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domingo, 30 de junho de 2019

LEIS  x  EDUCAÇÃO INFANTIL


          O reconhecimento da etapa da educação infantil como parte do ensino obrigatório remonta aos anos 2000, quando em uma emenda à Constituição Federal, a criança é considerada sujeito de direito e um desses, é o direito à educação (artigo 227). No artigo 208, está posto que é dever do Estado “garantir educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 (cinco) anos de idade”. (Inciso IV, emenda constitucional 2009)

          A Lei de Diretrizes e Bases da Educação - LDB confirma isso a partir da sua modificação em 2006 e a consagração em 2013, quando inclui a obrigatoriedade da matrícula de crianças de 4 e 5 anos em instituições de educação infantil, através dos incisos I e II do artigo 4º e também no seu artigo 29º que diz:

                                                                               A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem                                                                                    como finalidade o desenvolvimento integral da criança de até 5                                                                               (cinco) anos, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e                                                                            social, complementando a ação da família e da comunidade.                                                                                         (LDB, 2013, Lei 12.796) ou (LDB, Lei 12.796/13)



          No campo da educação infantil, que é minha área de atuação, a BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR - BNCC, estabelece os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento e, portanto, vai normatizar as próprias experiências que devem ser ofertadas para as crianças. A proposta dela é assegurar às crianças condições para que elas aprendam, se desenvolvam integralmente, através das interações e brincadeiras. Essas práticas vêm acompanhada de uma intencionalidade educativa, onde o professor oferece uma pluralidade de situações para promover o desenvolvimento e aprendizagem destas crianças.


Reflexão sobre as postagens:



quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019



INTERDISCIPLINARIDADE  x LITERATURA



           
A nona revisita às minhas postagens referem-se a três postagens sobre a matemática, publicadas em 18/12/2016 e podem ser encontradas em Operações Aritméticas, Objetos digitais na matemática e Classificação e seriação.
            Na ocasião destas postagens estava cursando a disciplina de Representação do Mundo pela Matemática. Fomos desafiados pelos professores a apresentar atividades que explorassem a noção matemática com a turma na qual estávamos trabalhando. Na época minha turma era de Berçário e inicialmente me senti assustada com a proposta. Ao aprofundar meus estudos e pesquisar um pouco, descobri que é sim possível trabalhar a noção de quantidades, a seriação e agrupamentos e até mesmo usar brincadeiras digitais nos celulares envolvendo esta temática.
            Nos últimos meses realizei meu estágio obrigatório supervisionado e neste momento descobri que a matemática, a ciência e outras áreas do conhecimento também podem ser despertadas a partir da literatura e da contação de histórias. Meu projeto de estágio foi sobre a interdisciplinaridade e para isso usei uma série de Livros do Beleléu, do autor Patrício Dugani. A partir das histórias do Beleléu um leque de possibilidades se abriram e uma das atividades que eu desenvolvi com a turma foi em relação aos números.





          Segundo o Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil (1998),

A oferta permanente de atividades diversificadas em um mesmo tempo e espaço proporciona às crianças a oportunidade de participar de momentos de aprendizagens diferenciadas, pois a cada dia vivenciam novidades e experienciam novas aprendizagens por meio de cantos, desenhos, músicas, pinturas, leituras de livros, modelagens e jogos (RCNEI, 1998, p. 27).

          Foi muito bom constatar que as atividades e estudos que eu desenvolvi lá no meio do curso vem de encontro ao que estou vivendo agora no estágio. A prática abraçou a teoria neste caso!


Mais algumas postagens minhas que relacionam-se ao assunto da interdisciplinaridade:



CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS  x LITERATURA


           
A sétima postagem que eu vou revisitar é sobre as histórias e a literatura, publicada em 16/08/2016 e pode ser encontrada em Dois copos de leite.
       Em 2016/2, na interdisciplinar de Literatura Infanto Juvenil, após estudarmos os elementos que compõe uma narrativa, fomos desafiados a escrever uma. Eu escrevi uma história que intitulei de “Dois copos de leite”. É uma destas histórias de fundo moral, que emocionam e nos ensinam uma lição. Neste caso a lição é sobre a bondade e que ela compensa. Me questiono porque eu escolhi este tipo de narrativa de fundo moral? E me dou conta de que gosto deste tipo de história porque era o que minha mãe contava para mim quando pequena. Ela cultivou em mim o prazer pelas histórias e pela leitura, em consequência. Então, esta é uma das importâncias da contação da história.

Fanny Abramovich enfatiza a importância da contação de histórias aos pequenos:
Ah como é importante para a formação de qualquer criança ouvir muitas muitas histórias...Escutá-las é o início da aprendizagem para ser um leitor, e ser leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão do mundo (ABRAMOVICH, 1991, p.16).

Quais seriam as vantagens das histórias, especialmente para crianças bem pequenas, na educação infantil, que ainda não sabe ler? Como tornar a contação de histórias significativa?  Porque contar histórias para crianças tão pequenas? Porque ao compartilharmos narrativas há também a partilha de sentimentos, como de amor, solidão, medo, que serão armazenados na memória desde a mais tenra idade.
A forma como a história chega à criança irá definir, em boa medida, como as crianças irão relacionar e vivenciar estes sentimentos mais tarde, inclusive na vida adulta. A este respeito, declara Busatto:
Se mergulhar nesse universo é fascinante para nós, adultos, que esquecemos de nos embriagar com a magia, que dirá para a criança, a qual constrói deliberadamente um mundo onde tudo é possível. Ao contar uma história para elas estaremos oferecendo um alimento raro, pois iremos colaborar para que seu universo se amplie e seja mais rico. (BUSATTO, 2003, p.12)

            Este lidar com os sentimentos e compreensão de mundo é uma das importâncias das histórias na infância. Sobre outros benefícios falarei em outras postagens e no meu TCC, pois este é o assunto que escolhi para o mesmo.


Referências:
ABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil Gostosuras e Bobices. 5. ed. - São Paulo: Scipione, 2006 . 

BUSATTO, Cleo. Contar e Encantar: pequenos segredos da narrativa. Petrópolis, RJ, Editora Vozes, 2003.





domingo, 9 de julho de 2017

Educação Infantil na LDB


A Educação Infantil também é contemplada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira no seu artigo 29.

Embora haja a a indissociabilidade das funções de educar e cuidar não há obrigação de alfabetizar na educação infantil. O objetivo é o de desenvolver algumas capacidades, como: ampliar relações sociais na interação com outras crianças e adultos, conhecer seu próprio corpo, brincar e se expressar das mais variadas formas, utilizar diferentes linguagens para se comunicar, entre outros. 

Indico aqui o documentário sobre as mudanças que ocorreram na educação infantil com a alteração da LDB em 2013: Mudanças na Educação Infantil TVE

domingo, 6 de dezembro de 2015

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Reconhecimento e respeito às diferenças na Educação Infantil










Trabalhos da colega e professora Nídia Rodrigues.