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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019


CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS  x LITERATURA


           
A sétima postagem que eu vou revisitar é sobre as histórias e a literatura, publicada em 16/08/2016 e pode ser encontrada em Dois copos de leite.
       Em 2016/2, na interdisciplinar de Literatura Infanto Juvenil, após estudarmos os elementos que compõe uma narrativa, fomos desafiados a escrever uma. Eu escrevi uma história que intitulei de “Dois copos de leite”. É uma destas histórias de fundo moral, que emocionam e nos ensinam uma lição. Neste caso a lição é sobre a bondade e que ela compensa. Me questiono porque eu escolhi este tipo de narrativa de fundo moral? E me dou conta de que gosto deste tipo de história porque era o que minha mãe contava para mim quando pequena. Ela cultivou em mim o prazer pelas histórias e pela leitura, em consequência. Então, esta é uma das importâncias da contação da história.

Fanny Abramovich enfatiza a importância da contação de histórias aos pequenos:
Ah como é importante para a formação de qualquer criança ouvir muitas muitas histórias...Escutá-las é o início da aprendizagem para ser um leitor, e ser leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão do mundo (ABRAMOVICH, 1991, p.16).

Quais seriam as vantagens das histórias, especialmente para crianças bem pequenas, na educação infantil, que ainda não sabe ler? Como tornar a contação de histórias significativa?  Porque contar histórias para crianças tão pequenas? Porque ao compartilharmos narrativas há também a partilha de sentimentos, como de amor, solidão, medo, que serão armazenados na memória desde a mais tenra idade.
A forma como a história chega à criança irá definir, em boa medida, como as crianças irão relacionar e vivenciar estes sentimentos mais tarde, inclusive na vida adulta. A este respeito, declara Busatto:
Se mergulhar nesse universo é fascinante para nós, adultos, que esquecemos de nos embriagar com a magia, que dirá para a criança, a qual constrói deliberadamente um mundo onde tudo é possível. Ao contar uma história para elas estaremos oferecendo um alimento raro, pois iremos colaborar para que seu universo se amplie e seja mais rico. (BUSATTO, 2003, p.12)

            Este lidar com os sentimentos e compreensão de mundo é uma das importâncias das histórias na infância. Sobre outros benefícios falarei em outras postagens e no meu TCC, pois este é o assunto que escolhi para o mesmo.


Referências:
ABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil Gostosuras e Bobices. 5. ed. - São Paulo: Scipione, 2006 . 

BUSATTO, Cleo. Contar e Encantar: pequenos segredos da narrativa. Petrópolis, RJ, Editora Vozes, 2003.





quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019


TECNOLOGIAS
             

                  A sétima postagem que eu vou revisitar é sobre o uso das tecnologias na educação , publicada em 04/05/2016 e pode ser encontrada em Tecnologias.

´           De fato, é inegável, que a tecnologia faz parte do nosso cotidiano em quase absolutamente tudo. Desde a passagem do ônibus em cartão com leitor, até os modernos smartphones através dos quais temos um mundo de pesquisa e facilidades na palma da mão. Desta forma a tecnologia pode sim fazer parte da rotina da escola também. 
Quando as pessoas percebem-se na construção de tecnologias cada vez mais avançadas, pensar formas de como atrelar a utilização dos aparatos tecnológicos às atividades já inseridas no contexto escolar, como por exemplo a contação de histórias, é cada vez mais necessária.
Como fica então a contação de histórias numa era em que as novas tecnologias predominam? Como educadora penso que, se o papel da escola é preparar para a vida e a tecnologia está fazendo parte da nossa vida, a escola também pode preparar os alunos para lidar com ela desde cedo. Pode atrelar os objetos tecnológicos aos materiais tradicionais, como os livros. Segundo Chartier (2008):
“Estamos vivendo uma transformação da técnica de produção e reprodução de textos e essa mudança influencia no próprio hábito de ler, pois ler na tela é diferente de ler no livro impresso. Ou seja, o suporte da leitura determina práticas e sentidos diferentes à leitura” (CHARTIER, 2008, p. 56).
Os aparatos tecnológicos como vídeos, TVs, projetores, computadores, podem desempenhar papel de motivação, demonstração e instrumento  de apoio à exposição do professor. A questão está na utilização da tecnologia, uma vez que podemos desenvolver a capacidade de perceber, compreender, criar, adaptar formas de introduzir os aparatos aos momentos pedagógicos, de acordo com a necessidade identificada pelo professor.


Referência:
CHARTIER, Roger. Formas e sentido: cultura escrita. Ed. Mercado de Letras, 2008.


O BRINCAR E O IMAGINÁRIO


            A sexta postagem que eu vou revisitar é sobre a brincadeira e o imaginário, publicada em 30/12/2015 e pode ser encontrada em A importância do brincar
Nesta postagem eu colocava que o brincar é uma importante forma de comunicação e é por meio deste ato que a criança pode reproduzir o seu cotidiano, num mundo de fantasia e imaginação. Na citação abaixo Leardini (2006) fala um pouco sobre a importância da função simbólica.
“O desenvolvimento da função simbólica é uma importante manifestação para a estruturação do desenvolvimento cognitivo e afetivo da criança em idade pré-escolar” (LEARDINI, 2006, p.6).

            Além das brincadeiras as histórias também mechem com a imaginação e a criatividade. Por meio de exemplos contidos nas histórias as crianças adquirem vivências, exploram suas emoções e criam no seu imaginário situações vívidas de sua realidade. Isto as auxilia a lidar com situações reais e conflitos do seu cotidiano.
Para Abramovich (1991) ler para as crianças é:
(...) suscitar o imaginário, é ter a curiosidade respondida em relação a tantas perguntas, é ter outras idéias para solucionar questões (...). É uma possibilidade de descobrir o mundo imenso dos empasses, das soluções que todos vivemos e atravessamos (...) e assim esclarecer melhor as próprias dificuldades ou encontrar um caminho para a solução delas. (ABRAMOVICH, 1991, p.17)
Desta forma, tanto o brincar quanto as histórias valem-se do imaginário para construir a concepção de mundo de cada criança.



Referências:
ABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil Gostosuras e Bobices. 2. ed. - São Paulo: Scipione, 1991.
LEARDINI, Eleusa M. F. O contar histórias na educação infantil: um estudo acerca dos valores atribuídos por professores sobre a importância dessa prática para o desenvolvimento da função simbólica. Campinas, Unicamp, 2006.



Mais algumas postagens minhas sobre o brincar:
Brincar
Brincadeiras em cena

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019




A arte de ensinar com emoção e ternura


          Neste oitavo eixo do curso temos a missão de rever dez postagens que fizemos aqui no portfólio de aprendizagens e reavaliar, dar a nossa visão atual sobre ela.

          A primeira postagem que eu vou revisitar é esta, que publiquei no primeiro eixo, lá no início do curso: Emoção e ternura: a arte de ensinar. A gente aprende continuamente, quando se está estudando então, se aprende mais ainda. Rever o que eu escrevi em junho de 2015, há quase quatro anos atrás, me confirmou o que eu já sentia nesta época, que a ação do professor não é mecânica, que a ação do professor traz junto suas emoções e relações com os alunos.

          Uma das maneiras que o professor se comunica e se relaciona com os alunos é através dos momentos de contação de histórias. Sobre estes momentos Busatto coloca que:

"Se quisermos que a narrativa atinga toda a sua potencialidade devemos, sim, narrar com o coração, o que implica em estar internamente disponível para isso, doando o que temos de mais jenuíno e entregando-se a esta tarefa com prazer e boa vontade.
Ao contar doamos o nosso afeto, a nossa experiência de vida, abrimos o peito e compactuamos com o que o conto quer dizer" (Busatto, 2003, p.47).
      
          Acredito que ao longo da trajetória do educador, este se se constrói através de sua formação e de suas experiências e vivências. Assim o professor vai fazendo trocas com os alunos, vai aprendendo e ensinando, dando e recebendo carinho, se emocionando e trazendo emoção e ternura para seus pequenos!

Referência: 
BUSATTO, Cleo. Contar e encantar: pequenos segredos da narrativa. Petrópolis, RJ, Editora Vozes, 2003.

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

PROJETO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO 

CLEIDE JACQUELINE BRANDÃO


Deixo aqui registrado meu projeto de estágio de 180 horas práticas.



Introdução
Eu, Cleide, inicio meu estágio prático obrigatório na Educação Infantil, numa turma de maternal 2, cheia de energia e desafios. Vou dar continuidade ao trabalho que já vinha desenvolvendo com a turma, explorando a interdisciplinaridade, através do projeto “Beleléu”.
           A partir deste projeto, que é baseado no livro de mesmo nome, do autor Patrício Dugani, busco explorar conhecimentos de diversas áreas, como linguagem, literatura, noções matemáticas, socialização, artes e expressão.

Princípios orientadores
A concepção teórica que norteará minha prática pedagógica será a teoria epistemológica construtivista.
O construtivismo propõe que o aluno participe ativamente do próprio aprendizado, mediante a experimentação, a pesquisa em grupo, o estímulo a dúvida e o desenvolvimento do raciocínio, entre outros procedimentos. A partir de sua ação, vai estabelecendo as propriedades dos objetos e construindo as características do mundo.
O método construtivista enfatiza a importância do erro não como um tropeço, mas como um trampolim na rota da aprendizagem. E é este tipo de ação que quero vivenciar com minha turma.


Justificativa da proposta de trabalho
No início do ano a turma apresentava pouco interesse em guardar os brinquedos. O projeto Beleléu surgiu com o objetivo de despertar nas crianças o hábito de guardar os brinquedos e manter a sala organizada além de incentivar a curiosidade e a criatividade, trazendo novas formas de compreender e lidar com a realidade.
Em seguida ficou claro que esta série de livros do Beleléu abria possibilidade para trabalhar múltiplas áreas, usando técnicas diferentes e materiais diversos, de forma lúdica e prazerosa.
Considerarei também minhas observações nas teorias de Vigotski, na pedagogia relacional, facilitando um aprendizado lúdico e prazeroso.

Objetivo pessoal
Colocar em prática as teorias estudadas no PEAD ao longo destes anos e qualificar minha prática pedagógica.
Aprimorar meu uso das tecnologias, para facilitar o trabalho e registrar a caminhada deste estágio.
Me aproximar das colegas de estágio do meu curso e trocarmos experiências.
Obter mais conhecimentos que possam me auxiliar na escrita do meu TCC.

Objetivos gerais
Ajudar esta turma tão carente a ter acesso a materiais e oportunidades que não teriam fora do contexto escolar. Talvez em casa não tivessem esta oportunidade. Disponibilizar à turma materiais e oportunidades de experimentar. Observarei Paulo Freire quando fala dos “centros de interesse”, onde os alunos tornam suas aprendizagens mais significativas quando estão trabalhando assuntos que realmente lhes interessa.

Objetivos específicos
Explorar diversas áreas do conhecimento, como literatura, artes, raciocínio lógico, noções matemáticas e vocabulário.
Desenvolver a linguagem, socialização, expressão e criatividade.
Fortalecer o relacionamento entre os colegas.
Facilitar e apresentar formas de compreender e lidar com a realidade.
Observar de forma atenta as necessidades da turma, adequando meu planejamento se for necessário, a fim de que tenham o melhor proveito possível.
Crescer pessoalmento nos meus conhecimento teóricos, revisitando meus estudos do curso para ter embasamento e alicerce.

Avaliação
A estratégia avaliativa na turma do maternal se dará através da observação e registro.
Registro de como foi cada atividade, para verificar se estão sendo adequadas as atividades planejadas e assim qualificar as intervenções pedagógicas.
Criar um banco de dados em fotos e vídeos do período do estágio, para que as crianças se observem, se sintam parte deste processo.
Este banco de dados também me dará a oportunidade de enxergar como foi o decorrer do estágio, se houve crescimento no meu conhecimento e como este crescimento se deu.
Minha avaliação se dará através dos registros no Pbworks, da supervisão da minha orientadora, professora Luciane Corte Real e do acompanhamento diário da equipe diretiva da minha escola.

Cronograma geral do período de estágio

PRIMEIRA SEMANA     De 08 a 11/10/18 - 4 dias úteis = 20 horas. Como nesta semana tem feriado do dia crianças, fazer 5 horas cada dia para compensar o dia 12/10.
SEGUNDA SEMANA    De 16 a 19/10/18 - 4 dias úteis  = 20 horas. Como nesta semana tem feriado do dia dos professores, fazer 5 horas cada dia para compensar o dia 15/10.
TERCEIRA SEMANA     De 22 a 26/10/18 - 5 dias úteis = 20 horas
QUARTA SEMANA     De 29/10/18 a 01/11/18  - 4 dias úteis = 20 horas. Como nesta semana tem feriado de finados, fazer 5 horas cada dia para compensar o dia 02/11.
QUINTA SEMANA     De 05 a 09/11/18 - 5 dias úteis = 20 horas
SEXTA SEMANA     12, 19, 20, 21 e 23/11/18  - 5 dias úteis = 20 horas
SÉTIMA SEMANA     De 26 a 30/11/18 - 5 dias úteis = 20 horas
OITAVA SEMANA     De 03 a 07/12/18 - 5 dias úteis = 20 horas 
NONA SEMANA        De 10 a 14/12/18 - 5 dias úteis = 20 horas 
Total de 180 horas

Referências 
Textos estudados durante os eixos I ao VII, pesquisas no ambiente virtual, experiências diárias da prática pedagógica, dentre outros.



sexta-feira, 25 de maio de 2018

ATIVIDADE INTERDISCIPLINAR


Atividade didática integrando diferentes áreas do conhecimento.

Trabalho desenvolvido com o Livro Beleléu, do autor Patrício Dugani, onde exploramos:

Linguagem e Literatura - através da contação da história, buscando desenvolver a imaginação e a capacidade de abstração e interpretação.

Coordenação motora fina - pintura com tinta e bolinhas de gude - ênfase no livro Beleléu e as Cores.



Socialização: crianças exercitaram o ajudar uns aos outros no guardar os brinquedos. O livro do Beleléu conta que este personagem pega e esconde tudo o que fica fora do lugar. Então as crianças guardam seus pertences para que o Beleléu não leve as coisas embora. 




segunda-feira, 16 de outubro de 2017


LITERATURA ÉTNICO RACIAL


Neste semestre estamos estudando a interdisciplina de Questões Étnico Raciais. A fim de refletir sobre minha prática pedagógica escolhi uma atividade para aplicar em sala de aula: os contos e a diversidade. Na biblioteca da minha escola elegi três livros que tratam da raça negra e fizemos momentos de contação de histórias e exploração de materiais referentes aos livros.


primeiro livro é o Abecedário Afro de Poesia. Eu ainda não conhecia esta literatura e foi uma grata surpresa. Excelente obra que traz questões e costumes da raça negra




O segundo livro é o Cabelo do Lelê. Juntamente com o boneco Lelê (material de apoio) as crianças conheceram o Lelê, o menino de cabelos bonitos. As crianças tocaram o fantoche com suas tranças e curtiram bastante a contação da história.




Por fim Menina bonita do laço de fita, obra já conhecida das crianças. Desta vez apresentado com um recurso novo, que foi a presença em fantoches dos personagens principais, a saber, o coelho e a menina.




O vídeo Educação para relações étnico-raciais.,que assistimos esta semana, falou sobre a raça negra e como ela é apresentada nas escolas. Tomando por base a biblioteca da escola em que trabalho concluo que já existem muitos livros tratando de forma muito bonita a questão da negritude. Não sei se é assim em todo lugar. Ainda acho que o Brasil é um país racista, embora muitos digam não sê-lo.





terça-feira, 26 de abril de 2016


Teatro com as crianças


Iniciamos novo semestre de estudos no PEAD e assim novos aprendizados.
Uma das interdisciplinas que trabalharemos será Literatura Infanto Juvenil e Aprendizagem. Ah, os livros! Que riqueza de conhecimentos e emoções nos trazem!

Antes mesmo de iniciar as atividades desta disciplina, desenvolvi com alguns alunos um teatro sobre a história de Moisés, um personagem do maior livro que existe - a Bíblia.
Esta história foi estudada e produzida no mês de fevereiro/2016. Como ela foi apresentada em capítulos, os atores mirins se alternam nos personagens.

Trago então aqui para este blog o registro deste teatro, que foi feito com tanto carinho pelas crianças, que desde cedo vem compreendendo a riqueza das histórias!























































Local em que foi apresentado: IASD Belém Novo
Figurino: Lorena Brandão da Costa e Cleide Jacqueline Brandão
Data: Fevereiro de 2016
Fonte: Bíblia - Êxodo