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segunda-feira, 28 de maio de 2018

INTERDISCIPLINARIDADE

Atividade didática integrando diferentes áreas do conhecimento, 
com base no livro Beleléu e a Cores, do autor Patrício Dugani, onde exploramos:

Arte - exploração e reconhecimento das cores através de pinturas. 



Coordenação Motora Ampla: Equilíbrio ao mesmo tempo em que identifica e nomeia as cores.




Expressão: Foi construído coletivamente o boneco Beleléu. Eu fiz o corpo de pano e eles ajudaram enchendo o corpinho de fibra e o fechamos juntos. A partir de agora o Beleléu visitará a casa de cada criança, semanalmente, e a família registrará a experiência em um diário que o acompanhará o personagem juntamente com o livro trabalhado.


O projeto Beleléu surgiu com o objetivo de, através de técnicas diferentes, utilizando materiais diversos, despertar nas crianças o interesse e incentivar sua curiosidade e criatividade, trabalhar a linguagem oral, aumentar o vocabulário e as formas de compreender a realidade.



sexta-feira, 25 de maio de 2018

ATIVIDADE INTERDISCIPLINAR


Atividade didática integrando diferentes áreas do conhecimento.

Trabalho desenvolvido com o Livro Beleléu, do autor Patrício Dugani, onde exploramos:

Linguagem e Literatura - através da contação da história, buscando desenvolver a imaginação e a capacidade de abstração e interpretação.

Coordenação motora fina - pintura com tinta e bolinhas de gude - ênfase no livro Beleléu e as Cores.



Socialização: crianças exercitaram o ajudar uns aos outros no guardar os brinquedos. O livro do Beleléu conta que este personagem pega e esconde tudo o que fica fora do lugar. Então as crianças guardam seus pertences para que o Beleléu não leve as coisas embora. 




sábado, 5 de maio de 2018

FRAGMENTAÇÃO DO APRENDER


          Hilton Japiassu traz em uma frase* o que Jurgo Santomé esmiúça e explica com detalhes no texto estudado esta semana “Globalização e interdisciplinaridade”.

      A fragmentação do conteúdo escolar não surgiu sozinha, do nada. Esta compartimentalização vem do que aconteceu nas linhas de produção, na economia do início do século XX.
      Com a finalidade de ter maior produtividade, sem tempo para distrações e “vagabundagens” dos trabalhadores, adotou-se o sistema Fordista, com as linhas de montagem. Nas fábricas da Ford a produção dos automóveis foi fragmentada ao extremo, ao ponto de que cada operário precisava saber muito pouco e repetir exaustivamente, sem noção do todo. O funcionário que apertava parafusos não sabia nem ao menos se aquele era o freio ou um enfeite do carro, tendo em vista a velocidade em que as peças passavam pelas suas mãos. Sem conhecimento do todo não tinha como opinar sobre nada na produção do carro e assim só umas poucas pessoas compreendiam claramente todos os passos da produção e o que a motivava.

        De igual forma, na educação, ao analisar os currículos, se observava que os conteúdos relacionavam-se com a obediência e a submissão ao que já tinha sido posto por poucos, que detinham a autoridade sobre o que se devia ser ensinado nas escolas. Os conteúdos culturais eram descontextualizados, distantes do mundo experimental dos alunos.

          As consequências desta desapropriação de conhecimento, tanto de trabalhadores quanto de estudantes, representam um atentado contra os direitos de participação nos processos de tomadas de decisões. É antidemocrático e expõe as pessoas à possibilidade de serem substituídas a qualquer momento. Sem visão do todo não se tem o conhecimento para argumentar diante de uma demissão no trabalho ou reprovação escolar!

          No entanto, conforme coloca Santomé, essas políticas de controle e degradação do trabalho tiveram que enfrentar obstáculos. Associações e sindicatos abriram os olhos e reagiram, mesmo com pressão e coação por parte dos patronais. A globalização, que foi facilitada também pelo acesso à informação que a tecnologia traz, obrigou que os processos de produção e comercialização fossem revisitados e revistos. Neste momento entra o modelo toyotista, com as implementações do engenheiro chefe da empresa Toyota, que revolucionou os modelos de gestão e produção a partir da década de 50. O sistema Toyota nasceu na necessidade particular do Japão de produzir pequenas quantidades de muitos modelos de produtos, exatamente o contrário do modelo Ford de produção em massa de produtos idênticos. Aqui estimula-se a produtividade mediante recompensas e o envolvimento na tomada de decisões até certo ponto.

          Não nos enganemos, pois no toyotismo os limites existem, os controles tornam-se mais disfarçados e continuam na mãos de poucos. Assim também na educação, os professores têm a falsa sensação de autonomia, porém suas decisões não passam das dimensões metodológicas e de organização das instituições escolares, mas não à análise crítica dos conteúdos e finalidades do sistema escolar. Assim, alguns fatos nos geram dúvidas sobre um compromisso sério com as reformas educacionais, como por exemplo a aprovação de uma lei de financiamento que possa garantir o desenvolvimento de projetos de estudo e pesquisa. Será que o discurso de autonomia pode reduzir-se apenas à liberdade de escolha de estratégias para obter os objetivos impostos por um sistema de educação que pode estar interessado somente em produzir trabalhadores que não questionam? Será que a excessiva compartimentalização dos saberes está a serviço de tirar o foco do todo, para criar especialistas em quase nada?



        

  É cruel até o que Japiassu traz, das palavras de Harper: 
  * “A especialização sem limites culminou numa fragmentação crescente do horizonte epistemológico. Chegamos a um ponto que o especialista se reduz àquele que, à causa de saber cada vez mais sobre cada vez menos, termina por saber tudo sobre o nada(...).”





Fontes:
HARPER, Babette et al. Cuidado, Escola! São Paulo: Brasiliense, 1980
JAPIASSU, Hilton. A questão da interdisciplinaridade. Revista Paixão de Aprender. Secretaria Municipal de Educação, novembro, n°8, p. 48-55, 1994.
SANTOMÉ, Jurgo T. GLOBALIZAÇÃO E INTERDISCIPLINARIDADE. O currículo integrado. Porto Alegre, 1988.

terça-feira, 1 de maio de 2018

CICATRIZES PEDAGÓGICAS ?



          Existe uma história que fala sobre um menininho que um dia foi criativo e interessado, mas que deixou de ser pela influência de uma professora. Em umas das atividades de Didática falamos nas marcas que as práticas pedagógicas deixaram na nossa vida e nós deixamos na vida dos nossos alunos hoje. Seria isso uma cicatriz pedagógica?

          Diante deste garotinho meu desafio seria mostrar a ele que não há a imposição de regras rígidas a serem seguidas para se fazer um desenho, por exemplo. Que ele pode usar tantas cores quantas quiser, desenhar o que desejar e mostrar as coisas que aprecia através das coisas que desenha e escreve. Que não há certo e errado na arte, existe a expressão do que cada um pensa e sente. 

          Para que ele readquira a autonomia e a criatividade penso que o professor precisa ensinar a fazer as coisas sozinho. Ensinar dá trabalho! Em uma turma de crianças bem pequenas, como Berçário 2 e Maternal 1, muitas vezes é muito mais prático alcançar as coisas pras crianças do que ensinar a buscar. Eles derrubam material, borram com tintas, mas este processo é necessário. Precisa fazer parte da rotina escolar dos pequenos que cada um saiba onde está seu material, que aprendam a lavar as mãos, escovar os dentes, avisar quando quer ir no banheiro, pois tudo isto colabora com a independência e iniciativa na tomada de decisões das crianças.

          Se eu pudesse escolher uma marca, que eu gostaria que minha prática pedagógica deixasse nos meus alunos, escolheria o protagonismo das crianças. Que meus pequenos sintam confiança no que elas podem fazer, que sintam que sua professora está disponível para ajudar quando ele precisar de mim, mas que eles têm condições de tentar e descobrir como fazer cada coisa. Sentir-se confiante é um dos principais requisitos para alcançar os objetivos, correr atrás do que se quer e conquistar grandes coisas, desde a mais tenra idade até os adultos!

Referência: BUCKLEY, H. E. 1961 The little boy [Originalmente publicado na Revista School Arts Magazine, mas sem outras referências].