quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019


TECNOLOGIAS
             

                  A sétima postagem que eu vou revisitar é sobre o uso das tecnologias na educação , publicada em 04/05/2016 e pode ser encontrada em Tecnologias.

´           De fato, é inegável, que a tecnologia faz parte do nosso cotidiano em quase absolutamente tudo. Desde a passagem do ônibus em cartão com leitor, até os modernos smartphones através dos quais temos um mundo de pesquisa e facilidades na palma da mão. Desta forma a tecnologia pode sim fazer parte da rotina da escola também. 
Quando as pessoas percebem-se na construção de tecnologias cada vez mais avançadas, pensar formas de como atrelar a utilização dos aparatos tecnológicos às atividades já inseridas no contexto escolar, como por exemplo a contação de histórias, é cada vez mais necessária.
Como fica então a contação de histórias numa era em que as novas tecnologias predominam? Como educadora penso que, se o papel da escola é preparar para a vida e a tecnologia está fazendo parte da nossa vida, a escola também pode preparar os alunos para lidar com ela desde cedo. Pode atrelar os objetos tecnológicos aos materiais tradicionais, como os livros. Segundo Chartier (2008):
“Estamos vivendo uma transformação da técnica de produção e reprodução de textos e essa mudança influencia no próprio hábito de ler, pois ler na tela é diferente de ler no livro impresso. Ou seja, o suporte da leitura determina práticas e sentidos diferentes à leitura” (CHARTIER, 2008, p. 56).
Os aparatos tecnológicos como vídeos, TVs, projetores, computadores, podem desempenhar papel de motivação, demonstração e instrumento  de apoio à exposição do professor. A questão está na utilização da tecnologia, uma vez que podemos desenvolver a capacidade de perceber, compreender, criar, adaptar formas de introduzir os aparatos aos momentos pedagógicos, de acordo com a necessidade identificada pelo professor.


Referência:
CHARTIER, Roger. Formas e sentido: cultura escrita. Ed. Mercado de Letras, 2008.


O BRINCAR E O IMAGINÁRIO


            A sexta postagem que eu vou revisitar é sobre a brincadeira e o imaginário, publicada em 30/12/2015 e pode ser encontrada em A importância do brincar
Nesta postagem eu colocava que o brincar é uma importante forma de comunicação e é por meio deste ato que a criança pode reproduzir o seu cotidiano, num mundo de fantasia e imaginação. Na citação abaixo Leardini (2006) fala um pouco sobre a importância da função simbólica.
“O desenvolvimento da função simbólica é uma importante manifestação para a estruturação do desenvolvimento cognitivo e afetivo da criança em idade pré-escolar” (LEARDINI, 2006, p.6).

            Além das brincadeiras as histórias também mechem com a imaginação e a criatividade. Por meio de exemplos contidos nas histórias as crianças adquirem vivências, exploram suas emoções e criam no seu imaginário situações vívidas de sua realidade. Isto as auxilia a lidar com situações reais e conflitos do seu cotidiano.
Para Abramovich (1991) ler para as crianças é:
(...) suscitar o imaginário, é ter a curiosidade respondida em relação a tantas perguntas, é ter outras idéias para solucionar questões (...). É uma possibilidade de descobrir o mundo imenso dos empasses, das soluções que todos vivemos e atravessamos (...) e assim esclarecer melhor as próprias dificuldades ou encontrar um caminho para a solução delas. (ABRAMOVICH, 1991, p.17)
Desta forma, tanto o brincar quanto as histórias valem-se do imaginário para construir a concepção de mundo de cada criança.



Referências:
ABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil Gostosuras e Bobices. 2. ed. - São Paulo: Scipione, 1991.
LEARDINI, Eleusa M. F. O contar histórias na educação infantil: um estudo acerca dos valores atribuídos por professores sobre a importância dessa prática para o desenvolvimento da função simbólica. Campinas, Unicamp, 2006.



Mais algumas postagens minhas sobre o brincar:
Brincar
Brincadeiras em cena


INFÂNCIA




            A quinta postagem que eu vou revisitar é sobre a infância, publicada em 30/12/2015 e pode ser encontrada em: Infância como fenômeno social.


A infância como temos hoje é uma concepção relativamente nova, pois como já citei aqui no blog (Maquinaria escolar) somente a partir do século XVII começou a se ter um novo olhar sobre as crianças e a educação das mesmas.     É com a tomada do poder pela burguesia após a Revolução Francesa e a nova ordem social estabelecida que é inaugurada a ideia de se fazer uma escola para o povo. Surge então a escola pública gratuita. O aluno pode então através da escola se tornar um cidadão. Esse direito deve ser assegurado, por meio do Estado, a todas as crianças, independente de sua origem social.
Segue-se a partir daquele momento uma série de condições históricas que serão amalgamadas no princípio do século XX e contribuirão para a invenção da categoria aluno. Segundo VARELA e ALVAREZ-URIA (1992) são elas:
·         a definição de um estatuto da infância, baseado numa ciência pedagógica;
·       a emergência de espaço específico de outras formas de socialização, que ao anunciar-se como espaço de proteção das crianças, significa muito mais do que isso: um enclausuramento que força o rompimento com os laços de sangue, de amizade, com a relação do bairro, com a comunidade, com os adultos, com o trabalho, com a terra;
·     a imposição da obrigatoriedade escolar decretada pelos poderes públicos e sancionada pelas leis;
·  o aparecimento de um corpo de especialistas da infância dotados de tecnologias específicas e de elaborados códigos teóricos (p.69).
Seria possível assim relacionar a visibilidade do conceito aluno com os múltiplos olhares que têm se dirigido à infância no último século, principalmente da pedagogia, da medicina e da psicologia. Olhares que pretendem falar a verdade sobre ela. Discursos que produzem efeitos na legislação da criança, nas relações familiares e, em especial, nas práticas escolares.
No Brasil a infância foi contemplada na Constituição Federal de 1988 e no Estatuto da Criança e do Adolescente, alcançando um panorama maior de direitos e esclarecimentos sobre a criança. Na educação a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional estabelece que:
Art. 22 - A Educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores. (BRASIL, 1996, P. 20)

Há portanto atualmente a valorização da criança como um cidadão dotado de direitos, um ser social que constrói e é construído historicamente!


Referências:
BRASIL, [Lei Darcy Ribeiro (1996)]. LDB: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei nº 9.394/96, de 20 de dezembro de 1996, 5ª ed. Brasília: Câmara dos Deputados, Coordenação Edições Câmara, 2010.

VARELA, Julia., ALVAREZ-URIA, Fernando. A Maquinaria escolar. Teoria & Educação. São Paulo, n. 6, p.68-96, 1992.




terça-feira, 19 de fevereiro de 2019


ENSINAR PELO EXEMPLO



            A quarta postagem que eu vou revisitar é sobre dar o exemplo para criar o hábito da leitura, publicada em 02/12/2015 e pode ser encontrada em: Ensinar pelo exemplo
Na época que publiquei esta postagem estava estudando Emilia Ferrero. Me chamou a atenção as falas dela sobre a leitura na educação infantil e veio de encontro ao que eu já pensava, que o ato de ler um livro para uma criança vem acompanhado de afeto, pela criança e pelo livro. Através deste ato de carinho despertamos neles a vontade de compreender aquilo que conhecem, bem como palavras e conceitos que ainda desconheciam. Isso abre portas para um universo novo, o mundo das letras, da leitura. E não se trata de antecipar etapas e sim de apresentar às crianças a utilidade da escrita.
Segundo Abramovich (2006, p. 16) “escutar histórias é o início da aprendizagem para ser leitor, e ser leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão de mundo”. E ainda:
“Como é importante para a formação de qualquer criança ouvir muitas muitas histórias...Escutá-las é o início da aprendizagem para ser um leitor, e ser leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão do mundo...(ABRAMOVICH, 1991, p.16).

Ao realizar meu estágio supervisionado numa turma de maternal, pude perceber o interesse que o livro desperta nas crianças e que, a importância que o educador dá ao livro é um exemplo que os arrasta para ser um futuro leitor!


Referências:
ABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil Gostosuras e Bobices. 5. ed. - São Paulo: Scipione, 2006 . 


INTERDISCIPLINARIDADE x LITERATURA



        A terceira postagem que eu vou revisitar é sobre os tipos de conhecimento, que publiquei em 23/11/2015 e pode ser encontrada em: Tipos de conhecimento .
Na época em que escrevi esta postagem estávamos estudando este assunto no PEAD e coincidiu com o projeto Adote um Escritor. Este projeto de literatura da Prefeitura Municipal de Porto Alegre me trouxe a constatação de que, através dos livros, eu teria abertura para explorar cada tipo de conhecimento: social, físico, motor e lógico. A literatura abre um universo de possibilidades através dos assuntos abordados nas histórias infantis. Segundo Fanny Abramovich (1991):
“Como é importante para a formação de qualquer criança ouvir muitas muitas histórias...Escutá-las é o início da aprendizagem para ser um leitor, e ser leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão do mundo...(ABRAMOVICH, 1991, p.16).

As histórias infantis, que é o tema do meu TCC, trazem muitos benefícios para as crianças de forma multidisciplinar. Isto é, através de uma história, de um livro, posso trabalhar a noção matemática, a coordenação motora, a oralidade e a socialização. Isto foi o que aconteceu no meu estágio obrigatório. Meu projeto era sobre os livros de Dugani, o “Beleléu”. Através de três livros desta série trabalhei a interdisciplinaridade, que está contemplada da nossa Base Nacional Comum Curricular:
...a educação tem um compromisso com a formação e o desenvolvimento humano global, em suas dimensões intelectual, física, afetiva, social, ética, moral e simbólica. Além disso, BNCC e currículos têm papéis complementares para assegurar as aprendizagens essenciais definidas para cada etapa da Educação Básica, uma vez que tais aprendizagens só se materializam mediante o conjunto de decisões que caracterizam o currículo em ação. São essas decisões que vão adequar as proposições da BNCC à realidade local. Essas decisões (...) referem-se a decidir sobre formas de organização interdisciplinar dos componentes curriculares e fortalecer a competência pedagógica das equipes escolares para adotar estratégias mais dinâmicas, interativas e colaborativas em relação à gestão do ensino e da aprendizagem. (BNCC, 2018, p.60)

          Desta forma vejo que meu estágio, que é bem atual, veio confirmar meus estudos do início do curso, por ocasião da postagem analisada aqui.


Referências:
ABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil Gostosuras e Bobices. 5. ed. - São Paulo: Scipione, 2005 . 

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base nacional comum curricular. Brasília, DF, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf. Acesso em: dez. 2018.

Obs: Mais uma postagem minha sobre o Adote o Escritor pode ser encontrada em Projeto de Literatura da PMPA



MAQUINARIA ESCOLAR




A segunda postagem que eu vou revisitar é sobre os Encantos e (des)encantos da educação, que publiquei em 2015/2: (Des)encantos da educação . 
Esta publicação trouxe as diferenças entre o estudo oferecido aos ricos e aos pobres desde sempre. Para entender melhor, faço aqui uma revisão do que era a infância há alguns séculos atrás.
A invenção ou regulação da categoria aluno está relacionada à descoberta da infância. A criança, tal como a percebemos hoje, não é eterna nem natural (Àriés, 1981, p.50).
O trabalho do historiador e escritor Phillipe Ariès apresenta a história social da família e da criança. Suas pesquisas apontam para o fato de que até por volta do século XII, não havia lugar, na arte ocidental, para a infância. No século seguinte, a arte exibia, de forma tímida ainda, o que se pensava das crianças, como homens de tamanho reduzido. Haviam quadros com representações de anjos pequenos nus e a criança modelo de todas as demais era o menino Jesus. Durante o século XIV e XV esses tipos medievais evoluíram e no século XVI desprende-se da iconografia religiosa e passa a ser representada na arte leiga, mostrando crianças ainda não sozinhas, sempre acompanhada ou entre vários adultos.
As causas para essa ausência da figura infantil remonta ao período histórico em que se vivia. As condições demográficas indicavam altas taxas de natalidade e de mortalidade na Europa neste período. Áriès complementa:

“Ninguém pensava em conservar o retrato de uma criança que tivesse sobrevivido e se tornado adulta ou que tivesse morrido pequena. No primeiro caso a infância era apenas uma fase sem importância, que não fazia sentido fixar lembrança. O sentimento de que se faziam várias crianças para conservar apenas algumas era, e durante muito tempo permaneceu, muito forte” (Áriès, 1981, p.56)

Parece que a infância só passa a adquirir importância comparada à da vida adulta no século XVII. Os retratos de crianças sozinhas ou no centro da família se tornaram comuns nesse período. No século seguinte temos informação das primeiras delimitações da fase da juventude. O termo juventude faz referência a uma primeira infância e adolescência. No século XIX então o bebê aparece como uma nova figura também.
No artigo Maquinaria Escolar Álvares e Varela observam que o fato de Áriès ter relegado a análise da infância pobre limitou o seu trabalho, o impedindo de perceber que:
“A infância rica vai ser certamente governada, mas sua submissão à autoridade pedagógica a aos regulamentos constitui um passo para assumir melhor, mais tarde, funções de governo. A infância pobre, pelo contrário, não receberá tantas atenções, sendo os hospitais, os hospícios e outros espaços de correção os primeiros centros-pilotos destinados a modelá-las” (VARELA e URIA, 1992, p. 75)

A concepção de infância foi mudando ao longo do tempo e muitas conquistas foram alcançadas. Contudo ainda, na prática, existe diferenciação entre ricos e pobres. As profissões que remuneram melhor, como os médicos por exemplo, têm o mais alto custo do curso de graduação. Assim, quem consegue cursar um curso de medicina é o aluno que tem condições de pagar pelo curso, estando em melhor condição financeira e perpetuando assim sua condição. Este é só um exemplo, dentre muitos casos existentes. É o (des)encanto da educação, sobre o qual falei na publicação de novembro de 2015, citada acima!


Referências:
ARIÈS, Philippe. História Social da Criança e da Família. 2 ed. Rio de Janeiro: LTC, 1981.
VARELA, Julia., ALVAREZ-URIA, Fernando. A Maquinaria escolar. Teoria & Educação. São Paulo, n. 6, p.68-96, 1992.



A arte de ensinar com emoção e ternura


          Neste oitavo eixo do curso temos a missão de rever dez postagens que fizemos aqui no portfólio de aprendizagens e reavaliar, dar a nossa visão atual sobre ela.

          A primeira postagem que eu vou revisitar é esta, que publiquei no primeiro eixo, lá no início do curso: Emoção e ternura: a arte de ensinar. A gente aprende continuamente, quando se está estudando então, se aprende mais ainda. Rever o que eu escrevi em junho de 2015, há quase quatro anos atrás, me confirmou o que eu já sentia nesta época, que a ação do professor não é mecânica, que a ação do professor traz junto suas emoções e relações com os alunos.

          Uma das maneiras que o professor se comunica e se relaciona com os alunos é através dos momentos de contação de histórias. Sobre estes momentos Busatto coloca que:

"Se quisermos que a narrativa atinga toda a sua potencialidade devemos, sim, narrar com o coração, o que implica em estar internamente disponível para isso, doando o que temos de mais jenuíno e entregando-se a esta tarefa com prazer e boa vontade.
Ao contar doamos o nosso afeto, a nossa experiência de vida, abrimos o peito e compactuamos com o que o conto quer dizer" (Busatto, 2003, p.47).
      
          Acredito que ao longo da trajetória do educador, este se se constrói através de sua formação e de suas experiências e vivências. Assim o professor vai fazendo trocas com os alunos, vai aprendendo e ensinando, dando e recebendo carinho, se emocionando e trazendo emoção e ternura para seus pequenos!

Referência: 
BUSATTO, Cleo. Contar e encantar: pequenos segredos da narrativa. Petrópolis, RJ, Editora Vozes, 2003.

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

PROJETO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO 

CLEIDE JACQUELINE BRANDÃO


Deixo aqui registrado meu projeto de estágio de 180 horas práticas.



Introdução
Eu, Cleide, inicio meu estágio prático obrigatório na Educação Infantil, numa turma de maternal 2, cheia de energia e desafios. Vou dar continuidade ao trabalho que já vinha desenvolvendo com a turma, explorando a interdisciplinaridade, através do projeto “Beleléu”.
           A partir deste projeto, que é baseado no livro de mesmo nome, do autor Patrício Dugani, busco explorar conhecimentos de diversas áreas, como linguagem, literatura, noções matemáticas, socialização, artes e expressão.

Princípios orientadores
A concepção teórica que norteará minha prática pedagógica será a teoria epistemológica construtivista.
O construtivismo propõe que o aluno participe ativamente do próprio aprendizado, mediante a experimentação, a pesquisa em grupo, o estímulo a dúvida e o desenvolvimento do raciocínio, entre outros procedimentos. A partir de sua ação, vai estabelecendo as propriedades dos objetos e construindo as características do mundo.
O método construtivista enfatiza a importância do erro não como um tropeço, mas como um trampolim na rota da aprendizagem. E é este tipo de ação que quero vivenciar com minha turma.


Justificativa da proposta de trabalho
No início do ano a turma apresentava pouco interesse em guardar os brinquedos. O projeto Beleléu surgiu com o objetivo de despertar nas crianças o hábito de guardar os brinquedos e manter a sala organizada além de incentivar a curiosidade e a criatividade, trazendo novas formas de compreender e lidar com a realidade.
Em seguida ficou claro que esta série de livros do Beleléu abria possibilidade para trabalhar múltiplas áreas, usando técnicas diferentes e materiais diversos, de forma lúdica e prazerosa.
Considerarei também minhas observações nas teorias de Vigotski, na pedagogia relacional, facilitando um aprendizado lúdico e prazeroso.

Objetivo pessoal
Colocar em prática as teorias estudadas no PEAD ao longo destes anos e qualificar minha prática pedagógica.
Aprimorar meu uso das tecnologias, para facilitar o trabalho e registrar a caminhada deste estágio.
Me aproximar das colegas de estágio do meu curso e trocarmos experiências.
Obter mais conhecimentos que possam me auxiliar na escrita do meu TCC.

Objetivos gerais
Ajudar esta turma tão carente a ter acesso a materiais e oportunidades que não teriam fora do contexto escolar. Talvez em casa não tivessem esta oportunidade. Disponibilizar à turma materiais e oportunidades de experimentar. Observarei Paulo Freire quando fala dos “centros de interesse”, onde os alunos tornam suas aprendizagens mais significativas quando estão trabalhando assuntos que realmente lhes interessa.

Objetivos específicos
Explorar diversas áreas do conhecimento, como literatura, artes, raciocínio lógico, noções matemáticas e vocabulário.
Desenvolver a linguagem, socialização, expressão e criatividade.
Fortalecer o relacionamento entre os colegas.
Facilitar e apresentar formas de compreender e lidar com a realidade.
Observar de forma atenta as necessidades da turma, adequando meu planejamento se for necessário, a fim de que tenham o melhor proveito possível.
Crescer pessoalmento nos meus conhecimento teóricos, revisitando meus estudos do curso para ter embasamento e alicerce.

Avaliação
A estratégia avaliativa na turma do maternal se dará através da observação e registro.
Registro de como foi cada atividade, para verificar se estão sendo adequadas as atividades planejadas e assim qualificar as intervenções pedagógicas.
Criar um banco de dados em fotos e vídeos do período do estágio, para que as crianças se observem, se sintam parte deste processo.
Este banco de dados também me dará a oportunidade de enxergar como foi o decorrer do estágio, se houve crescimento no meu conhecimento e como este crescimento se deu.
Minha avaliação se dará através dos registros no Pbworks, da supervisão da minha orientadora, professora Luciane Corte Real e do acompanhamento diário da equipe diretiva da minha escola.

Cronograma geral do período de estágio

PRIMEIRA SEMANA     De 08 a 11/10/18 - 4 dias úteis = 20 horas. Como nesta semana tem feriado do dia crianças, fazer 5 horas cada dia para compensar o dia 12/10.
SEGUNDA SEMANA    De 16 a 19/10/18 - 4 dias úteis  = 20 horas. Como nesta semana tem feriado do dia dos professores, fazer 5 horas cada dia para compensar o dia 15/10.
TERCEIRA SEMANA     De 22 a 26/10/18 - 5 dias úteis = 20 horas
QUARTA SEMANA     De 29/10/18 a 01/11/18  - 4 dias úteis = 20 horas. Como nesta semana tem feriado de finados, fazer 5 horas cada dia para compensar o dia 02/11.
QUINTA SEMANA     De 05 a 09/11/18 - 5 dias úteis = 20 horas
SEXTA SEMANA     12, 19, 20, 21 e 23/11/18  - 5 dias úteis = 20 horas
SÉTIMA SEMANA     De 26 a 30/11/18 - 5 dias úteis = 20 horas
OITAVA SEMANA     De 03 a 07/12/18 - 5 dias úteis = 20 horas 
NONA SEMANA        De 10 a 14/12/18 - 5 dias úteis = 20 horas 
Total de 180 horas

Referências 
Textos estudados durante os eixos I ao VII, pesquisas no ambiente virtual, experiências diárias da prática pedagógica, dentre outros.



quinta-feira, 21 de junho de 2018


Teoria X Prática



Recentemente entrevistei uma professora de EJA e suas constatações vêm ao encontro do que a teoria prevê na legislação brasileira.

Formação inicial Magistério
Possui pós-graduação? Sim
Anos lecionando na EJA 3 anos
Possui formação específica para trabalhar com a EJA? Sim, Pedagogia com habilitação em séries iniciais e EJA

Professora Maria, gostaria que você me contasse sobre sua experiência como docente nas aulas voltadas para a alfabetização de pessoas jovens e adultas. Quais as suas principais recordações / apreciações / aprendizados nesse processo?
Foi um período em que eu aprendi muito com meus educandos por serem adultos, trabalhadores, donas de casa, que possuíam ampla experiência de vida. Pessoas oriundas de um assentamento onde não havia nenhuma infraestrutura, baixa autoestima.
A escola contou como um salto na vida deles, levavam muito a sério. Recordo muito da organização deles na turma. Faziam reuniões para discutir os problemas da escola, da comunidade e nessa época tinha o orçamento participativo. Nós íamos nas assembleias levando as demandas que eles tiravam da comunidade. Todos nós aprendemos muito, especialmente as questões de direito e cidadania.

Como era o ensino nos anos em que frequentaste a escola durante a sua infância adolescência?
O ensino era bem tradicional, com ênfase no aprendizado de sílabas (famílias).

Existe alguma diferença entre ensinar crianças e ensinar jovens e adultos? Quais seriam?
Existem sim diferenças, as aulas precisam ser bem dinâmicas, com movimento e criatividade, levando-se em conta o cotidiano do adulto.

O que acredita ter aprendido como professor e como pessoa com o trabalho na Educação de Jovens e Adultos?
Aprendi a conviver e aceitar de forma mais humilde minha formação acadêmica, sabendo que os alunos sem a mesma, com o conhecimento empírico, também sabem muito.

É primordial partir dos conceitos decorrentes de suas vivências, suas interações sociais e sua experiência pessoal. Como detêm conhecimentos amplos e diversificados, podem enriquecer a abordagem escolar, formulando questionamentos, confrontando possibilidades, propondo alternativas a serem consideradas (BRASIL, 2002, p. 15).
Ministério da Educação e Cultura. Secretaria de Educação Fundamental. Educação de Jovens e Adultos. Proposta curricular para o 2º segmento da Educação para jovens e adultos. Brasília: Ação Educativa/MEC, 2002. 

domingo, 10 de junho de 2018




LINGUAGEM 





Proposta de trabalho que favoreça o desenvolvimento da linguagem


Prática: Diálogos com crianças para estimular o desenvolvimento da fala, para que a criança consiga manifestar o que quer, não permitindo que ele só se manifeste por gestos.

Objetivo: Identificar e nomear coisas e pessoas verbalmente.


Faixa etária: Maternal, 3 anos.

      Trago as atividades que faço com a aluna A, que está em processo de aquisição da linguagem oral aos 3 anos. Sabemos que cada criança tem seu ritmo próprio. Ela fala fluentemente uma linguagem própria, na maioria das vezes incompreensível, com algumas palavras identificáveis. Ela expressa bem: mãe, pai, Murilo (nome do irmão), xixi, cocô, boneca, quero, não, feijão, dentre várias outras. Na construção de frases ela fala muito rápido e não se consegue identificar o que é. 

Detalhamento das atividades práticas:

1.    Música: aluna A gosta muito de música, especialmente a música do Filme Frozen. Então em momentos de descontração cantamos a música com ela, individual ou com os colegas, para assim levá-la a pronunciar as palavras. 



2.    Máquina de apertar: Escrevi as palavras música e história em uma folha e a penduro na minha blusa. Estas placas funcionarão como os botões de uma máquina. Então as crianças que quiserem ouvir música tem que vir até mim, apertar a placa e dizer música e então eu canto uma música com eles. A criança que quiser ouvir uma história tem que apertar o botão história e eu a contarei.


3.    Chamadinha: Como nossa turma é de maternal e não são alfabetizados ainda, adotamos um bonequinho para identificar cada criança. Nos primeiros dias do ano levamos as imagens de alguns monstrinhos e cada um escolheu o amiguinho que seria sua identificação durante o ano. 


          Esta identificação é usada no local onde se colocam as mochilas, no armário de materiais e na chamadinha. As educadoras, Cleide e Gabriele, também tem o seu identificador. Descobrimos recentemente que as crianças memorizaram não só o seu monstrinho, mas também conseguem identificar o monstrinho de cada colega da turma. Então usamos isto para leva-los a pronunciar o nome dos colegas. A aluna A é uma das crianças que sabe identificar as plaquinhas dos colegas.




Piaget explicaria que ela a aluna A está construindo seu conhecimento, que está adquirindo experiência em cada estágio do desenvolvimento, sendo que ela está no pré-operatório.


Vygotsky colocaria que a aluna A está valendo-se da interação com outras pessoas para aprender a falar, pois muitas palavras ela tenta imitar a forma como o adulto, mediador, fala. A professora, por exemplo, é chamada de profe em sala de aula e aluna A chama de côpi. Ela está imitando o que os colegas falam, o que ela ouve no seu meio de convivência, aprendendo de fora pra dentro, como defende Vygotsky.







Estudo baseado no texto Pensamento e Linguagem, de Adrián Montoya, juntamente com lâminas sobre Vigotsky, disponibilizados no Moodle para estudos das semanas 8 e 9 de Linguagem.

Imagens e vídeo de acervo pessoal Cleide.