segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Representação do Mundo pelos Estudos Sociais





          Na segunda semana da interdisciplina de Estudos Sociais fomos levados a ler e escrever sobre dois textos, que falam sobre a história do ensino de Geografia e História no Brasil. 
          Gostei do texto de história. Na p. 145 Nadai citou Furet, onde este dizia que “a história é a árvore genealógica nas nações”. Ele estava se referindo às nações européias, mas aplica-se a todas as nações. Achei bom falar da história de um país como uma árvore genealógica, faz sentido. Estudar o passado não é enfadonho, faz parte conhecer como as coisas aconteceram antes de nós. Lembro de ter ído à biblioteca pública de Porto Alegre pesquisar a árvore genealógica da minha família. Foi um trabalho solicitado na matéria de história. Eu nunca tinha ido no centro sozinha, então nos reunimos algumas colegas e fomos. Entrar naquela biblioteca gigante foi outra surpresa, achar os livros e registros outro desafio. Tivemos uma tarde para pesquisar, neste dia não tivemos aula na escola, foi um dia totalmente diferente e me lembro com clareza até hoje, 30 anos depois. Que aula foi aquela!!
          O presente estou componho. Nós somos história, estamos fazendo a história que nossos descendentes vão estudar. Inteirar-se do que já aconteceu pode ser bem interessante, a exemplo do que aconteceu comigo esta semana. Minha filha tinha prova de história, 5º ano, sobre os anos de ferro da ditadura brasileira. Ao revisar com ela me dei conta de que vivi a ditadura até meus 12 anos. Fiquei espantada por não parado pra pensar nisto ainda. A ditadura parecia algo tão distante pra mim. Então lembrei que aparecia na televisão os cartazes nas manifestações de diretas já. Lembro do Tancredo Neves ter sido eleito e morrido logo em seguida e meu pai comentar que tinham matado ele, não tinha como ter sido morte natural. Quando nos toca deixa de ser enfadonho, foi o que senti.
          No texto de geografia gostei da experiência que fizeram com os alunos das duas escolas citadas. Eles receberam uma foto de um lugar conhecido deles e foram requisitados a completar a imagem com o que existia no entorno. Interessante ver que alguns colocaram mais detalhes, outros menos, alguns pontos que eram importantes no bairro, outros passaram batido pelo mesmo ponto e desenharam outra coisa. Nossos pontos de vista alteram como vemos o que existe ao nosso redor!  
          Há alguns meses, nosso presidente da república Michel Temer lançou uma proposta de reforma do ensino médio. A primeira mudança importante determinada pela medida provisória é que o conteúdo obrigatório será diminuído para privilegiar cinco áreas de concentração: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnico/profissional. Creio que estas mudanças farão nova história do estudo no Brasil. Daqui há alguns anos estaremos novamente reavaliando, como eu citei no início desta postagem, a história do ensino no Brasil, não só em história e geografia mas como um todo. Torço para que o resultado destas mudanças sejam positivas!

Fonte:
1)      NADAI, Elza. O ensino de história no Brasil: trajetória e perspectiva. Revista Brasileira de História. São Paulo, v.13, n.25/26, p.143-162, set.92/ago.93.

2) CASTROGIOVANNI, Antonio; COSTELLA, Roselane. Geografia e a cartografia escolar no ensino básico: uma relação complexa - percursos e possibilidades. In: SEBASTIÁ, Rafael; TONDA, Emilia. La investigación e innovación en la enseñanza de la Geografía. Alicante: UNE, 2016, p.15-26.

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