. Crianças as manuseavam e exploravam.
Motor - outro grande aprendizado desta faixa etária é o aprender a andar. Então ficávamos mostrando as almofadas e chamando-os a vir buscá-las, dando assim os primeiros passinhos.
Lógico - A manipulação do livro, depois das várias atividades que tivemos com as personagens almofadas, mostrou que eles fizeram a relação lógica. Pelas suas carinhas e gestos via-se que eles identificavam que aquele livro falava nas "suas" almofadas. Fizeram a relação direitinho. Foi muito legal, muito enriquecedor !


sexta-feira, 20 de novembro de 2015



(DES)ENCANTOS 

DA 

EDUCAÇÃO





      Estudar os textos Maquinaria Escolar e (des)encantos da educação me levou a pensar em como e com que objetivo surgiram as escolas e a educação no Brasil. Foi pensado e posto em prática um ensino que viesse conservar o interesse da classe dominante da época. Adotaram-se práticas educativas que buscavam regular a vida e os costumes a fim de dirigir a formação dos jovens nobres (preparando-os para mandar) e moldar as atitudes dos jovens pobres. O texto (des)encantos mostra uma busca pela modernização da educação que acompanhasse a modernização do país naquela época. Porém “as cidades mudavam: o alargamento das ruas, a construção de avenidas...a fotografia, os cinemas, mas também resistiam seus focos de insalubridade, vadiagem e criminalidade.” A escola pública sofre então com os problemas deste crescimento urbano, com condições precárias de trabalho, instalações absurdamente inapropriadas e falta de todo tipo de infraestrutura e recurso. 


      O conto de fadas, sonhado até pelos arquitetos que projetaram escolas ideais, não saiu exatamente como planejado. Ao entrarmos em escolas públicas e privadas a diferença entre elas é gritante. Será que precisa continuar assim? Até hoje vemos reflexos dos fatos explicitados neste dois textos: que a educação continua sendo desigual, os recursos continuam insuficientes, mas que os educadores, como sempre, seguem fazendo o melhor que podem, na busca de uma educação de qualidade!





quarta-feira, 11 de novembro de 2015


INCONSCIENTE



Uma das atividade que desenvolvi, na interdisciplina de Desenvolvimento e Aprendizagens sob o enfoque da Psicologia I, foi sobre o inconsciente. Buscando em minhas memórias um exemplo de situação que o envolva, a primeira coisa que me veio a mente foi que, o medo de dizer não pode estar refletindo um medo inconsciente de rejeição. Quantas vezes assumimos mais do que podemos, tarefas demais, responsabilidades demais para agradar e sermos melhor aceitos? As crianças também fazem isto em relação aos adultos, aos colegas, sem dar-se conta conscientemente de porque o fazem. Lembro com clareza de um final de ano no qual me envolvi em mais atividades do que podia dar conta. Fiquei receosa de dizer na escola que não participaria da comissão de formatura, que não faria parte do teatro de natal na igreja, que não conseguiria fazer o aniversario do meu filho sozinha e ainda receber famílias no dia 24 de dezembro. Resultado: stress, choro e o desejo que novo ano chegasse logo. Nem tudo saiu como sonhado e a época que mais gosto do ano se tornou um fardo naquela ocasião. Hoje, já tendo me dado conta disso, não creio que repetirei a mesma façanha. Mas inúmeras situações de outra natureza virão. Que cada acontecimento desses possa nos servir de aprendizado e crescimento!


INFÂNCIA NAS MÍDIAS

Houve um tempo em que as crianças que apareciam na mídia eram aquelas que eram modelos e participavam de propagandas e os filhos de famosos que eram mostrados na TV, jornais e revistas.
Hoje, com o aumento da acessibilidade aos meios de comunicação, a maioria das crianças estão nas redes sociais, inclusive como usuárias. Quando comecei a ler uma das atividades propostas na interdisciplina de Infâncias, logo de cára me lembrei do Facebook da minha filha. Fui procurar mais recursos e não foi nada difícil. De forma direta vemos a participação delas nas páginas de uma revista de grande circulação...

... e como modelo no encarte de uma loja 

De modo indireto o apelo ao consumidor infantil que as propagandas na televisão representam. A fatia do mercado dedicado ao publico infantil é bem grande e lucrativa e vai desde brinquedos, roupas, canais de TV a cabo, entretenimento até a escolha da escola.
O computador, a internet, muito ajudam nos estudos das crianças. Em algumas escolas tem-se aula no laboratório de informática desde a pré-escola. Faz parte da nossa vida atual, não há como negar. Não acho que seja realista tentar impedir esta realidade. Mas é primordial orientar o uso de tantos canais aos quais nossas crianças estão expostas, visando a segurança dos mesmos e o aprendizado de que o mais importante são as relações com as pessoas e não com as coisas.



EMPATIA


Ao procurar em um dicionário o significado da palavra empatia obtemos: em.pa.ti.a sf (gr empátheia) Psicol Projeção imaginária ou mental de um estado subjetivo, quer afetivo, quer conato ou cognitivo, nos elementos de uma obra de arte ou de um objeto natural, de modo que estes parecem imbuídos dele. Na psicanálise, estado de espírito no qual uma pessoa se identifica com outra, presumindo sentir o que esta está sentindo.

Este foi o sentimento desenvolvido por mim, na primeira aula de Fundamentos da Alfabetização, quando nos foi mostrado como nós percebemos as letras e números no processo de aprender a ler.

Nessa ocasião, todas nós alunas desta interdisciplina, fomos apresentadas ao alfabeto árabe e iniciamos nossa alfabetização nesse idioma e escrita. Inicialmente foi-nos mostrado um artigo de jornal e posteriormente jogos pedagógicos de "letras", sílabas e até palavras. Não foi impossível, até conseguimos, mas também não foi facílimo e automático.

Esta atividade me remeteu diretamente à experiência que cada criança tem quando é apresentada às letras, palavras, números e sinais de pontuação. Desenvolvendo minha empatia, me colocando no lugar do meu pequeno aluno, compreendi melhor suas etapas de alfabetizar-se. Pra nós adultos que já sabemos ler parece tão fácil, mas é um processo que precisa de tempo, precisa ser construído!

Foi uma noite muito rica, onde aprendí muito! Agradeço à Profª Drª Annamaria Rangel por essa aula!


terça-feira, 10 de novembro de 2015


AGORA É QUE SÃO ELAS III



Apresentação do workshop no Seminário Integrador I

Apresentar o workshop não foi a tarefa mais difícil, pois fui acostumada a falar em público. Mas em frente às colegas, professora e tutora foi diferente. Deu frio na barriga, nervoso e tudo o mais. Ouvir o trabalho das colegas foi ímpar. Cada relato nos remetia à emoções, fomos do riso ao choro, tudo junto e misturado, somando mais um capítulo das nossas vidas. O assunto era profissional, os aprendizados pessoais. Eu saí deste trabalho diferente de quando entrei e creio que todas partilhamos deste sentimento! 

AGORA É QUE SÃO ELAS II



Aprendizagens sobre o processo de elaboração do texto da Síntese Reflexiva do workshop no Seminário Integrador I

Escrever é uma arte, não é pra mim tão fácil quanto falar. Mas, depois de ter nas mãos o material de todo um semestre, foi dada a largada para a escrita do texto que seria a síntese reflexiva do meu workshop. Foi a parte mais longa e que exigiu mais de mim. Nunca tinha escrito nos moldes deste trabalho, obedecendo regras da ABNT, colocando citações. Tudo era novidade! A primeira síntese que enviei me retornou com o aconselhamento de algumas melhorias necessárias. Aí sim bateu o pavor! No Moodle não paravam de aterrisar novas tarefas e o tempo se esgotando. Espero nunca mais passar por essa experiência! Mas enfim deu tudo certo e este processo de escrita me serviu de grande aprendizado!

AGORA É QUE SÃO ELAS I


Preparação e organização do workshop no Seminário Integrador I

Este 1º semestre de 2015 foi para mim de muito enriquecimento acadêmico e pessoal. 
O início das aulas, que se deu em novembro de 2014, foi muito tranquilo. Tudo era novidade e o maior desafio ainda era entender o PBWorks todo em inglês. Quando iniciamos o semestre 2015/1 eu sabia do workshop que teria que realizar, mas não tinha a menor noção de por onde começar. 
A correria imposta pelo cotidiano escolar me absorvia de tal modo que não conseguia parar e atentar para as dimensões teóricas de minha prática como educadora. O início dos trabalhos do PEAD me oportunizou tal exercício de reflexão, pude me ater a documentos como o Projeto Político Pedagógico, as Diretrizes da Educação e as práticas do Conselho Escolar da minha escola.
Neste momento de organização, de juntar os pedaços para compor meu workshop, me dei conta de que realmente temos interdisciplinas. Todas elas fizeram parte do meu trabalho. Comecei a juntar as informações que eu havia adquirido nelas, com os documentos citados acima e os registros fotográficos feitos regularmente. Com este "esqueleto" preparei e organizei o primeiro workshop da minha vida!





sexta-feira, 14 de agosto de 2015

domingo, 5 de julho de 2015


Bem-vindo à Holanda!



Na última Formação realizada em minha escola trabalhamos a inclusão e as diferenças. Um dos recursos utilizados foi este vídeo chamado Bem-vindo à Holanda, que mostra o depoimento de uma mulher, sobre a sua experiência de ser mãe de uma criança com deficiência.  Emocionante !







segunda-feira, 29 de junho de 2015




Emoção e Ternura: a Arte de Ensinar


Sabe aquelas leituras que você começa e vê-se devorando porque gostou demais? Pois foi o caso do texto "Emoção e Ternura: a Arte de Ensinar" da Prof.ª Dra Maria Luíza Cardinale Baptista. Este artigo me cativou desde o título. Concordo plenamente com o desafio dela de buscarmos uma relação de ensino-aprendizagem permeada de ternura. Pode até parecer romântico ou utópico, fácil com certeza não é (até porque muitos alunos não querem aproximação e criam escudos pra evitá-la), mas creio que possível. Vivencio isso em minha sala de educação infantil.  A vida imita a arte”? No filme “Gênio Indomável” a arte imitou a vida. Pois trata-se de um filme, de uma ficção, que retrata um envolvimento terno entre o psicólogo e o rapaz, que pode ser um aluno nosso. E esta ternura conseguiu sensibilizar aquele jovem que parecia indomável, pois sabia cálculo, podia saber o que os livros ensinavam, mas não não fazia relação daquilo com sua realidade. O psicólogo construiu uma interação afetiva que foi forte o suficiente para desacomodar o rapaz. Como já abordamos em textos anteriores, este desacomodar e recriar o conteúdo produz o aprendizado. Para o “gênio indomável” se não foi aprendizado de conteúdo foi de aprendizado para a vida. As suas relações tomaram outro sentido, seu ponto de vista mudou, aperfeiçoou-se. O psicanalista Luis Carlos Restrepo, em seu livro, fala em “analfabetismo afetivo”. Era o caso do nosso rapaz do filme e, atrevo-me a dizer, que de muitos professores também. Tão empenhados em cumprir prazos e conteúdos muitas vezes não conseguem fazer bom uso da comunicação, estabelecer um vínculo e acionar o desejo do aluno, a autopoiese (autocriação). “Processos autopoiéticos são agenciados, de tal forma que o aluno vai se reinventando, vai se recriando nas interações múltiplas produzidas, constituindo-se um ser produtivo de conhecimento e de si mesmo, diferente”. “A possibilidade de recriação e de participapção como sujeitos do processo muda tudo”, passa a fazer sentido para quem está aprendendo.  E ainda, “professores devem estudar neurociência?” . Segundo Jonathan D. Moreno não há garantia de que o conhecimento da neurociência, da psicologia, vá ensinar um caminho de ensino. Mas tudo o que aprendemos nos enriquece e, somado com a nossa “arte de ensinar com emoção e ternura”, pode sim ajudar, tanto alunos quanto professores!



Referências:
  • Texto Emoção e Ternura: a Arte de Ensinar. Prof.ª Dra Maria Luíza Cardinale Baptista
  • Texto Professores devem estudar neurociência? Jonathan D. Moreno
  • Filme “Gênio Indomável”


domingo, 28 de junho de 2015






Cultura enlatada?

Comecei a fazer um trabalho sobre cultura e, após ler 3 artigos e assistir 2 filmes, ao pensar na realidade escolar achei muito triste a conclusão a qual cheguei. Muitas vezes a “cultura” se apresenta deturpada e perde-se “o sentido da cultura como ação histórica” . A cultura “traz dentro de si dimensões do passado, conhecimentos herdados, donde não começamos do zero, ao contrário, cada ano que passa acumula mais conhecimento”. A “cultura carrega dentro de si a idéia de transmissão de idéias e valores” e é preciso que continuemos aprofundando estas idéias e valores e construindo-a, pois ela não está posta, estagnada. Porém, como ficou bem claro nos textos de Marilena Chauí e Maria das Graças Baptista, existe uma cultura enlatada, produzida para as classes populares. Há uma divisão cultural ocultada, onde há obras caras e baratas, elite culta e massa inculta. Se criou a ilusão de que todos têm acesso aos mesmo bens culturais, “no entanto, basta prestarmos bem atenção aos programas de rádio e televisão ou ao que é vendido nas bancas de jornais e revistas para vermos que as empresas de divulgação cultural já selecionaram de antemão o que cada classe e grupo sociais pode e deve ouvir, ver ou ler”. “Se comprarmos numa manhã 6 jornais diferentes percebemos que o mesmo mundo no qual vivemos se transforma em mundos diferentes e até mesmo opostos, pois um mesmo acontecimento recebe 5 ou 6 tratamentos diversos, em função do leitor que a empresa jornalística tem interesse de atingir”. Há uma indústria cultural que vende cultura, tratando toda ela como entretenimento e lazer somente. “Não que a cultura não tenha seu lado lúdico e de lazer. Mas uma coisa é perceber o lúdico e outra é instrumentalizá-la para que se reduza a isto: supérfula, uma sobremesa, um luxo num país onde nem os direitos básicos são atendidos”. Isto é a polarização da carência absoluta dos trabalhadores versus privilégio e conhecimentos de poucos. Cultura de verdade é a expressão de um povo em toda sua dimensão, nas suas escritas, nos seus trabalhos de arte, na sua arquitetura, no seu conhecimento, nos seus costumes, construída com a participação de todos! Estas diferenciações ficaram bem explicitadas nos dois filmes deste tópico. No “Narradores de Javé” mostrando o isolamento daquele povo, a falta de conhecimento que chegou até eles, onde poucos sequer sabiam ler, onde os que resolveram criar a barragem nem ouviram os moradores de lá. Eles tentaram fazer um registro escrito de sua história, que não era menos importante que a história de outros lugares só porque não estava documentada, mas esta nem seria lida pelos que tinham o poder público. Será que as práticas de nossas escolas também não vão passar de atos isolados nunca vistos nem valorizados pelo “poder público” da minha cidade? Este é o ponto triste ao qual cheguei na construção deste trabalho. O “vista minha pele” também mostrou a discriminação que existe, não tapemos o sol com a peneira, que considera os brancos como os construtores deste país em detrimentos dos negros que seriam parte desta sociedade mas não determinantes desta. Que absurdo! Quero crer de verdade que a minha ação diária na minha sala de aula possa construir cidadãos que não perpetuem essa idéia. Que sejam construtores do seu futuro, da nossa cultura !

Referências:

  • Texto A origem da palavra cultura - Alfredo Bosi
  • Texto Cultura e democracia - Marilena Chauí
  • Texto Cultura e educação popular - Maria das Graças de Almeida Baptista
  • Filme Narradores de Javé
  • Filme Vista a minha pele

domingo, 14 de junho de 2015

Retrato da Escola

Este vídeo é o Retrato da Escola onde trabalho, que é a EMEI Dom Luis de Nadal.
A Escola está localizada na cidade de Porto Alegre, no bairro Restinga.
Atendemos 180 alunos, distribuidos em 8 turmas, que vai do Berçário I ao Jardim, com idades entre 6 meses até 5 anos.
O atendimento é realizado das 7hs da manha até 19hs, com 4 refeições diárias, que são: café da manhã, almoço, lanche e jantar.
A equipe de trabalho é composta de professores, monitores, serviços gerais, cozinha e direção com coordenação pedagógica.  Esta equipe honra seu PPP que foi construído coletivamente e, prevê como o fazer pedagógico atuará dentro da realidade carente na qual estamos inseridos.
São norteadores dos nossos projetos os ensinamentos de educação ambiental, civilidade e respeito ao próximo.
Estamos "semeando" uma nova geração de cidadãos de bem, lutadores e dignos !