quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

DISCRIMINAÇÃO E PRECONCEITO



          Venho aqui relatar uma situação de diversidade e preconceito que aconteceu comigo mesma.
          Fui bancária por muitos anos. Quando fazia um ano que tinha começado a trabalhar em um Banco privado, a presidência resolveu abrir as agências que faziam empréstimo não apenas de segunda a sexta, mas também aos sábados. Eu sou cristã e tenho o sábado como dia santo, um dia separado para Deus, por isso não trabalho aos sábados. A sistemática seria a seguinte: foi feita uma escala com nomes dos funcionários e quem trabalhasse em determinado sábado teria uma folga durante um dia útil da semana. Eu  procurei minha gerência e expliquei meus princípios. Me coloquei à disposição para trabalhar em domingos e feriados se a empresa assim desejasse. Nenhuma decisão me foi comunicada durante algumas semanas.
          Numa sexta-feira à tarde, com a agência cheia de clientes, meu gerente me chamou pra conversar. Não me deixou entrar na sala dele, ao invés disso me convidou a sentar nas cadeiras da sala de espera, onde os clientes aguardavam sentados pela chamada para o atendimento. Ali ele começou falando bastante alto que estava decepcionado comigo, que eu era uma ignorante por ter essa crença de que o sábado é um dia sagrado. Me disse que na economia atual o que menos corre voa e eu estava fadada ao fracasso. Se dependesse só dele estaria demitida naquele mesmo dia. Mas, como ele não tinha autonomia para isso, precisava passar pela vice-presidência do Banco e conversaríamos novamente na próxima semana. Eu me senti muito envergonhada por ele ter chamado minha atenção em público. Mesmo que tivesse sido na sala dele já teria sido um excesso, mas em público foi pior. Naquele dia esvaziei minhas gavetas e armário, tirei tudo que era meu e fui pra casa esperando o pior. 
          Quando cheguei no trabalho na segunda-feira de manhã ele me chamou e disse que não deixaram me demitir porque eu era uma boa funcionária e não havia motivo legal para me afastar da empresa. Para dizer isto ele não falou alto, não o fez em público, nem ao menos pediu desculpa. Há quem diga que o que ele fez foi assédio moral, passível de processo. 

          A constituição brasileira prevê em seu artigo 5º, incisos VI e VII, que: 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
VI -  é inviolável a liberdade de consciência e de crença...
VIII -  ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta...
           Tendo em vista que eu estava cumprindo a carga horária exigida pelo meu contrato de trabalho, eu não estava eximindo-me de minha obrigação legal, como prevê o inciso VIII. A abertura da agência no sábado foi provisória, era um plus para agradar os clientes.

           Para mim foi discriminação! Me constrangeu e me marcou profundamente, tanto que lembro até hoje. 



Com

APRENDIZAGEM


          Na primeira aula de Psicologia II deste semestre foi-nos perguntado o que é aprendizagem. Devíamos responder sem consulta, sem estudo prévio. Na ocasião eu respondi que aprendizagem é tomar conhecimento do que antes não sabia. É dar-se conta de coisas novas. É ir juntando peças e formando um novo conceito, mais abrangente.
          É muito interessante e desafiante buscar entender como surge o conhecimento humano. Ao nascer somos totalmente dependentes para tudo. Assim como no nosso corpo as aptidões são adquiridas em etapas (sentar, engatinhar, caminhar, correr) assim também acontece no nosso cérebro. O conhecimento é construído aos poucos, sem pular etapas.
          Na psicologia do desenvolvimento, para Piaget a ação da criança é determinante. Brincar, comer, imitar, defender seu ponto de vista, etc. Se uma criança está, por exemplo, brincando, acontece algo no meio que é novo e isso desacomoda as suas certezas. Com a nova informação junto com o que ela já sabia há um novo conhecimento, construído aí, mais completo que o anterior. Quando a criança acabou de se equilibrar o cérebro ficou ampliado e com essa ampliação ele vê coisas que não via antes. E aí vendo coisas novas acontecem novas desacomodações e novo equilíbrio e assim sucessivamente. Resumindo: cada nova conduta vai restabelecer o equilíbrio e construir um equilíbrio ainda mais estável do que o anterior.
          




ESTÁDIOS DE DESENVOLVIMENTO




Embora estas fases aconteçam em uma idade média, a cronologia não é determinante na definição de cada estádio de desenvolvimento. O que se mantém constante é a ordem de ocorrência dos estádios, sua ordem de sucessão. Isto é, há uma sequência no aparecimento de comportamentos, onde não se pode pular um estádio. As estruturas construídas numa etapa se tornam parte integrante das estruturas da etapa seguinte.


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

CONSCIÊNCIA NEGRA

Homenagem da EMEI Dom Luiz de Nadal ao dia da consciência negra.


Cada turma se expressou homenageando a raça negra em uma linda festa realizada na semana da consciência negra.











Deus criou vidas, e não raças !




quinta-feira, 16 de novembro de 2017


           Teoricamente, as tecnologias da Informação e Comunicação têm o objetivo de facilitar a vida e otimizar nosso tempo. Porém, o grande desafio no contexto de vida pós-moderno é se esquivar de algumas armadilhas que o uso intenso, ou indevido, dessas tecnologias pode ocultar. Ao contrário do que comumente se imagina, a vida on-line não é dissociada da vida off-line e, não raras vezes, comportamentos do mundo virtual podem ter consequências boas ou más no mundo real.
           Experts em tecnologia afirmam que o mundo está se movendo ruma à conectividade onipresente. A previsão é de que as tendências negativas e positivas da vida digital continuem se expandindo na próxima década, revolucionando a interação humana e afetando especialmente a saúde, a educação, o trabalho, a economia, a política e o entretenimento.
          Estive estudando sobre isso em Filosofia da Educação tive minha atenção voltada para este livro "Hiperconectados". É sempre um desafio lidar com novos ambientes e contextos, por isso mesmo, é imprescindível conhecer os riscos e ter acesso a sugestões de uso positivo dessas tecnologias. Desde pequenas as crianças demonstram familiaridade com os utensílios tecnológicos. Ainda bebês já arrastam os dedinhos pelas telas touchscreen dos celulares e tablets. Já que a conectividade é um caminho sem volta, procuro cada dia fazer o melhor uso possível delas em minha sala de aula. 

DIVERSIDADE NA ESCOLA


Somos uma sociedade e uma escola de pessoas diferentes. 
Temos unidade na diversidade quando nos respeitamos e nos aceitamos como somos!

    Relato de atividade realizada em aula. A turma do Jardim B conversou e refletiu 
sobre o respeito ao próximo. Construíram coletivamente cartazes para expressar o sentimento da turma ao final deste diálogo: não somos obrigados a aceitar qualquer tipo de preconceito, maltrato ou discriminação!


Eu não sou obrigada...




A culminância foi uma caminhada pela escola e visita a cada turma. 




...a democratização das relações sociais , como um modo de vida, como vínculo produtivo entre sociedade civil e Estado, mas também como relações horizontais entre os cidadãos, são condições importantes para o desenvolvimento de uma cultura de efetivação dos direitos humanos, como possibilidade de um bem viver”.



Agradecimento: À professora titular da turma Adriana Nunes ! 

Referências: 

GENRO, Maria Elly Herz ; CAREGNATO, Célia Elizabete. Educação na e para a diversidade: nexos necessários. 

Imagens acervo pessoal.










segunda-feira, 13 de novembro de 2017

          Partindo do geral, ética é o conjunto de regras, valores e princípios que orientam o comportamento humano na sociedade.
          Vivemos uma cultura em que a ética não é promovida. O velho jeitinho brasileiro de tirar vantagem de tudo parece motivo de orgulho para muitos, mas não é. Mas colocar a culpa nos políticos e esperar que parta deles a iniciativa de uma sociedade justa e ética é uma utopia. Construir uma sociedade ética é algo que deve partir de cada um. Desde pequenos aprendemos muito mais pelo exemplo do que pelo que ouvimos.
     Então, como eu educadora posso contribuir para uma sociedade ética? Primeiramente dando meu exemplo pras minhas crianças, pros meus alunos e filhos. Também tenho a obrigação de orientar meus alunos nas ocorrências do dia a dia. Será que consigo fazer isto numa turma de berçário? Sim, em cada singela atitude: ensinando a não furar a fila, a dividir um brinquedo, ajudar um amigo quando este cai e se machuca, a se importar com o colega. Afinal ética tem a ver com o modo como nós convivemos com os outros. É respeitar o meu próximo, meu colega, meu cliente, meu aluno, meu professor, as pessoas com as quais eu tenho contato.
         O site Notícia Livre traz que “a ética serve para que haja um equilíbrio e bom funcionamento social, possibilitando que ninguém saia prejudicado”. Márcia Tiburi reforçou isto no vídeo desta semana, quando fala que a busca deve ser de uma sociedade ética para TODOS. Não mais ética pra mim, pros meus interesses, mas para todos! Esta é a maior busca.





O impacto das redes sociais na vida das pessoas




           Em um dos vídeos do historiador Leandro Karnal ele foi entrevistado sobre “O impacto das redes sociais na vida das pessoas” . As suas colocações foram muito interessantes e nos põe pra pensar.
               O repórter começou a entrevista levantando seguinte questionamento: A realidade virtual vem se sobrepondo à realidade real? E as reflexões levaram à conclusão de que não está se sobrepondo, está agregando. Estamos transformando o jeito de nos comunicar. Não quer dizer que esteja pior ou melhor, mas diferente. Ele até fez uma analogia ao modo de escrever ao longo do tempo. O que seria melhor: caneta tinteiro, esferográfica ou digitar? Nao tem necessariamente um jeito melhor e sim mudança de maneiras de fazer.
           Eu, juntamente às pessoas mais antigas, considero o contato ao vivo mais importante e significativo do que online. Para a geração atual o contato online tem o mesmo valor do contato pessoal, pois desde que nasceram a tecnologia fez parte de suas vidas de um modo natural, sempre esteve lá para eles.
Claro que a expansão das redes tem seu bônus e seu ônus. Atualmente é mais fácil qualquer pessoa expressar suas ideias publicamente, em grau de igualdade com especialistas.
                 A autoria era mais difícil em outras épocas. Tornar pública uma opinião dependia de alguém que publicasse um artigo, que fizesse uma propaganda, demandava dinheiro, investimento. Agora não e isto é muito interessante. Note que em "O ato de estudar" vemos que o estudar não é um simples ser ou um simples escrever, mas entender o assunto. Este texto inclusive nos sugere alguns passos para o sucesso do estudo, algumas técnicas e etapas que me levem a compreender e não a uma simples decoreba. Então acontece de pessoas que não tem conhecimento sobre determinado assunto saírem opinando e criticando nas redes sociais, o que futuramente pode ser tido como verdade por estar publicado na internet.
              Criticar não é deliberadamente colocar defeito no que está feito ou escrito. Criticar vai além, é pensar e analisar, nem sempre é discordar. 


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Portadores de Necessidades Especiais


          Este vídeo é uma homenagem às famílias e educadores que tem o privilégio de ter em suas vidas uma criança portadora de necessidade especial. Bem-vindos à Holanda!






EDUCAÇÃO DE PESSOAS COM

NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS



          Trago aqui algumas considerações feitas pelo professor Carlos Skliar, no vídeo produzido dela UCS, sobre Inlusão.

          Ele começa o assunto falando sobre educar para o mundo e para vida. Nos últimos anos o mundo está cada vez mais difícil e a educação deixou de ser uma viagem para o mundo mas para uma pequena parte do mundo, que é o sustento, o trabalho, o emprego, a produtividade do consumo. Como somente ganhar a vida e não aprender como viver? Isso é só sobreviver. 

          Também tenho esta visão saudosista de que seria melhor cuidar da vida, da infância, das crianças, para elas não terem que entrar tão rápido neste mundo horroroso, difícil. Neste mundo onde há a necessidade de se tornar um profissional para saber como vai ganhar a vida e não saber como vai viver sua vida. Quando eu tinha 17 anos encerrei o ensino médio e tinha que escolher uma profissão, para fazer a opção do vestibular. Sendo pobre e tendo vivido com dificuldades sempre, vendo a luta diária dos meus pais pela subsistência, logo me vi pensando assim: tenho que escolher uma profissão que me dê um emprego rápido, uma profissão em que já comece a fazer estágios remunerados na área e que tão logo me forme já consiga emprego. Muitos na minha turma tinham o mesmo raciocínio. Não me permiti sonhar em cursar o que me agradace mas o que desse retorno financeiro o mais rápido possível. Que triste! 

          Professor Skliar fala na sua idéia nostálgica e romântica de se pensar a infância como um tempo único, impossível de se repetir, a oportunidade de não ser obrigado a produzir nada, de poder perder tempo realmente brincando, vivendo sua meninice, fazendo amigos, correndo! A educação infantil é onde a infância deve permanecer. Muitas crianças precisam da escola por não terem oportunidade de ter um destino familiar, pela desigualdade. Mas adultizar a criança é torná-lo infeliz.

          Interessante também quando o professor coloca que onde se fala tanto em inclusão quem sabe ela não exista. Nos países em que a inclusão ocorre plenamente esta palavra já está em desuso, porque a palavra se pronuncía muito onde ela falta!

          E por fim a constatação já sabida, de que as diferenças existem sim! Elas precisam ser trabalhadas com a certeza de que alguns aprendem de maneiras diferentes, mas todos temos muito a aprender!




LITERATURA ÉTNICO RACIAL II



Da interdisciplina de Questões Étnico Raciais venho aqui falar sobre a literatura indígena. Mais uma vez fui em busca de livros na biblioteca da minha escola de educação infantil Dom Luiz de Nadal e mais uma vez fiquei feliz com a quantidade de livros que encontrei. 

Quero deixar registrado aqui os meus livros preferidos tratando-se da temática indígena.













Exploramos (eu e a turma do Maternal I) estes 11 livros durante uma semana. 
Neste estudo confirmei o que havia assistio no vídeo produzido pelo Museu do Índio Povos Indígenas: Conhecer para Valorizar

  • a visão que a escola e a mídia passam nem sempre corresponde à realidade dos índios no Brasil;
  • pode-se ver um conjunto de equívocos em relação à cultura indígena;
  • A religião indígena é politeísta e variam com as etnias indígenas. Não existe uma só tribo, um só credo, uma só vertente;
  • Há grande diversidade e especificidades de cada povo indígena.





LITERATURA ÉTNICO RACIAL


Neste semestre estamos estudando a interdisciplina de Questões Étnico Raciais. A fim de refletir sobre minha prática pedagógica escolhi uma atividade para aplicar em sala de aula: os contos e a diversidade. Na biblioteca da minha escola elegi três livros que tratam da raça negra e fizemos momentos de contação de histórias e exploração de materiais referentes aos livros.


primeiro livro é o Abecedário Afro de Poesia. Eu ainda não conhecia esta literatura e foi uma grata surpresa. Excelente obra que traz questões e costumes da raça negra




O segundo livro é o Cabelo do Lelê. Juntamente com o boneco Lelê (material de apoio) as crianças conheceram o Lelê, o menino de cabelos bonitos. As crianças tocaram o fantoche com suas tranças e curtiram bastante a contação da história.




Por fim Menina bonita do laço de fita, obra já conhecida das crianças. Desta vez apresentado com um recurso novo, que foi a presença em fantoches dos personagens principais, a saber, o coelho e a menina.




O vídeo Educação para relações étnico-raciais.,que assistimos esta semana, falou sobre a raça negra e como ela é apresentada nas escolas. Tomando por base a biblioteca da escola em que trabalho concluo que já existem muitos livros tratando de forma muito bonita a questão da negritude. Não sei se é assim em todo lugar. Ainda acho que o Brasil é um país racista, embora muitos digam não sê-lo.





domingo, 9 de julho de 2017

Conselho Escolar


     As instâncias colegiadas são organizações compostas por representantes da comunidade escolar e local. Elas têm por finalidade fazer funcionar a gestão democrática no ensino público, ou seja, fazer com que seja pensado e decidido coletivamente as propostas de caráter educacional. 

          Uma das instâncias colegiadas são os Conselhos Escolares. O Conselho Escolar é o órgão máximo para a tomada de decisões realizadas no interior de uma escola. 

      Este é formado pela representação de todos os segmentos que compõem a comunidade escolar, como: alunos, professores, pais ou responsáveis, funcionários e diretores. Na educação infantil, em virtude da tenra idade, os alunos são representados também por pais e/ou membros da comunidade. A participação dos pais na vida escolar dos filhos é fundamental para garantir a qualidade da Educação. Candidatar-se a uma vaga no Conselho Escolar é uma boa forma de acompanhar o trabalho feito pelos gestores, docentes e funcionários da escola e de se envolver diretamente nas decisões que serão tomadas.