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domingo, 30 de junho de 2019


DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM




          Refletindo sobre as postagens realizadas em 2017¹/², sobre os estágios de devenvolvimento, nas fases de desenvolvimento cognitivo, e sobre a aprendizagem à luz de Piaget, constatei que estes estudos vinham de encontro ao que estou pesquisando no meu TCC.
           No meu trabalho de conclusão, dediquei um dos capítulos do embasamento teórico, para o estudo dos conceitos de Desenvolvimento e Aprendizagem.
          É importante esclarecer que, para Piaget, desenvolvimento e aprendizagem não são a mesma coisa. O desenvolvimento é uma ação espontânea, enquanto a aprendizagem é uma reação provocada por uma situação nova, um conteúdo didático novo ou uma experiência externa.
Na teoria piagetiana o desenvolvimento está ligado ao processo global do ser humano. É um processo espontâneo que tem relação com todas as estruturas do corpo biológico e neurológico.  Para compreender esse processo de desenvolvimento, é preciso conhecer os estádios de desenvolvimento, que são, sensório motor, pré-operatório, operatório e operações formais. Os sujeitos desta pesquisa, da turma de maternal II, estão no estádio pré-operatório. Estes estádios acontecem desde o nascimento da criança e não se limita às idades e sim a uma sequência lógica, acontecem um após o outro. Assim como no nosso corpo as aptidões são adquiridas em etapas, como se sentar, engatinhar, caminhar e correr, assim também com nosso cérebro.      
Em seu livro Desenvolvimento e Aprendizagem (1972) Piaget define que o desenvolvimento é um processo ligado ao desenvolvimento do corpo e das funções mentais. Ele considera que o desenvolvimento não é determinado pelos estímulos e sim pela organização estrutural de cada um.
Para receber a informação ela deve ter uma estrutura que a capacite a assimilar essa informação. Essa é a razão por que não se pode ensinar alta matemática a uma criança de cinco anos. Ela não tem a estrutura que a capacite a entender. (PIAGET, 1972, P. 4)


        Assim, o desenvolvimento serve de lastro para a aquisição da aprendizagem, ela depende do desenvolvimento. Assim, aprender é um processo que se dá por meio da assimilação e equilibração. O corpo, a mente, as características biológicas, sempre buscam a equilibração.  Quando a pessoa tem contato com algo que ainda não conhece, isso a desestabiliza. Para voltar a se equilibrar o corpo vai precisar assimilar e acomodar esse novo objeto, nova situação. Fazendo uso das estruturas que a pessoa já tem, ela acolhe o novo, organiza as novas informações, assimila e acomoda. No final deste processo ela recobrou o equilíbrio, e assim, houve aprendizagem.

          Um exemplo disso é a aprendizagem das operações matemáticas. A criança começa sendo apresentada aos números. Em seguida, ela consegue entender que cada número representa não só uma expressão gráfica, mas uma quantidade. Mais adiante a criança aprende que juntando as quantidades ela tem a soma. Depois de entender a soma ela tem condições de entender a subtração e assim sucessivamente. Não teria como aprender se pulasse alguma dessas etapas. Cada etapa serve de lastro para a próxima, são as estruturas que tornarão possível o processo de aprendizagem.      





¹ http://eadcleideufrgs.blogspot.com/2017/12/aprendizagem-naprimeira-aula-de.html

² http://eadcleideufrgs.blogspot.com/2017/12/estadios-de-desenvolvimento-embora.html

segunda-feira, 23 de novembro de 2015



 Psicanálise de Freud na educação

Ao pensar, na interdisciplina de Psicologia I, sobre o que mudou no mundo e na educação a partir das ideias de Freud, cheguei a uma constatação muito importante pro meu fazer diário na educação infantil, onde trabalho. 
Os conhecimentos que Freud nos traz sobre psicanálise tornou possível "abrir os olhos¨" dos educadores para questões que eram consideradas um problema, quase sempre sem se enxergar a solução. Tomo como exemplo um aluno com hiperatividade. Ele era constantemente castigado, para reprimir suas atitudes e fazê-lo se enquadrar no que se esperava dele. Hoje, com mais conhecimentos sobre a mente humana, sabemos que o hiperativo precisa ser direcionado corretamente, ser orientado, a fim de produzir e se desenvolver plenamente. Os educadores de hoje tem muito mais informação sobre como lidar com atitudes de seus alunos, que são produto de suas vivências, de sua mente, de seu todo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015


INCONSCIENTE



Uma das atividade que desenvolvi, na interdisciplina de Desenvolvimento e Aprendizagens sob o enfoque da Psicologia I, foi sobre o inconsciente. Buscando em minhas memórias um exemplo de situação que o envolva, a primeira coisa que me veio a mente foi que, o medo de dizer não pode estar refletindo um medo inconsciente de rejeição. Quantas vezes assumimos mais do que podemos, tarefas demais, responsabilidades demais para agradar e sermos melhor aceitos? As crianças também fazem isto em relação aos adultos, aos colegas, sem dar-se conta conscientemente de porque o fazem. Lembro com clareza de um final de ano no qual me envolvi em mais atividades do que podia dar conta. Fiquei receosa de dizer na escola que não participaria da comissão de formatura, que não faria parte do teatro de natal na igreja, que não conseguiria fazer o aniversario do meu filho sozinha e ainda receber famílias no dia 24 de dezembro. Resultado: stress, choro e o desejo que novo ano chegasse logo. Nem tudo saiu como sonhado e a época que mais gosto do ano se tornou um fardo naquela ocasião. Hoje, já tendo me dado conta disso, não creio que repetirei a mesma façanha. Mas inúmeras situações de outra natureza virão. Que cada acontecimento desses possa nos servir de aprendizado e crescimento!