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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015


ENSINAR PELO EXEMPLO



          Sempre tive em mente, mesmo antes de estudar sobre o assunto, que ler livros pra uma criança seria benéfico para ela. Além de oferecer momentos de entretenimento, a criança adquire conhecimento e aprimora seu vocabulário, num momento agradável onde ela tem a atenção e o carinho do adulto que está lendo.
          Esta semana, na interdisciplina de Fundamentos da Educação, conheci Emilia Ferrero. Ler sobre o trabalho dela e ver dois vídeos, com momentos de entrevista realizada, foi muito proveitoso pra mim. O que mais me impactou neste estudo foram as falas sobre a leitura e a escrita na educação infantil e veio de encontro com esta constatação de que o ato de ler um livro para uma criança vem acompanhado de afeto, pela criança e pelo livro! Através deste ato de carinho despertamos neles a vontade de compreender aquilo que ainda não conhecem, bem como palavras que não tinham ouvido. Isso abre as portas pra um  universo novo, o mundo das letras; valendo-se para isso dos vários tipos de instrumentos que temos à nossa disposição, como jornais, computadores, celulares, panfletos, dentre outros.
Muito interessante quando foi colocado que “permitir-lhes entender a utilidade da escrita não é antecipar o ensino fundamental e sim contribuir para que ingressem nas práticas sociais pertinentes para esse objeto cultural que é a escrita”. Foi exatamente isso que aconteceu com minha filha aos 6 anos de idade. Ela queria muito saber o que os sites da Polly e da Barbie diziam, ser ter que me perguntar. Se deu conta de que aprender a ler abriria esta porta para ela. No final do primeiro sementre do 1º ano ela já estava lendo!
          Almejo que os pequenos com os quais entro em contato, meus filhos e meus alunos, lembrem de mim assim: numa contação de histórias, com um livro na mão, demonstrando o respeito que tenho por eles ao dar este exemplo!

segunda-feira, 23 de novembro de 2015


COMO ME ALFABETIZEI



Lembro de cada detalhe da minha alfabetização. 
Na época em que ingressei na escola não tinha Jardim ou Pré-escola pública. Quem fazia era em escola particular. Como não era obrigatório e eu morava na área rural, entrei direto na 1ª série, com 7 anos, que era a idade da época.
O sistema era o de reconhecer as letras individualmente a principio. Primeiro as vogais e depois as consoantes. Após isso, começar a juntar as silabas e formar palavras com elas. Entao ba,be,bi,bo,bu e formar boa, bia, bebê, bobo, aba e assim por diante. Prosseguiamos em ordem alfabética, isto é, ca,ce,ci..., depois da,de,di...sendo que za,ze,zi dava-se quase no final do ano.
Mas eu sempre gostei de estudar e pulei algumas etapas. Em junho eu já estava lendo e entendendo o que lia.
Lembro como se fosse hoje: ganhei uma revistinha chamada "Nosso amiguinho". Sentei nos pés da cama dos meus pais e só saí dali quando terminei a historinha. Era uma folha inteira, Eu achei que fui super rápida. Minha mãe relata que levou uma eternidade, que eles não aguentavam mais, mas ficaram firmes comigo até o fim. 
Como foi bom relembrar esta etapa!


TIPOS DE CONHECIMENTO 



Pensando sobre os quatro tipos de conhecimento estudado na interdisciplina de Fundamentos da Educação relembrei e resolvi detalhar o "Adote um escritor". É um projeto literário organizado pela Secretaria de Educação da Pref Mun de Porto Alegre, onde um escritor ou ilustrador visita a escola em uma data pré-definida, pra trabalhar o livro junto com as crianças. Antes desta data, em sala, "esmiuçamos" o livro escolhido juntamente com nossos pequenos.
Trouxe o exemplo do livro "A almofada que não dava tchau", do autor Celso Gutfreind. A ilustradora Elma foi quem fez-nos a visita. O livro conta a história de uma almofada que adorava dar oi. Mas não gostava de ter de se separar das almofadas que ela amava. Queria ficar sempre juntinho, por isso não dava tchau de jeito nenhum.  'A almofada que não dava tchau' é uma história que fala de alguém, igual a tantas crianças, que não gosta de despedidas, como por exemplo deixar a mamãe ir embora e ficar na escola.
Como trabalhamos o tema numa sala de Berçário 1, com bebês de 1 aninho, abordamos os conhecimentos assim:
Social - enriquecimento da aquisição da linguagem, tão importante nesta faixa etária, repetindo as palavras chave do livro, de seus personagens.
Físico - confeccionamos uma almofada para cada personagem, onde cada um tinha suas características, tamanhos e vestimentas. Crianças as manuseavam e exploravam.
Motor - outro grande aprendizado desta faixa etária é o aprender a andar. Então ficávamos mostrando as almofadas e chamando-os a vir buscá-las, dando assim os primeiros passinhos.
Lógico - A manipulação do livro, depois das várias atividades que tivemos com as personagens almofadas, mostrou que eles fizeram a relação lógica. Pelas suas carinhas e gestos via-se que eles identificavam que aquele livro falava nas "suas" almofadas. Fizeram a relação direitinho. Foi muito legal, muito enriquecedor !


quarta-feira, 11 de novembro de 2015


EMPATIA


Ao procurar em um dicionário o significado da palavra empatia obtemos: em.pa.ti.a sf (gr empátheia) Psicol Projeção imaginária ou mental de um estado subjetivo, quer afetivo, quer conato ou cognitivo, nos elementos de uma obra de arte ou de um objeto natural, de modo que estes parecem imbuídos dele. Na psicanálise, estado de espírito no qual uma pessoa se identifica com outra, presumindo sentir o que esta está sentindo.

Este foi o sentimento desenvolvido por mim, na primeira aula de Fundamentos da Alfabetização, quando nos foi mostrado como nós percebemos as letras e números no processo de aprender a ler.

Nessa ocasião, todas nós alunas desta interdisciplina, fomos apresentadas ao alfabeto árabe e iniciamos nossa alfabetização nesse idioma e escrita. Inicialmente foi-nos mostrado um artigo de jornal e posteriormente jogos pedagógicos de "letras", sílabas e até palavras. Não foi impossível, até conseguimos, mas também não foi facílimo e automático.

Esta atividade me remeteu diretamente à experiência que cada criança tem quando é apresentada às letras, palavras, números e sinais de pontuação. Desenvolvendo minha empatia, me colocando no lugar do meu pequeno aluno, compreendi melhor suas etapas de alfabetizar-se. Pra nós adultos que já sabemos ler parece tão fácil, mas é um processo que precisa de tempo, precisa ser construído!

Foi uma noite muito rica, onde aprendí muito! Agradeço à Profª Drª Annamaria Rangel por essa aula!