domingo, 25 de setembro de 2016

ESCOLAS GAIOLAS, ESCOLAS ASAS


                  Esta semana estive estudando um texto de Rubem Alves, que fala que há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas. Texto extraordinário, que nos faz refletir sobre que tipo de professor eu sou e quero ser. 
"Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados têm sempre um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são os pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado."
                    Rubem Alves conta que "sofri, conversando com professoras do ensino médio em escolas de periferia. O que eles contam são relatos de horror e medo. Balbúrdia, gritaria, desrespeito, ofensas, ameaças... E eles, timidamente, pedindo silêncio... Ouvindo os seus relatos, vi uma jaula cheia de tigres famintos, dentes arreganhados, garras à mostra – e os domadores com os seus chicotes, fazendo ameaças fracas demais para a força dos tigres... Sentir alegria ao sair de casa para ir à escola? Ter prazer em ensinar? Amar os alunos? O sonho é livrar-se de tudo aquilo. Mas não podem. A porta de ferro que fecha os tigres é a mesma porta que os fecha com os tigres."
                    Que triste esta constatação!
                  Contudo, assim como Alves, concluo otimista. Existem professores que amam o voo de seus alunos. E eu quero aprender a ser um professor assim!


Referências: 
Imagem da internet:
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiUYOJL5wwepeVwT95ahQp-j3t-LDYKvtEoIxeO67-C7tyqd4RIhqqy_dutgBZcWvAaxP_zJzK5ptYYSTokvbdTHLT9ar35Eu3-IUK3M12bN_tm-nvD_HK-C7Z5QmPXAZNcAVU23tX9XiI/s1600/escolas+gaiolas.jpg
Texto Gaiolas e Asas, de Rubem Alves.


terça-feira, 16 de agosto de 2016

MEU SEMESTRE


           No Eixo III, do Curso de Pedagogia a Distância da UFRGS, concentramos nossos estudos em 5 interdisciplinas: Libras, Música, Literatura, Ludicidade e Seminário Integrador III.
          Minha maior dificuldade foi em Libras, pois eu não tinha nenhum conhecimento prévio. Eu desconhecia até detalhes básicos, como por exemplo: nem todo portador de deficiência auditiva que se comunica através de Libras sabe ler e escrever em português. Pra mim parecia evidente que saberiam. Também aprendi sobre as lutas, as buscas e conquistas do ensino bilíngue Libras/Português no nosso país. Confesso que não tive grande êxito na prática dos sinais, mais já foi um começo.
          A música é uma preferência minha desde sempre, foi muito gratificante comprovar que já fazemos uso dela na sala de aula e aprender como melhorar isso cada dia. Na prefeitura de Porto Alegre, há pouco tempo temos professores de música na Educação Infantil. Que bom que os temos!
          Na Literatura revisitamos os contos de fada, as fábulas, lendas, parlendas, trava línguas, narrativas, poesia e também a evolução desta no Brasil. Confirmei o que já suspeitava, de que a poesia começou com declamações, leituras e escritas de pais para filhos. Imagino aquelas rodas de familia, onde se tirava tempo juntos, onde se contavam "causos", histórias dos antepassados. E assim os conhecimentos iam perpassando as gerações.
         O Seminário Integrador III nos  apresentou os PAs. Projeto de Aprendizagem é totalmente novo pra mim. Me senti como no primeiro semestre, quando tentava decifrar o uso do PBWorks. Meu pai diz que, quando achamos que dominamos tudo é porque paramos de aprender. O aprendizado no Pead é constante e a introdução dos PAs veio confirmar isso. Quanto mais estudo, mais sinto que tenho mais a aprender.

              Confesso que Ludicidade foi a interdisciplina mais prazerosa e esmiuçada por mim. Tanto que muitas das minhas postagens no blog foram sobre esta interdisciplina. Falar sobre o brincar como instrumento de aprendizagem foi muito enriquecedor.

          O meu final de semestre foi bem conturbado. Ainda estou em processo no Workshop, em virtude de uma cirurgia a qual fui submetida. Já estamos iniciando Eixo IV e não concluí o III. Mas vou em frente, lutando sempre, conquistando a cada dia!
          

O JOGO E O LÚDICO NO CONTEXTO ESCOLAR

           Os jogos, sobre os quais tratamos nas aulas de Ludicidade, são um dos meios que nos auxiliam no processo de aprendizagem. Realmente não há um método estanque, estamos sempre aprendendo novas maneiras de ajudar nossos pequenos e muitas vezes com eles mesmo. Através dos jogos e brincadeiras fazemos essas trocas com nossos alunos e isso enriquece-nos à ambos!
          Quando falamos em aula nas atividades dirigidas, imediatamente me remeteu aos momentos de pátio que tenho com minha turminha de Berçário II. Em geral esse momento é livre, pra explorarem os brinquedões, as árvores, o gramado, a terra, da maneira que quiserem. Porém quando temos uma brincadeira dirigida da qual os educadores também participam eles adoram. Estes dias brincamos de esconder e eles se divertem vendo os adultos se encolher abaixadinhos pra não serem achados. Eles riem da gente e a gente se diverte com eles também, há uma boa troca.
          É muito gratificante participar do lúdico, ver uma criança aprender brincando. Quando temos atividades no pátio interno, o brinquedo preferido lá é a piscina de bolinhas. Começamos a mostrar as bolinhas e dizer as cores delas e uma das meninas - de 2 aninhos- aprendeu! Eu fiquei pasma, confesso que não achei que conseguiria ensiná-los tão rápido. Ela decorou as cores que gosta mais: o rosa, o roxo, o azul e o amarelo. Como foi bom fazer parte disso. 

JOGOS DIGITAIS


Jogo de Vestir 

Jogo Seqüência Lógica 

Jogo da Memória
http://www.smartkids.com.br/jogo/jogo-da-memoria-notas-musicais

Jogo Quebra Cabeça

Jogo Academia de Esportes

COLETÂNEA DE JOGOS

Amarelinha
          Faça o desenho da amarelinha no chão. Os quadrados devem ser grandes o suficiente para caber um pé e garantir que a pedra jogada nele não saia tão facilmente. É comum designar a seção número “10” ou “Céu” como o local de descanso. A brincadeira consiste em jogar uma pedra no quadrado 1 (na outra volta 2, na outra 3 e assim sucessivamente) e ir pulando pelos quadrados, passando por cima do que tem a pedra. Cada quadrado deve ser pisado por um só pé. Mantenha os pés sempre dentro dos quadrados adequados – se você pisar no contorno, pular no quadrado errado ou pisar fora dele, perde a vez. Pegue a pedra quando estiver voltando. Assim que chegar no último número, vire-se (ainda num pé só) e pule na ordem contrária. Quando estiver no quadrado anterior ao que está com a pedra, incline-se (preferencialmente ainda em um pé só) e pegue-a. Depois, pule por cima desse quadrado e termine. Se você completou a amarelinha com a pedra no quadrado um (sem perder a vez), então jogue a pedra no quadrado dois na sua próxima vez. O objetivo é completar a amarelinha com a pedra em cada quadrado. A primeira pessoa a fazer isso ganha o jogo!  Passe a pedra para a pessoa seguinte. 

Ciranda cirandinha
              É uma das cantigas de roda mais tradicionais e muito divertida!
Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar...
Rodar de mãos dadas

...vamos dar a meia volta, volta e meia vamos dar.
Pode dar meia volta se quiser, girando para o outro lado

O anel que tu me destes era vidro e se quebrou, o amor que tu me tinhas era pouco e se acabou.
Voltar a rodar enquanto canta


Por isso fulana de tal...
Todos falam alto o nome de alguém que está na brincadeira

...entre dentro dessa roda...
A pessoa chamada tem que soltar suas mãos e ir para o meio da roda

...diga um verso bem bonito...
Quem está no meio da roda tem que dizer alguma coisa bonita

...diga "adeus" e vá-se embora!"
A pessoa que está no centro diz "adeus" e sai da roda e da brincadeira


Passa anel
           Como brincar: Com as duas palmas das mãos unidas, uma das crianças segura um anel. As demais ficam sentadas em um banco, uma ao lado da outra, com os braços estendidos e as mãos na mesma posição. A criança que está com o anel passa suas mãos por dentro das mãos das outras e deixa o objeto com um dos participantes, sem que os outros percebam. Depois de mostrar as mãos vazias, ela pergunta a alguém com quem está o anel. Se a pessoa acertar, vira o passador de anel. Se não, a brincadeira segue com o mesmo passador até que alguém acerte.

Pular corda
           Como brincar: É possível brincar sozinho, em dupla ou em grupo. Se estiver em dupla, amarre uma das pontas da corda em algum lugar, assim um participante pode bater para que o outro pule. Quando o grupo é maior, duas pessoas batem para que os demais brinquem. Alguns conseguem pular junto com outra pessoa ou com duas cordas ao mesmo tempo. Enquanto aguardam, os demais contam ou cantam as músicas com as instruções sobre como se deve pular. Ganha quem conseguir pular mais vezes com os pés juntos sem errar e sem pisar na corda.
         



Circuito
          A brincadeira consiste em criar na sala ou no pátio um pequeno circuito de obstáculos com o objetivo de desenvolver a coordenação motora ampla e a capacidade de se movimentar superando obstáculos.
                                 










APRENDIZAGEM ATRAVÉS DOS JOGOS


Estágios básicos do desenvolvimento cognitivo, segundo Jean Piaget.
Período sensório- motor de zero a dois anos
É a fase de processo inicial de aquisição da inteligência. A inteligência trabalha através das percepções e das ações através dos deslocamentos do próprio corpo. É uma inteligência iminentemente prática. A criança busca adquirir controle motor e aprender sobre os objetos físicos que o rodeiam. Nesse estágio o bebê adquire o conhecimento por meio de suas próprias ações que são controladas por informações sensoriais imediatas.
Exemplos de jogos desta fase: jogar objetos no chão e esperar recebê-lo de volta, colocar tudo à boca para reconhecer, dançar, bater palmas.


Período pré- operatório de dois a sete anos
Neste estagio a criança já não depende unicamente de suas sensações, de seus movimentos, mas já distingue um significador (imagem, palavra ou símbolo) daquilo que ele significa (o objeto ausente). Explora melhor o ambiente, fazendo uso de mais e mais sofisticados movimentos e percepções intuitivas. É a época dos jogos simbólicos.
Exemplos de jogos desta fase: brincar de casinha, mamãe e filhinho, de dirigir carros.



Período operatório- concreto dos sete aos doze anos
Nesta fase a criança atinge o uso das operações completamente lógicas pela primeira vez. O pensamento deixa de ser dominado pelas percepções e a criança torna-se capaz de resolver problemas que existem ou existiram em sua experiência. Agora a criança é capaz de construir um conhecimento mais compatível com o mundo que a rodeia. O real e o imaginário já não se misturam em sua percepção.

Exemplos de jogos desta fase: jogos de perguntas e respostas, eletrônicos, de tabuleiro.



Créditos das imagens: em marca dágua e expressos nas próprias imagens.



                    Fábula é uma história inventada, não real, que vem trazer um ensinamento. O texto desta semana cita inicialmente fábula como “uma história mentirosa que conta uma verdade”. Mostram pontos de vista sobre comportamentos humanos. Em geral são narrativas curtas e seus personagens são animais, objetos, plantas, morte, estações do ano e até pessoas.
                    Nas fábulas os animais pensam, falam, se prestam a expressar nossos sentimentos. O autor do texto cita que quando ele trabalhou com educação infantil notou que as crianças preferiam das fábulas com animais. “È mais fácil para a criança expressar raiva brincando de ser um jacaré raivoso do que brincar de criança raivosa”. Temos animais representando pessoas. Os animais cigarra e a formiga por exemplo, foram ilustradas por uma cigarra sentada num banquinho e tocando violão, o que pode ser interpretada como alusão à pessoa de João Gilberto e a bossa nova. E a formiga fazendo alusão a uma dona de casa.
                    Por serem curtas, as fábulas também podem ser facilmente memorizadas e se prestam a exercício de reescrita. A criança pode transformar a fábula em desenhos e histórias em quadrinhos por exemplo.

Fonte de pesquisa: Oitava aula da prof Ivany S. Ávila, disponibilizada no Moodle.


DOIS COPOS DE LEITE


                    Na interdisciplina de Literatura Infanto Juvenil, após estudarmos os elementos que compõe uma narrativa, fomos desafiados a escrever uma. Eis o que escreví:
                    Há muito tempo, em um dia quente de verão, um médico viajava em sua bicicleta até os vilarejos de sua cidade. Depois de atender vários pacientes, já voltando pela estradinha empoeirada, parou em frente de uma casa e pediu um copo de água. Sentada na varanda estava uma mocinha. Muito bondosa ela foi na cozinha e lhe trouxe leite bem geladinho. O médico ficou encantado com a bondade da menina, aceitou o leite e bebeu dois copos. Além de saciar sua sede também lhe saciou um pouco a fome, dando-lhe forças pra voltar até a cidade. Ele então deixou com ela o seu cartão e foi embora.
                    Um tempo depois, a mãe da bondosa moça ficou gravemente doente. A moça então lembrou daquele médico que lhe dera o cartão. Ele havia dito que se precisassem podiam lhe procurar. Convenceu seu pai e foi até a clínica daquele médico. Sua mãe foi internada e ela e o pai ficaram em um hotelzinho indicado pelo médico, esperando a recuperação da mãe e acompanhando cada passo do tratamento, que foi bastante longo. O médico lhe disse que ele cuidaria pessoalmente dela. Cada dia, quando entrava no hospital a moça ficava pensando como pagariam por tudo aquilo. O médico era famoso na cidade, o hospital era muito caro. Estava feliz por ver sua mãe melhorando cada dia, logo após a cirurgia. Mas como pagariam pelo tratamento e pelo lugar em que estavam ficando?
                    No dia em que sua mãe estava pronta pra ir pra casa, curada, foram buscá-la. Ao verificar o preço do tratamento, o médico entregou um envelope fechado para a moça e pediu que ela o abrisse em casa. Como iriam embora sem falar em dinheiro? Mas o médico disse expressamente que só podiam abrir os papéis da despesa em casa.
                    Então, ao abrirem o documento, viram o alto preço. Mas uma observação estava abaixo dos valores. Dizia: Tudo já foi completamente pago, com a bondade de dois copos de leite gelado, num dia quente de verão!

 Embasamento: Quinta aula da prof Ivany S. Ávila, disponibilizada no Moodle.




quarta-feira, 6 de julho de 2016

BRINCADEIRAS EM CENA

Venho nesta postagem fazer uma homenagem às brincadeiras, através das quais podemos ensinar nossos pequenos ludicamente.

Seja brincando de se fantasiar...

  

... com brinquedos...




     

...sem brinquedo...

...ao ar livre...




...de todas as formas, brincar só faz bem!

“é no brincar, e somente no brincar que o indivíduo, criança ou o adulto, pode ser criativo e utilizar sua personalidade integral: e é somente sendo criativo que o indivíduo descobre o eu”.(Winnicott ,1975 p. 12)





quinta-feira, 16 de junho de 2016

BRINCAR

Na interdisciplina de Ludicidade estamos estudando sobre a importância do brincar.

Dentre tantos, trago aqui 5 benefícios do brincar para a vida das crianças:

Brincar envolve movimento e a atividade física é sempre necessária!


Nas brincadeiras mais detalhadas a coordenação motora fina é aperfeiçoada.


Fantasia e imaginação estimulam a criatividade.


Sinapses são conexões entre os neurônios, que são fundamentais para o desenvolvimento das capacidades cognitivas. Quanto maior a rede de conexões cerebrais melhor a capacidade de aprendizagens.


Brincar em grupo promove as amizades e ensina regras de convivência.



Além do ambiente escolar, brincar em casa é muito gratificante. 
Tire tempo para brincar com seu filho!




quarta-feira, 15 de junho de 2016

COMO AS CRIANÇAS VÊEM AS DIFERENÇAS

          Somos todos diferentes, um mais alto, outro baixo, um cabeludo, outro nem tanto. 
          Esta semana estive estudando sobre literatura infanto-juvenil que trata sobre as diferenças. O texto de Rosa Maria Hessel veio discutir as representações do diferente em um conjunto de dez títulos que falavam sobre desde deficiências até aspectos comportamentais.
          Felizmente além destes 10 livros citados, temos já muitos outros que tratam das questões de inclusão, de aceitação e entendimento das diferenças.
     Quando comecei a ler o texto da Rosa Maria logo me lembrei de um vídeo muito interessante. Este filme chama-se THE EYES OF A CHILD e mostra uma experiência que foi feita para ver como adultos e crianças enxergam a deficiência física, o ser diferente. A experiência consistia em mostrar imagens para uma criança e um adulto ao mesmo tempo, e estes tinham que imitar o que estavam vendo. Se a imagem mostrasse alguém batendo palmas a criança e o adulto deviam bater palmas e assim por diante. Quando as ações a serem repetidas deixou de ser de atividades comuns e passou a mostrar atitudes de deficientes os adultos travaram. As crianças continuaram imitando, foi o que lhes foi mandado fazer. Sem nenhum julgamento sobre o autor dos movimentos, se tratava-se de alguém doente ou não, a criança imitava sem inibição, sem maldade. O adulto logo percebia que tratava-se de um deficiente e ficava intimidado, parando as imitações. A criança na sua pureza vê as situações de forma diferente.


      THE EYES OF A CHILD

          Quis então fazer meu próprio experimento. Mostrei pro meu filho de 5 anos o conhecido livro Menina bonita do laço de fita, que fala sobre um coelhinho que é amigo e admirador de uma menina negra que vivia com laços nos cabelos. O coelhinho branco quer ter uma filha pretinha como aquela menina do laço de fita e no decorrer da história ele tenta descobrir como ela consegue ser assim tão pretinha. No final ele descobre e então casa-se com uma coelhinha pretinha e eles têm filhotes de várias cores. Contei a história pro Lucca e pedi que ele fizesse um desenho sobre que ele mais gostou na história. Na minha idéia adulta achei que ele ia querer desenhar a menina, era o que eu gostaria de desenhar. Mas ele escolheu desenhar a diversidade: os filhotinhos de coelho de várias cores, todos lindos a seu modo!



 “O que importa na vida não é o simples fato de ter vivido. A diferença que fizemos na vida dos outros que vai determinar a importância da vida que conduzimos.”
Nelson Mandela


Que eu, como educadora, consiga ser exemplo disso pros meus pequeninos, de fazer diferença na vida das pessoas com as quais fizer contato.

  

segunda-feira, 9 de maio de 2016


MÚSICA PARA ENSINAR

          As pessoas são diferentes no comportamento e atitudes, credo religioso, gênero, etnia, características físicas, habilidades e conhecimentos. Com as crianças como criar situações de aprendizagem em que esta questão da diversidade seja abordada? 
          Criança aprende primeiramente pelo exemplo. Meu discurso como educadora tem que caminhar junto com minhas atitudes. Meu exemplo pode ser expressado através do meu comportamento, das histórias que conto, dos filmes que compartilho com meus alunos e através da música.
          "A música faz parte de nossas vidas desde antes mesmo de nascer. [...] desde os primeiros meses o bebê já ouve. Portanto, papai e mamãe podem cantar e conversar com o filho. Exames mostram que o nenê ainda na barriga relaxa ao ouvir sons de músicas do mundo externo. A voz dos pais já é reconhecida e reconfortante para o bebê assim que nasce. A música é uma linguagem, tendo participado da história da humanidade desde as primeiras civilizações".
          A música deve estar presente na escola para dar vida ao ambiente escolar, favorecer a socialização dos alunos, propiciar momentos prazerosos e auxiliar no aprendizado de conteúdos e valores. Como já mencionei aqui no Blog, na escola onde trabalho temos aulas de música para todas as turmas, do Berçário ao Jardim. Trago agora, uma música que tivemos o prazer de compartilhar, que vem cumprir esse papel de ensinar valores, ensinar sobre a aceitação das diferenças.



Fontes:
1. Revista Eventos Pedagógicos v.4, n.2, p. 136 - 145, ago. – dez. 2013
2. Youtube: Música do cantor Jairzinho: https://www.youtube.com/watch?v=oueAfq_XJrg

quarta-feira, 4 de maio de 2016



MÚSICA NA ESCOLA




           Música nas escolas agora é lei! O presidente Lula sancionou no dia 18 de agosto de 2008, a Lei Nº 11.769, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de música nas escolas de educação básica. A aprovação da Lei foi sem dúvida uma grande conquista para a educação no País. Entretanto existe carência de profissionais para trabalhar nesta área. Na escola municipal onde trabalho recebemos o professor de música em 2015. Ficamos muito felizes com esta conquista!
          Os benefícios da música na vida dos seres humanos são muitos. Nas crianças promove o trabalho em grupo, ensina o que é ritmo, aumenta a autoestima, ajuda os tímidos a se comunicar melhor, desenvolve a coordenação motora, desenvolve a linguagem, auxilia na memorização e aguça a criatividade. Além é claro, de nos sensibilizar, mexer com os sentimentos e emoções. Vamos da emoção à euforia, percorrendo os diversos tipos de músicas que existem.  
          Hoje tivemos aula de música na turma do Berçário 2. O vídeo postado a seguir mostra as diversas reações das crianças à música que está sendo trabalhada. Um dos nossos alunos é muito bom no ritmo e ele tem somente 1 ano e meio! Uma outra menina logo identificou que a canção era sobre mães e ficou chamando a atenção do professor dizendo "minha mãe". Todos manuseiam instrumentos diversos; alguns com muito interesse, outros de modos diferentes, mas todos apreciam.



Obrigada ao professor de música Paulo Rodrigues que nos dirige e acompanha nesta caminhada !





As novas tecnologias 

ajudam ou prejudicam as crianças?



          Cada vez mais as crianças têm acesso às novas tecnologias e as opiniões dos pais e educadores sobre este tema são diversas.
          Há pais que se preocupam com algumas conseqüências do uso exagerado de eletrônicos, tais como isolamento social, distúrbios do sono, sedentarismo, obesidade infantil e desinteresse na leitura.
          Por outro lado, os celulares e tablets são tão eficazes em ocupar crianças pequenas, que muitos pais já usam como uma espécie de babá e alguns preferem que seus filhos estejam conectados a estarem nas ruas.
          Como educadora penso que, se o papel da escola é preparar para a vida e a tecnologia faz parte da vida, a escola precisa preparar os alunos para lidar com ela desde cedo. Mas, "para ser eficiente no ensino, a tecnologia precisa ser usada com objetivos pedagógicos bem definidos. De nada vale a escola ter salas equipadas com telão para a projeção de vídeos se os filmes exibidos não tiverem relação com o conteúdo estudado". 
          As novas ferramentas tecnológicas também trazem benefícios, como o estímulo à pesquisa, à curiosidade e aquisição de linguagem. Este último item notei no meu filho que tem 6 anos. Meu Lucca adora assistir Youtube. Ao acompanhar o que ele assistia notei que ele preferia os tutoriais de novos brinquedos, ao invés dos desenhos animados. Ele fica um tempão vendo pequenos vídeos que ensinam como cada brinquedo funciona, quais suas funcionalidades e características. Achei estranha esta predileção, mas estes dias ele me pediu pra filmá-lo. "Mãe quero fazer um vídeo sobre meus carrinhos, me filma?" Confesso que não levei muita fé. Porém gostei muito do resultado. Ele teve que se organizar, montar um cenário e falou mais de 2 minutos sobre os Hotweels, citando características bem detalhadas. E falou tão bem! Claro que eu, mamãe babona, achei muito melhor do que realmente deve ser. Mas senti que aquele tempo que ele passou no Youtube não foi em vão. Ele está se expressando melhor.


          Creio firmemente que o equilíbrio é a chave! Não exagerar no uso excessivo dos recursos tecnológicos, nem abster-se destes. "É necessário disponibilizar às crianças novos meios de diversão e informação, não deixando de lado as brincadeiras clássicas que as ajudam na socialização. Deste modo, unindo o passado e o futuro poderemos ajudar a construir adultos inteligentes e sociáveis que, sabendo lidar com as novas tecnologias, apreciam a boa e velha forma de viver, ou seja, ainda num mundo real".


Fontes: 
1. Site Educar para Crescer - Artigo Tecnologia no Ensino Infantil: http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/tecnologia-ensino-infantil-724672.shtml
2. Site Meu Artigo - Artigo: Infância e Novas Mídias: 
http://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/pedagogia/infancia-novas-midias.htm
3. Acervo vídeo pessoal, postado no Youtube: 
https://www.youtube.com/watch?v=aPmRZzocJS8