terça-feira, 10 de novembro de 2015


AGORA É QUE SÃO ELAS III



Apresentação do workshop no Seminário Integrador I

Apresentar o workshop não foi a tarefa mais difícil, pois fui acostumada a falar em público. Mas em frente às colegas, professora e tutora foi diferente. Deu frio na barriga, nervoso e tudo o mais. Ouvir o trabalho das colegas foi ímpar. Cada relato nos remetia à emoções, fomos do riso ao choro, tudo junto e misturado, somando mais um capítulo das nossas vidas. O assunto era profissional, os aprendizados pessoais. Eu saí deste trabalho diferente de quando entrei e creio que todas partilhamos deste sentimento! 

AGORA É QUE SÃO ELAS II



Aprendizagens sobre o processo de elaboração do texto da Síntese Reflexiva do workshop no Seminário Integrador I

Escrever é uma arte, não é pra mim tão fácil quanto falar. Mas, depois de ter nas mãos o material de todo um semestre, foi dada a largada para a escrita do texto que seria a síntese reflexiva do meu workshop. Foi a parte mais longa e que exigiu mais de mim. Nunca tinha escrito nos moldes deste trabalho, obedecendo regras da ABNT, colocando citações. Tudo era novidade! A primeira síntese que enviei me retornou com o aconselhamento de algumas melhorias necessárias. Aí sim bateu o pavor! No Moodle não paravam de aterrisar novas tarefas e o tempo se esgotando. Espero nunca mais passar por essa experiência! Mas enfim deu tudo certo e este processo de escrita me serviu de grande aprendizado!

AGORA É QUE SÃO ELAS I


Preparação e organização do workshop no Seminário Integrador I

Este 1º semestre de 2015 foi para mim de muito enriquecimento acadêmico e pessoal. 
O início das aulas, que se deu em novembro de 2014, foi muito tranquilo. Tudo era novidade e o maior desafio ainda era entender o PBWorks todo em inglês. Quando iniciamos o semestre 2015/1 eu sabia do workshop que teria que realizar, mas não tinha a menor noção de por onde começar. 
A correria imposta pelo cotidiano escolar me absorvia de tal modo que não conseguia parar e atentar para as dimensões teóricas de minha prática como educadora. O início dos trabalhos do PEAD me oportunizou tal exercício de reflexão, pude me ater a documentos como o Projeto Político Pedagógico, as Diretrizes da Educação e as práticas do Conselho Escolar da minha escola.
Neste momento de organização, de juntar os pedaços para compor meu workshop, me dei conta de que realmente temos interdisciplinas. Todas elas fizeram parte do meu trabalho. Comecei a juntar as informações que eu havia adquirido nelas, com os documentos citados acima e os registros fotográficos feitos regularmente. Com este "esqueleto" preparei e organizei o primeiro workshop da minha vida!





sexta-feira, 14 de agosto de 2015

domingo, 5 de julho de 2015


Bem-vindo à Holanda!



Na última Formação realizada em minha escola trabalhamos a inclusão e as diferenças. Um dos recursos utilizados foi este vídeo chamado Bem-vindo à Holanda, que mostra o depoimento de uma mulher, sobre a sua experiência de ser mãe de uma criança com deficiência.  Emocionante !







segunda-feira, 29 de junho de 2015




Emoção e Ternura: a Arte de Ensinar


Sabe aquelas leituras que você começa e vê-se devorando porque gostou demais? Pois foi o caso do texto "Emoção e Ternura: a Arte de Ensinar" da Prof.ª Dra Maria Luíza Cardinale Baptista. Este artigo me cativou desde o título. Concordo plenamente com o desafio dela de buscarmos uma relação de ensino-aprendizagem permeada de ternura. Pode até parecer romântico ou utópico, fácil com certeza não é (até porque muitos alunos não querem aproximação e criam escudos pra evitá-la), mas creio que possível. Vivencio isso em minha sala de educação infantil.  A vida imita a arte”? No filme “Gênio Indomável” a arte imitou a vida. Pois trata-se de um filme, de uma ficção, que retrata um envolvimento terno entre o psicólogo e o rapaz, que pode ser um aluno nosso. E esta ternura conseguiu sensibilizar aquele jovem que parecia indomável, pois sabia cálculo, podia saber o que os livros ensinavam, mas não não fazia relação daquilo com sua realidade. O psicólogo construiu uma interação afetiva que foi forte o suficiente para desacomodar o rapaz. Como já abordamos em textos anteriores, este desacomodar e recriar o conteúdo produz o aprendizado. Para o “gênio indomável” se não foi aprendizado de conteúdo foi de aprendizado para a vida. As suas relações tomaram outro sentido, seu ponto de vista mudou, aperfeiçoou-se. O psicanalista Luis Carlos Restrepo, em seu livro, fala em “analfabetismo afetivo”. Era o caso do nosso rapaz do filme e, atrevo-me a dizer, que de muitos professores também. Tão empenhados em cumprir prazos e conteúdos muitas vezes não conseguem fazer bom uso da comunicação, estabelecer um vínculo e acionar o desejo do aluno, a autopoiese (autocriação). “Processos autopoiéticos são agenciados, de tal forma que o aluno vai se reinventando, vai se recriando nas interações múltiplas produzidas, constituindo-se um ser produtivo de conhecimento e de si mesmo, diferente”. “A possibilidade de recriação e de participapção como sujeitos do processo muda tudo”, passa a fazer sentido para quem está aprendendo.  E ainda, “professores devem estudar neurociência?” . Segundo Jonathan D. Moreno não há garantia de que o conhecimento da neurociência, da psicologia, vá ensinar um caminho de ensino. Mas tudo o que aprendemos nos enriquece e, somado com a nossa “arte de ensinar com emoção e ternura”, pode sim ajudar, tanto alunos quanto professores!



Referências:
  • Texto Emoção e Ternura: a Arte de Ensinar. Prof.ª Dra Maria Luíza Cardinale Baptista
  • Texto Professores devem estudar neurociência? Jonathan D. Moreno
  • Filme “Gênio Indomável”


domingo, 28 de junho de 2015






Cultura enlatada?

Comecei a fazer um trabalho sobre cultura e, após ler 3 artigos e assistir 2 filmes, ao pensar na realidade escolar achei muito triste a conclusão a qual cheguei. Muitas vezes a “cultura” se apresenta deturpada e perde-se “o sentido da cultura como ação histórica” . A cultura “traz dentro de si dimensões do passado, conhecimentos herdados, donde não começamos do zero, ao contrário, cada ano que passa acumula mais conhecimento”. A “cultura carrega dentro de si a idéia de transmissão de idéias e valores” e é preciso que continuemos aprofundando estas idéias e valores e construindo-a, pois ela não está posta, estagnada. Porém, como ficou bem claro nos textos de Marilena Chauí e Maria das Graças Baptista, existe uma cultura enlatada, produzida para as classes populares. Há uma divisão cultural ocultada, onde há obras caras e baratas, elite culta e massa inculta. Se criou a ilusão de que todos têm acesso aos mesmo bens culturais, “no entanto, basta prestarmos bem atenção aos programas de rádio e televisão ou ao que é vendido nas bancas de jornais e revistas para vermos que as empresas de divulgação cultural já selecionaram de antemão o que cada classe e grupo sociais pode e deve ouvir, ver ou ler”. “Se comprarmos numa manhã 6 jornais diferentes percebemos que o mesmo mundo no qual vivemos se transforma em mundos diferentes e até mesmo opostos, pois um mesmo acontecimento recebe 5 ou 6 tratamentos diversos, em função do leitor que a empresa jornalística tem interesse de atingir”. Há uma indústria cultural que vende cultura, tratando toda ela como entretenimento e lazer somente. “Não que a cultura não tenha seu lado lúdico e de lazer. Mas uma coisa é perceber o lúdico e outra é instrumentalizá-la para que se reduza a isto: supérfula, uma sobremesa, um luxo num país onde nem os direitos básicos são atendidos”. Isto é a polarização da carência absoluta dos trabalhadores versus privilégio e conhecimentos de poucos. Cultura de verdade é a expressão de um povo em toda sua dimensão, nas suas escritas, nos seus trabalhos de arte, na sua arquitetura, no seu conhecimento, nos seus costumes, construída com a participação de todos! Estas diferenciações ficaram bem explicitadas nos dois filmes deste tópico. No “Narradores de Javé” mostrando o isolamento daquele povo, a falta de conhecimento que chegou até eles, onde poucos sequer sabiam ler, onde os que resolveram criar a barragem nem ouviram os moradores de lá. Eles tentaram fazer um registro escrito de sua história, que não era menos importante que a história de outros lugares só porque não estava documentada, mas esta nem seria lida pelos que tinham o poder público. Será que as práticas de nossas escolas também não vão passar de atos isolados nunca vistos nem valorizados pelo “poder público” da minha cidade? Este é o ponto triste ao qual cheguei na construção deste trabalho. O “vista minha pele” também mostrou a discriminação que existe, não tapemos o sol com a peneira, que considera os brancos como os construtores deste país em detrimentos dos negros que seriam parte desta sociedade mas não determinantes desta. Que absurdo! Quero crer de verdade que a minha ação diária na minha sala de aula possa construir cidadãos que não perpetuem essa idéia. Que sejam construtores do seu futuro, da nossa cultura !

Referências:

  • Texto A origem da palavra cultura - Alfredo Bosi
  • Texto Cultura e democracia - Marilena Chauí
  • Texto Cultura e educação popular - Maria das Graças de Almeida Baptista
  • Filme Narradores de Javé
  • Filme Vista a minha pele

domingo, 14 de junho de 2015

Retrato da Escola

Este vídeo é o Retrato da Escola onde trabalho, que é a EMEI Dom Luis de Nadal.
A Escola está localizada na cidade de Porto Alegre, no bairro Restinga.
Atendemos 180 alunos, distribuidos em 8 turmas, que vai do Berçário I ao Jardim, com idades entre 6 meses até 5 anos.
O atendimento é realizado das 7hs da manha até 19hs, com 4 refeições diárias, que são: café da manhã, almoço, lanche e jantar.
A equipe de trabalho é composta de professores, monitores, serviços gerais, cozinha e direção com coordenação pedagógica.  Esta equipe honra seu PPP que foi construído coletivamente e, prevê como o fazer pedagógico atuará dentro da realidade carente na qual estamos inseridos.
São norteadores dos nossos projetos os ensinamentos de educação ambiental, civilidade e respeito ao próximo.
Estamos "semeando" uma nova geração de cidadãos de bem, lutadores e dignos !


quarta-feira, 13 de maio de 2015

segunda-feira, 30 de março de 2015

Eu sou a Cleide, estou criando a narrativa do meu curso através deste blog.
Pedagogia UFRGS