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domingo, 30 de junho de 2019

LITERATURA

Reflexão sobre as postagens abaixo, que traziam livros que tratavam de assuntos pertinenetes aos acontecimentos da sala de aula e do curso desta graduação no momento (2017).



http://eadcleideufrgs.blogspot.com/2017/10/literatura-etnico-racial-ii-da.html

Ao longo do curso muitos livros apoiaram o estudo em sala de aula da graduação e também na sala de aula onde trabalho, na educação infantil. 

Portanto, seguindo o rico recurso do uso da literatura e dos livros, trago aqui algumas considerações sobre as contribuições que as histórias e os livros trazem no processo de aprendizagens das crianças. Uma das contribuições é o possibilitar às crianças novas maneiras de ver e lidar com o seu mundo, com seu cotidiano.

Dentre as histórias ofertadas em sala de aula, as crianças mostraram suas preferências e por vezes fizeram relações das características de personagens com pessoas com quem convivem. Frequentemente eles interagiram com a narrativa, fazendo comentários durante a contação da história, para relacionar o que estavam ouvindo com o que eles vivem ou sentem. Alguns desses relatos destacaram-se no período de estágio e estão descritos a seguir.
Relato relacionado com a história Um Mundinho para Todos
   Este livro fala sobre um mundinho colorido onde viviam muitos habitantes que cuidavam dele e preservavam sua natureza. Havia uma diversidade de homenzinhos vivendo ali, cada um com seu jeito de ser, mas todos os habitantes reconheciam o valor de cada um e se respeitavam. Depois de contar a história das pessoas que vivem no mundinho, um dos alunos falou que a polícia levou seu pai embora e demora a devolver.
 Relato relacionado com a história O cabelo do Lelê
     Foi notado na sala duas meninas que apresentavam dificuldade na aceitação das suas características físicas e afro, principalmente os cabelos. Foi então trazido para a turma o livro O Cabelo do Lelê, que fala das características do cabelo crespo do personagem, que é um menino chamado Lelê. As crianças negras também foram encorajadas a soltarem os cabelos, sendo envolvidas por muitos elogios e comentários sobre a beleza dos fios.

Relato relacionado com a história O dono da bola
      Um dos meninos da sala, nos momentos de recreação no pátio, demonstra dificuldade em compartilhar os brinquedos com os demais colegas. Tem um apego maior pela bola, sendo o protagonista de conflitos diários durante o futebol, por não querer passar a bola. Ao ser contrariado, encerra o jogo e se retira, levando a bola consigo. O livro O dono da bola veio ao encontro a isso porque conta a história de um menino que tinha muitos brinquedos, mas não tinha amigos para brincar com ele, porque ele era encrenqueiro e brigava com todo mundo. No entanto para jogar futebol ele precisava de companheiros, pois não se joga futebol sozinho. Mas em cada partida, era só se sentir contrariado que ia embora bravo e levava a bolsa consigo, acabando assim com o jogo de todos. Foi realizado um campeonato de futebol e de tanto o menino levar a bola embora ele acabou sendo excluído do time e ficando sem amigos. Entendeu então que para voltar a ter amigos precisava compartilhar a bola e assim fazendo seu time ganhou o campeonato e recuperou seus amigos.

Relato relacionado com a história Rita não grita!

     Em outro momento foi notada a dificuldade de uma das alunas, que não consegue resolver as situações de conflito através do diálogo e usa o choro e o grito para obter o que deseja. Foi levado então para os momentos de histórias o livro Rita não grita!  O livro conta a história de uma menina chamada Rita que reage a tudo que lhe contraria gritando e chorando. Se a roupa não lhe agrada ela chora e grita, se o brinquedo não está lhe agradando ela chora e grita também, e assim por diante. Então os colegas da escola resolvem usar o método de se afastar da Rita toda vez que ela gritar e chorar. Um dia a vovó dá um brinquedo de estourar um balão, Rita leva o brinquedo para compartilhar com os amigos, e no momento em que o brinquedo estoura ao invés de chorar Rita começa a gargalhar, para a surpresa dos colegas. A partir daí ela passou a rir das situações que não gosta ao invés de gritar e chorar. 

ANÁLISE DOS DADOS
Aqui estão a relação que as crianças fizeram das narrativas com suas vivências particulares. Como no relato relacionado com a história Um Mundinho para todos, quando a aluna do maternal presenciou o pai sendo levado preso pela polícia. Criou-se assim o conceito de que, se o papai, que é o seu herói, que é bom pra ela, foi levado embora, então quem o levou, a polícia, é ruim.
Através da história O Cabelo do Lelê, após muito diálogo, a turma toda demonstrou uma melhor aceitação em relação às colegas negras, entendendo que cada um tem suas próprias características físicas e que todas devem ser respeitadas. Influenciadas desde cedo pela mídia e pela sociedade em aceitar o cabelo liso como sendo "bom" e o crespo sendo "ruim", pois anteriormente algumas crianças demonstravam vergonha e acabavam se isolando do grupo.
Na exploração do livro O Dono da Bola foram realizadas dinâmicas de cooperação, além da contação da história, trabalhada várias vezes. Lentamente, o aluno citado tem demonstrado um pouco mais de tolerância, aceitando dividir alguns brinquedos. Em relação ao futebol, ele ainda apresenta resistência, mas já consegue agir de uma forma menos intransigente durante os jogos, diminuindo as situações de conflito.
Em relação ao livro Rita não Grita, após trabalhar a história algumas vezes em sala, a aluna passou a ter um controle maior sobre suas emoções e já tenta dialogar com os educadores e colegas, pois percebeu que isso a aproxima dos que convivem com ela. 
Desse modo, imaginar e constatar como um personagem conseguiu solucionar sua situação dá uma ideia de como a criança pode lidar com a própria situação. E se não for possível solucionar, pelo menos é um modo de reagir a ela, de enfrentar o sentimento e superar o que incomoda. Essa relação mental que ela faz, da sua experiência pessoal com a experiência do personagem, ajuda a entender e lidar com seu mundo, é um ato de construção interna da criança.
Na história Os Três Porquinhos, por exemplo, quando o lobo é destruído pelo porquinho mais velho a justiça é feita e a criança “não só recebe esperança, mas também lhe é dito que através do desenvolvimento de sua inteligência ela pode sair-se vitoriosa mesmo sobre um oponente mais forte” (BETTELHEIM, 1980, p. 55). As situações pelas quais as crianças passam são diversas e por vezes, experiências ruins como a perda de um familiar, o abandono, a doença. Essas turbulências internas vêm ao encontro, muitas vezes, da situação vivida por um personagem da história que ela está ouvindo. 







terça-feira, 16 de agosto de 2016


                    Fábula é uma história inventada, não real, que vem trazer um ensinamento. O texto desta semana cita inicialmente fábula como “uma história mentirosa que conta uma verdade”. Mostram pontos de vista sobre comportamentos humanos. Em geral são narrativas curtas e seus personagens são animais, objetos, plantas, morte, estações do ano e até pessoas.
                    Nas fábulas os animais pensam, falam, se prestam a expressar nossos sentimentos. O autor do texto cita que quando ele trabalhou com educação infantil notou que as crianças preferiam das fábulas com animais. “È mais fácil para a criança expressar raiva brincando de ser um jacaré raivoso do que brincar de criança raivosa”. Temos animais representando pessoas. Os animais cigarra e a formiga por exemplo, foram ilustradas por uma cigarra sentada num banquinho e tocando violão, o que pode ser interpretada como alusão à pessoa de João Gilberto e a bossa nova. E a formiga fazendo alusão a uma dona de casa.
                    Por serem curtas, as fábulas também podem ser facilmente memorizadas e se prestam a exercício de reescrita. A criança pode transformar a fábula em desenhos e histórias em quadrinhos por exemplo.

Fonte de pesquisa: Oitava aula da prof Ivany S. Ávila, disponibilizada no Moodle.


DOIS COPOS DE LEITE


                    Na interdisciplina de Literatura Infanto Juvenil, após estudarmos os elementos que compõe uma narrativa, fomos desafiados a escrever uma. Eis o que escreví:
                    Há muito tempo, em um dia quente de verão, um médico viajava em sua bicicleta até os vilarejos de sua cidade. Depois de atender vários pacientes, já voltando pela estradinha empoeirada, parou em frente de uma casa e pediu um copo de água. Sentada na varanda estava uma mocinha. Muito bondosa ela foi na cozinha e lhe trouxe leite bem geladinho. O médico ficou encantado com a bondade da menina, aceitou o leite e bebeu dois copos. Além de saciar sua sede também lhe saciou um pouco a fome, dando-lhe forças pra voltar até a cidade. Ele então deixou com ela o seu cartão e foi embora.
                    Um tempo depois, a mãe da bondosa moça ficou gravemente doente. A moça então lembrou daquele médico que lhe dera o cartão. Ele havia dito que se precisassem podiam lhe procurar. Convenceu seu pai e foi até a clínica daquele médico. Sua mãe foi internada e ela e o pai ficaram em um hotelzinho indicado pelo médico, esperando a recuperação da mãe e acompanhando cada passo do tratamento, que foi bastante longo. O médico lhe disse que ele cuidaria pessoalmente dela. Cada dia, quando entrava no hospital a moça ficava pensando como pagariam por tudo aquilo. O médico era famoso na cidade, o hospital era muito caro. Estava feliz por ver sua mãe melhorando cada dia, logo após a cirurgia. Mas como pagariam pelo tratamento e pelo lugar em que estavam ficando?
                    No dia em que sua mãe estava pronta pra ir pra casa, curada, foram buscá-la. Ao verificar o preço do tratamento, o médico entregou um envelope fechado para a moça e pediu que ela o abrisse em casa. Como iriam embora sem falar em dinheiro? Mas o médico disse expressamente que só podiam abrir os papéis da despesa em casa.
                    Então, ao abrirem o documento, viram o alto preço. Mas uma observação estava abaixo dos valores. Dizia: Tudo já foi completamente pago, com a bondade de dois copos de leite gelado, num dia quente de verão!

 Embasamento: Quinta aula da prof Ivany S. Ávila, disponibilizada no Moodle.




terça-feira, 26 de abril de 2016


Teatro com as crianças


Iniciamos novo semestre de estudos no PEAD e assim novos aprendizados.
Uma das interdisciplinas que trabalharemos será Literatura Infanto Juvenil e Aprendizagem. Ah, os livros! Que riqueza de conhecimentos e emoções nos trazem!

Antes mesmo de iniciar as atividades desta disciplina, desenvolvi com alguns alunos um teatro sobre a história de Moisés, um personagem do maior livro que existe - a Bíblia.
Esta história foi estudada e produzida no mês de fevereiro/2016. Como ela foi apresentada em capítulos, os atores mirins se alternam nos personagens.

Trago então aqui para este blog o registro deste teatro, que foi feito com tanto carinho pelas crianças, que desde cedo vem compreendendo a riqueza das histórias!























































Local em que foi apresentado: IASD Belém Novo
Figurino: Lorena Brandão da Costa e Cleide Jacqueline Brandão
Data: Fevereiro de 2016
Fonte: Bíblia - Êxodo