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domingo, 3 de junho de 2018

TECNOLOGIA EM AULA


Na interdisciplina de Educação e Tecnologias foi-nos dada a tarefa de trazer uma atividade inovadora realizada em sala de aula. Segue a descrição da atividade e vídeo.


O que e como foi realizado? Trabalho sobre os Correios, não poderia ser entregue por escrito em papel. Poderia usar outra forma de apresentação.

Quais tecnologias foram utilizadas? Turma foi dividia em grupos e tinham liberdade de escolher sua técnica. Alguns grupos fizeram um vídeo sobre o assunto, outros grupos fizeram uma encenação teatral em aula, um deles entrevistou um funcionário dos Correios, com perguntas que contemplavam o que se queria do conteúdo do trabalho. 

Quais os resultados dessa experiência? Os alunos não gostaram inicialmente, pois deu muito mais trabalho do que pesquisar no Google e entregar por escrito. Mas no final os alunos relataram que memorizaram mais, pois tiveram que saber mais para poder falar sobre, tanto no vídeo, quanto ao vivo em aula, quanto na entrevista. Como resultado o conteúdo foi bem esmiuçado, bem trabalhado.



terça-feira, 1 de maio de 2018

ESCOLAS DEMOCRÁTICAS




          O vídeo acima chama-se "Escola Democrática" e a primeira questão que me chamou atenção neste curta foi exatamente o fato de retratar uma escola NÃO democrática.

          Trata-se de uma escola que desconsidera as novas ideias dos alunos, desde o professor até o diretor, uma escola auditório, com aulas repetitivas, expositivas, favorecendo uma aprendizagem engessada. Este ensino conteudista, com foco na teoria, é também descontextualizado, uma vez que dispensa a prática, como visto na aula de ciências por exemplo. A professora estava explicando sobre a morfologia da borboleta, através de um desenho no quadro e explanação oral. Uma borboleta exatamente igual pousou na janela, coincidentemente no momento da explicação. Uma aluna notou a borboleta e fez esta identificação. A professora, no entanto, não gostou de a aluna olhar a borboleta real que pousou na janela. Imagino que a professora não queria que ela se distraísse da explicação que estava sendo dada, no entanto aquela era a prática de sua explicação, era a prova real que faria tanto sentido para os alunos. Mas a professora tinha um cronograma a cumprir, um horário, um planejamento e não podia “perder tempo”. É uma explícita rigidez, um ritmo mecanicista, uma inflexibilidade, como se tratasse de uma fábrica de parafusos.
          Neste contexto empirista, temos então um aluno condicionado que não cria, mas apenas reproduz. Há um trecho que mostra os alunos fazendo prova e no momento desta, enquanto ele escrevia, os conteúdos formatados iam vazando da sua mente para o papel. Ao final da prova sua mente não retinha nada, pois foi mera decoreba, não houve construção de conhecimento.

          Que bom que é apenas um desenho animado, não é a filmagem de um fato e desejo que não reproduzamos estas práticas em nossas salas de aula.





quinta-feira, 16 de novembro de 2017


           Teoricamente, as tecnologias da Informação e Comunicação têm o objetivo de facilitar a vida e otimizar nosso tempo. Porém, o grande desafio no contexto de vida pós-moderno é se esquivar de algumas armadilhas que o uso intenso, ou indevido, dessas tecnologias pode ocultar. Ao contrário do que comumente se imagina, a vida on-line não é dissociada da vida off-line e, não raras vezes, comportamentos do mundo virtual podem ter consequências boas ou más no mundo real.
           Experts em tecnologia afirmam que o mundo está se movendo ruma à conectividade onipresente. A previsão é de que as tendências negativas e positivas da vida digital continuem se expandindo na próxima década, revolucionando a interação humana e afetando especialmente a saúde, a educação, o trabalho, a economia, a política e o entretenimento.
          Estive estudando sobre isso em Filosofia da Educação tive minha atenção voltada para este livro "Hiperconectados". É sempre um desafio lidar com novos ambientes e contextos, por isso mesmo, é imprescindível conhecer os riscos e ter acesso a sugestões de uso positivo dessas tecnologias. Desde pequenas as crianças demonstram familiaridade com os utensílios tecnológicos. Ainda bebês já arrastam os dedinhos pelas telas touchscreen dos celulares e tablets. Já que a conectividade é um caminho sem volta, procuro cada dia fazer o melhor uso possível delas em minha sala de aula. 

quarta-feira, 4 de maio de 2016



MÚSICA NA ESCOLA




           Música nas escolas agora é lei! O presidente Lula sancionou no dia 18 de agosto de 2008, a Lei Nº 11.769, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de música nas escolas de educação básica. A aprovação da Lei foi sem dúvida uma grande conquista para a educação no País. Entretanto existe carência de profissionais para trabalhar nesta área. Na escola municipal onde trabalho recebemos o professor de música em 2015. Ficamos muito felizes com esta conquista!
          Os benefícios da música na vida dos seres humanos são muitos. Nas crianças promove o trabalho em grupo, ensina o que é ritmo, aumenta a autoestima, ajuda os tímidos a se comunicar melhor, desenvolve a coordenação motora, desenvolve a linguagem, auxilia na memorização e aguça a criatividade. Além é claro, de nos sensibilizar, mexer com os sentimentos e emoções. Vamos da emoção à euforia, percorrendo os diversos tipos de músicas que existem.  
          Hoje tivemos aula de música na turma do Berçário 2. O vídeo postado a seguir mostra as diversas reações das crianças à música que está sendo trabalhada. Um dos nossos alunos é muito bom no ritmo e ele tem somente 1 ano e meio! Uma outra menina logo identificou que a canção era sobre mães e ficou chamando a atenção do professor dizendo "minha mãe". Todos manuseiam instrumentos diversos; alguns com muito interesse, outros de modos diferentes, mas todos apreciam.



Obrigada ao professor de música Paulo Rodrigues que nos dirige e acompanha nesta caminhada !





segunda-feira, 29 de junho de 2015




Emoção e Ternura: a Arte de Ensinar


Sabe aquelas leituras que você começa e vê-se devorando porque gostou demais? Pois foi o caso do texto "Emoção e Ternura: a Arte de Ensinar" da Prof.ª Dra Maria Luíza Cardinale Baptista. Este artigo me cativou desde o título. Concordo plenamente com o desafio dela de buscarmos uma relação de ensino-aprendizagem permeada de ternura. Pode até parecer romântico ou utópico, fácil com certeza não é (até porque muitos alunos não querem aproximação e criam escudos pra evitá-la), mas creio que possível. Vivencio isso em minha sala de educação infantil.  A vida imita a arte”? No filme “Gênio Indomável” a arte imitou a vida. Pois trata-se de um filme, de uma ficção, que retrata um envolvimento terno entre o psicólogo e o rapaz, que pode ser um aluno nosso. E esta ternura conseguiu sensibilizar aquele jovem que parecia indomável, pois sabia cálculo, podia saber o que os livros ensinavam, mas não não fazia relação daquilo com sua realidade. O psicólogo construiu uma interação afetiva que foi forte o suficiente para desacomodar o rapaz. Como já abordamos em textos anteriores, este desacomodar e recriar o conteúdo produz o aprendizado. Para o “gênio indomável” se não foi aprendizado de conteúdo foi de aprendizado para a vida. As suas relações tomaram outro sentido, seu ponto de vista mudou, aperfeiçoou-se. O psicanalista Luis Carlos Restrepo, em seu livro, fala em “analfabetismo afetivo”. Era o caso do nosso rapaz do filme e, atrevo-me a dizer, que de muitos professores também. Tão empenhados em cumprir prazos e conteúdos muitas vezes não conseguem fazer bom uso da comunicação, estabelecer um vínculo e acionar o desejo do aluno, a autopoiese (autocriação). “Processos autopoiéticos são agenciados, de tal forma que o aluno vai se reinventando, vai se recriando nas interações múltiplas produzidas, constituindo-se um ser produtivo de conhecimento e de si mesmo, diferente”. “A possibilidade de recriação e de participapção como sujeitos do processo muda tudo”, passa a fazer sentido para quem está aprendendo.  E ainda, “professores devem estudar neurociência?” . Segundo Jonathan D. Moreno não há garantia de que o conhecimento da neurociência, da psicologia, vá ensinar um caminho de ensino. Mas tudo o que aprendemos nos enriquece e, somado com a nossa “arte de ensinar com emoção e ternura”, pode sim ajudar, tanto alunos quanto professores!



Referências:
  • Texto Emoção e Ternura: a Arte de Ensinar. Prof.ª Dra Maria Luíza Cardinale Baptista
  • Texto Professores devem estudar neurociência? Jonathan D. Moreno
  • Filme “Gênio Indomável”


domingo, 28 de junho de 2015






Cultura enlatada?

Comecei a fazer um trabalho sobre cultura e, após ler 3 artigos e assistir 2 filmes, ao pensar na realidade escolar achei muito triste a conclusão a qual cheguei. Muitas vezes a “cultura” se apresenta deturpada e perde-se “o sentido da cultura como ação histórica” . A cultura “traz dentro de si dimensões do passado, conhecimentos herdados, donde não começamos do zero, ao contrário, cada ano que passa acumula mais conhecimento”. A “cultura carrega dentro de si a idéia de transmissão de idéias e valores” e é preciso que continuemos aprofundando estas idéias e valores e construindo-a, pois ela não está posta, estagnada. Porém, como ficou bem claro nos textos de Marilena Chauí e Maria das Graças Baptista, existe uma cultura enlatada, produzida para as classes populares. Há uma divisão cultural ocultada, onde há obras caras e baratas, elite culta e massa inculta. Se criou a ilusão de que todos têm acesso aos mesmo bens culturais, “no entanto, basta prestarmos bem atenção aos programas de rádio e televisão ou ao que é vendido nas bancas de jornais e revistas para vermos que as empresas de divulgação cultural já selecionaram de antemão o que cada classe e grupo sociais pode e deve ouvir, ver ou ler”. “Se comprarmos numa manhã 6 jornais diferentes percebemos que o mesmo mundo no qual vivemos se transforma em mundos diferentes e até mesmo opostos, pois um mesmo acontecimento recebe 5 ou 6 tratamentos diversos, em função do leitor que a empresa jornalística tem interesse de atingir”. Há uma indústria cultural que vende cultura, tratando toda ela como entretenimento e lazer somente. “Não que a cultura não tenha seu lado lúdico e de lazer. Mas uma coisa é perceber o lúdico e outra é instrumentalizá-la para que se reduza a isto: supérfula, uma sobremesa, um luxo num país onde nem os direitos básicos são atendidos”. Isto é a polarização da carência absoluta dos trabalhadores versus privilégio e conhecimentos de poucos. Cultura de verdade é a expressão de um povo em toda sua dimensão, nas suas escritas, nos seus trabalhos de arte, na sua arquitetura, no seu conhecimento, nos seus costumes, construída com a participação de todos! Estas diferenciações ficaram bem explicitadas nos dois filmes deste tópico. No “Narradores de Javé” mostrando o isolamento daquele povo, a falta de conhecimento que chegou até eles, onde poucos sequer sabiam ler, onde os que resolveram criar a barragem nem ouviram os moradores de lá. Eles tentaram fazer um registro escrito de sua história, que não era menos importante que a história de outros lugares só porque não estava documentada, mas esta nem seria lida pelos que tinham o poder público. Será que as práticas de nossas escolas também não vão passar de atos isolados nunca vistos nem valorizados pelo “poder público” da minha cidade? Este é o ponto triste ao qual cheguei na construção deste trabalho. O “vista minha pele” também mostrou a discriminação que existe, não tapemos o sol com a peneira, que considera os brancos como os construtores deste país em detrimentos dos negros que seriam parte desta sociedade mas não determinantes desta. Que absurdo! Quero crer de verdade que a minha ação diária na minha sala de aula possa construir cidadãos que não perpetuem essa idéia. Que sejam construtores do seu futuro, da nossa cultura !

Referências:

  • Texto A origem da palavra cultura - Alfredo Bosi
  • Texto Cultura e democracia - Marilena Chauí
  • Texto Cultura e educação popular - Maria das Graças de Almeida Baptista
  • Filme Narradores de Javé
  • Filme Vista a minha pele