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segunda-feira, 23 de novembro de 2015


MANIFESTO DOS EDUCADORES DO SÉCULO XXI


Construímos coletivamente um poema sobre o manifesto dos educadores que tem o desafio de trabalhar em sala de aula no século XXI. Tive o privilégio de dividir esta tarefa com minhas colegas Anaí Minuzzo, Débora Prades e Janaína Minuzzo



VIVER A EDUCAÇÃO EMPODERA O CIDADÃO

Escola, palco de resistência e construção social,
Uma democracia aprendida que se perpetua pelo emocional.
Relações de aprendizes e educadores, emoções de mentores.
Pensar a nova escola com a esperança do futuro,
Mas com os pés no presente, agregando forças,
Para conscientizar nossa gente.
Com autonomia e participação voluntária,
Promovendo a luta social, de mãos dadas com a educação necessária.
Alunos empoderados de cidadania, aproveitando inúmeras tecnologias,
Assegurados por aprendizagens relevantes, com valores humanos constantes.
Valorizados em sua identidade cultural, respeitados em sua história original,
Qualificados em um ensino essencial.

Se amor, respeito e pedagogia se juntassem como irmãos,
Dessa união nasceriam verdadeiros cidadãos.
Da educação que critica e que só procura falhas,
Não há como achar virtude, apenas insignificantes migalhas.
Somente com liberdade de expressão, pluralidade de informação,
Poderemos pensar em transformação.
Valorizar as diversidades, em casa, na escola, nas universidades,
Favorecerá um cidadão feliz, que vai enriquecer o futuro do país.
Estabelecer relações sociais produtivas, que resgatem valores de solidariedade,
Rompem barreiras antigas, que engessam nossas comunidades.
Cidadania de verdade extrapola aparências nas redes sociais,
Atos singelos na prática funcionam muito mais.
Sonhamos com uma consciência humana, que derrube muros de preconceito,
Que conquiste presença e vitórias, a que todos temos direito.

Professor, mestre, parceiro, curandeiro de ideias, nosso mentor...
Educador... Profissional capaz de formar todos os outros profissionais!
Construtores anônimos pela pátria afora... Empoderadores!
Nobres em responsabilidade, desvalorizados muitas vezes na dignidade.
Na nação onde piso salarial é lei, mínimo é o máximo, qualificação é obrigação... SQN!
Século XXI aí está e urge lidar, com novos parâmetros na educação... Mas atenção!
Resgatar a imagem social do professor, é essencial, é vital!
Professor valorizado, professor graduado, assunto mais que falado, porém limitado.
Leis que saiam do papel, que deixem de ser utopia e que tenham a energia,
Para construir um novo olhar para velhas questões e trazer inovações.

Políticas públicas alinhadas com a educação,
Profissionais valorizados em sua instrução.
Com uma intenção cuidadosa na instituição educacional,
Sede de potencialidades, retratos de sociedades, diversidades.
Gerações que se apropriam da ética para revolucionar,
Que fazem da escola um lugar para viver e amar.
Nossas escolas, integrais em sua sustentabilidade,
Comungando com as culturas e com as realidades.
Uma educação igualitária que promove conhecimento e é comprometida,
Um país para todos, uma escola para o mundo, um cidadão para a vida.


sexta-feira, 20 de novembro de 2015



(DES)ENCANTOS 

DA 

EDUCAÇÃO





      Estudar os textos Maquinaria Escolar e (des)encantos da educação me levou a pensar em como e com que objetivo surgiram as escolas e a educação no Brasil. Foi pensado e posto em prática um ensino que viesse conservar o interesse da classe dominante da época. Adotaram-se práticas educativas que buscavam regular a vida e os costumes a fim de dirigir a formação dos jovens nobres (preparando-os para mandar) e moldar as atitudes dos jovens pobres. O texto (des)encantos mostra uma busca pela modernização da educação que acompanhasse a modernização do país naquela época. Porém “as cidades mudavam: o alargamento das ruas, a construção de avenidas...a fotografia, os cinemas, mas também resistiam seus focos de insalubridade, vadiagem e criminalidade.” A escola pública sofre então com os problemas deste crescimento urbano, com condições precárias de trabalho, instalações absurdamente inapropriadas e falta de todo tipo de infraestrutura e recurso. 


      O conto de fadas, sonhado até pelos arquitetos que projetaram escolas ideais, não saiu exatamente como planejado. Ao entrarmos em escolas públicas e privadas a diferença entre elas é gritante. Será que precisa continuar assim? Até hoje vemos reflexos dos fatos explicitados neste dois textos: que a educação continua sendo desigual, os recursos continuam insuficientes, mas que os educadores, como sempre, seguem fazendo o melhor que podem, na busca de uma educação de qualidade!