domingo, 2 de julho de 2017

Higiene e Saúde




                   Continuando o Projeto de Aprendizagem Higiene partimos para o Plano de Ação. Nesta etapa há a elaboração de atividades que ajudem a esclarecer as dúvidas provisórias das crianças. Na prática tivemos as atividades de cuidados pessoais, que já fazem parte da rotina da turma, de forma mais dirigida, comentada com as crianças, com calma e detalhamento, que foram: 

Higiene das mãos.

Uso do babador para o momento da alimentação.

Escovação dos dentinhos.


Trocas de fraldas

               Por fim, passamos ao Relatório Final. É o momento em que fazemos um levantamento do que foi feito e dos resultados. Nesta idade o retorno que temos das crianças nem sempre é imediato. Alguns já demonstraram entender os cuidados que devem ter com seu corpo e outros o farão com o passar do tempo, no dia-a-dia. O cuidado com a higiene faz bem à saúde e ao bem-estar dos nossos pequenos. Foi muito satisfatório participar deste projeto!

domingo, 28 de maio de 2017

CERTEZAS E DÚVIDAS


        Esta postagem dá prosseguimento ao PA (Projeto de Aprendizagem) Higiene e Saúde.

      Por se tratar de uma turma de berçário, onde a maioria ainda não sabe falar, resolvi fazer o levantamento de certezas e dúvidas em etapas.
     
         Inicialmente coletei deles informações sobre a higiene para o momento das refeições.

Ao entrar na sala para preparação para o almoço, em vez de ir direto lavar as mãozinhas, todos eles colocaram os babeiros e perguntei o que iríamos fazer. Eles responderam que iriam "papá". A colocação dos babeiros indica pra elas que é hora da alimentação. Então perguntei o que tínhamos que fazer antes de comer e eles apontaram pra pia e alguns falaram "lavar mão".




          Passamos então para a higiene bucal através da escovação dos dentinhos. Este é o mascote da escovação. Levei este lobinho para as crianças verem de forma aumentada os dentes e como cuidar deles. A terceira foto mostra um dente careado. Mostrei às crianças que o dente fica doente quando não é escovado (foto 3).


       

          Por fim o assunto trocas de fraldas e uso do banheiro. Na educação infantil e especialmente nos berçários cuida-se ao educar e educa-se ao cuidar. No cuidar dos pequenos transmitimos valores sobre os cuidados consigo mesmo e com o outro. Sem falar que os momentos de trocas de fraldas são momentos de conversa e trocas afetivas entre o educador e a criança. Ainda não presenciei, até hoje, um educador fazer uma troca de fraldas sem olhar para a criança, sem conversar com ela. Neste ato vamos explicando o que estamos fazendo e eles apreciam esta atenção.  

        
Então, com base nas vivências domésticas e na rotina escolar, 
as certezas da turma até o momento são:
  • Para se alimentar as mãos precisam estar limpas.
  • Não dá pra misturar sujeira com comida.
  • É preciso escovar os dentes.
  • Dente sujo fica com bichinho, fica doente.
  • Quando a fralda está molhada tem que trocar.
  • Quando a professora leva no trocador ou no vasinho é porque vou ser limpo.
  • Quando é cocô tem mau cheiro.
Dúvidas provisórias da turma:
  • Comer sujeira faz doer a barriga?
  • Pode colocar terra na boca, quando estão brincando no pátio?
  • Porque a sujeira estraga o dente, provocando cárie (doença)?
  • Como saber se o que eu estou sentindo é vontade de ir no banheiro?
  • Quando vou usar o vasinho como meus coleguinhas maiores?



     

Mapeamento da turma 


              Estamos trabalhando em grupo no Projeto de Aprendizagem Higiene e Saúde.
       
           Nosso grupo é heterogêneo pois somos educadoras em turmas de terceiro e quinto anos e Berçário.
         Quando iniciamos este projeto, em um primeiro momento fiquei me questionando como desenvolveria meu trabalho com uma turma de Berçário. Atualmente trabalho com uma turma de Berçário 2, que tem 16 crianças com idades entre 1 ano e 1 ano 11 meses, sendo 10 meninas e 6 meninos. 
           O trabalho permeará os cuidados básicos de higiene, como banho, limpeza das mãos e rosto, escovação dos dentinhos e trocas de fraldas/desfralde. 
              Por tratar-se de uma turma de crianças  bem pequenas, não trabalho sozinha em sala. Compartilho minhas ações com duas colegas, por esse motivo estou citando as ações na terceira pessoa, pois a ação foi coletiva.                    
             A realidade social das famílias que compõem esta turma é heterogênea, pois tem crianças bem cuidadas e limpinhas e outras que nem banheiro dispõe. A maioria vive em situação de vulnerabilidade, em casas de assentamentos, onde raramente se consegue tomar um banho, especialmente os menores em temperatura fria. No início do ano, enquanto ainda estava calor, nós (educadoras da sala) dávamos banho na sala, pois víamos a maior necessidade de algumas crianças. 
               A turma demonstrou interesse na escovação, levando-nos a crer que ainda não tinham escovado os dentinhos em casa. Usamos como recurso um boneco de papelão, com seus lindos dentões bem visíveis, para as crianças tocarem.
                  A higiene das mãos e rosto já é bem conhecida deles, pois desde o Berçário I isto é bem trabalhado e reforçado, especialmente antes de cada refeição.
                  Parte da turma faz uso de fraldas e alguns estão começando o desfralde. Tanto as trocas quanto o uso do vaso sanitário são realizadas no mesmo banheiro, que fica dentro da sala. Então aqueles que estão sendo higienizados no trocador veem os que estão usando o vasinho e demonstram entender e querer usar o vaso também. Entendem que precisam ficar limpinhos, que é importante e necessário para o bem-estar deles.
                  Este é a primeira etapa deste PA (Projeto de Aprendizagem) 

Projeto de Aprendizagem 2017

          Na interdisciplina de Projeto Pedagógico em Ação estamos trabalhando com Projeto de Aprendizagem. Este projeto está sendo feito em grupo, onde cada componente do mesmo aplica em sua sala de aula. Já tínhamos feito um PA em 2016 onde tivemos as primeiras noções. Nesta ocasião aprendemos que em um Projeto de Aprendizagem o professor é um orientador, sendo que o protagonista é o aluno, que construirá o conhecimento de forma colaborativa.

          Vou relatar a seguir o que aprendi até agora sobre a organização de um PA.

Registro: Criamos um blog para ser nossa plataforma, onde está sendo registrada cada etapa deste projeto.

Escolha do assunto: Elegemos o tema Saúde e Higiene, pois este é um assunto de interesse comum entre todas nós, que atendemos turmas de terceiros e quintos anos e berçário.

Levantamento de certezas e dúvidas : Disparamos o assunto em sala e as crianças expuseram o que já sabiam sobre o tema e listaram o que não sabiam e tinham curiosidade.

Mapa Conceitual: Conforme trabalhávamos com as crianças as certezas e dúvidas foram se aprimorando, levando ao mapa conceitual construído coletivamente.

          Estas etapas que desenvolvemos até aqui foram apresentamos para a turma na aula presencial. Para isso fizemos uso de uma exibição em Powerpoint e apresentação oral.


Os medos das crianças

          Estive pesquisando sobre os medos das crianças e foi uma grata satisfação encontrar literatura infantil apropriada a este assunto.
                 Como eu já havia citado em postagem anterior, estou estudando sobre o medo na interdisciplina de Psicologia da vida adulta e achei pertinente tratar aqui sobre o medo na infância também.
              Trago aqui então sugestões de livros infantis que tratam sobre os medos que as crianças tem. Estes livros vão nos ajudar a tratar sobre o assunto de forma lúdica e leve.









E por fim livros que sugerem uma solução para os medos:


 



Referências: imagens pesquisadas no google.com.br





       

Que medo!


          Na interdisciplina de Psicologia da vida adulta estamos trabalhando em grupo sobre o medo. Achei pertinente tratar aqui sobre o medo na infância também, já que este é o meu público alvo.

          O medo faz parte da vida. A forma como lidamos com ele é que são elas. Então, como ajudar a criança a enfrentar seus medos, desde os primeiros anos de vida?

        


          Os medos infantis típicos mudam com a idade. Eles incluem o medo do escuro, do monstro no quarto, de bruxa, do velho do saco, de andar de bicicleta sem rodinhas, de ser deixado sozinho, de gente brava, dentre muitos outros.



           É importante entendermos melhor os medos infantis, sabendo que eles são importantes para o desenvolvimento dacrianças. Aliás, na dose certa, o medo é nosso aliado, porque nos alerta de algum risco que estamos correndo. A seguir algumas dicas de como lidar com os medos dos nossos pequenos.



          Quanto tempo dura a fase dos medos? Isso irá variar de criança para criança, mas estes tendem a passar conforme o amadurecimento do pequeno.





Referências: imagens da internet:

https://www.google.com.br/search?q=medo+infantil+psicologia&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwj4rcOgmJPUAhXLjJAKHcUOBTcQ_AUICCgD&biw=1366&bih=589&dpr=1#imgrc=Rpr_qAnTi-c6BM:

https://www.google.com.br/search?q=medo+infantil+psicologia&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwj4rcOgmJPUAhXLjJAKHcUOBTcQ_AUICCgD&biw=1366&bih=589&dpr=1#tbm=isch&q=boo+monstros+sa&imgrc=U-8yP5TbpV1RVM:

http://priscilaaguiarp.wixsite.com/escutaativa/single-post/2016/11/25/5-dicas-para-lidar-com-o-medo-da-crian%C3%A7a
http://scontent.cdninstagram.com/t51.2885-15/e35/13256634_1710178369242827_1259720488_n.jpg?ig_cache_key=MTI1MzA4Mzc3MjE2MzgwNjQ5Ng%3D%3D.2



sexta-feira, 26 de maio de 2017

Psicologia da vida adulta





O que você sempre quis saber sobre a vida adulta mas nunca teve oportunidade de pesquisar? Quais suas curiosidades sobe a vida adulta? Estas perguntas iniciaram nossos estudos na interdisciplina de Psicologia da vida adulta neste semestre! 

Minha curiosidade sobre a vida adulta é: porque corremos atrás de coisas e vivências que ainda não conquistamos para nos considerarmos felizes? Porque não conseguimos dizer que somos felizes com o que temos hoje?  Serei feliz quando estiver formada, quando tiver um filho, quando casar, quando tiver outro emprego, quando tiver outro carro? Porque não hoje, nas pequenas coisas do dia a dia e também nas grandes coisas que já conquistamos até hoje?

Há também um outro lado da moeda, que são os problemas gigantes, aqueles muito graves, que por vezes não sabemos como lidar, como, por exemplo, a morte. Já é sabido que o medo é importante porque é um alarme que o nosso corpo produz para que nos protejamos dos perigos e da mais grave conseqüência que seria a morte. Porém quando exagerado o medo realmente nos deixa em desespero. E muitas vezes as pessoas encontram saída no desânimo de viver, avaliam que deixar de viver seria a solução pra parar de sentir medo. Mas isto é exatamente o contrário do que o medo deveria fazer por nós. O quão desesperada uma pessoa pode estar para achar que não pode mais lidar com seus medos? Creio que a desesperança extrema venha da falta de luz no fim do túnel. Quando não se consegue ver nenhuma possibilidade de resolver um problema, o pânico se instala. Os casos de uma família sem comida para seus filhos e sem conseguir trabalho e uma pessoa com uma doença para a qual não se consegue cura são alguns dos exemplos desta falta de perspectiva que leva ao medo extremo.

Estas primeiras considerações dispararam em mim o pensar sobre a vida adulta e sobre como absorver os conteúdos desta interdisciplina para melhorar o meu dia a dia e o dos que me cercam.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016


TIC TAC

           Explicar o que é o tempo não é tarefa simples.
          Para os adultos, noção de passado, presente e futuro pode parecer fácil, mas esses conceitos abstratos são um desafio para as crianças. Então, como trabalhar esse conhecimento com as crianças, especialmente na educação infantil?
          O conceito de passagem de tempo é algo difícil para as crianças pequenas entenderem e isso ocorre porque elas ainda não tiveram muitas experiências em suas vidas para poder medir corretamente o tempo. À sua maneira elas vão construindo concepções a respeito do assunto e vão adquirindo noção de tempo cronológico e as implicações da passagem dos anos.
          Meu filho de 7 anos está começando a construir suas noções com base nos acontecimentos que lhe são familiares. Ele sabe, por exemplo, que o aniversário dele é bem pertinho do Natal (21/12) e que isto é depois que as aulas terminam, perto das férias. Sabe também que a semana termina no sábado, pois este é um dia diferente, quando vamos à igreja, quando não tem aula.
          Os alunos que já passaram por mim na turma de berçário 1 e agora estão nas turmas de maternal e jardim demonstram a concepção de passado quando identificam: “eu agora sou grande, mas já fui bebê quando era teu aluno”. Na minha turma de B2 eles reconhecem as horas do dia pela rotina da sala: identificam que depois do almoço é hora do soninho e que depois da janta a mãe vem buscar pra irem pra casa.

Sugestão de atividades:
  • Rotina em fichas ilustradas pras crianças ordenarem (amanhecer, chegada na escola, brincadeiras no pátio, almoço, soninho, atividade em sala, janta, horário da saída pra casa, noite)
  • Cubos com as 4 estações do ano
  • Border a ser colocado na parede da sala na altura das crianças, com datas comemorativas que elas reconhecem: férias, carnaval, páscoa, dia das mães, dia dos avós, dia dos pais, dia das crianças, natal.



segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

RETROSPECTIVA ESCOLAR 2016



          Hoje estava estudando sobre os nossos lugares e recursos de memória docente. Como registramos nossos atos pedagógicos? Que lugares, que recursos usamos? A fotografia logo aparece como um destes recursos. Então pensei em trazer aqui para este portfólio uma retrospectiva do meu ano escolar.


Início do ano letivo 



Implantação do ponto eletrônico



Formação de professores



Semana da Criança



Projeto Adote um Escritor



Formatura dos Jardins














O TEMPO


          O texto de Cristiane Oliveira que estudei esta semana fala sobre o tempo, mais especificamente sobre o tempo escolar. Cristiane começa muito acertadamente citando Drummond, Cortar o Tempo! Nos leva a pensar na correria que vivemos contando as horas pra chegar em casa, os dias pra chegar o final de semana, as semanas pra chegar o dia do pagamento, os meses pra chegar as férias. E assim vivemos escravos do tempo que sempre nos falta. Quem me dera ter mais tempo com meus filhos, com a família, descansando, vivendo! Cumprimos uma lista de cem obrigações e nos damos por satisfeitos quando as concluímos todas. Mas será que é só isto?

          Remetendo-nos ao tempo escolar nos damos conta de que também corremos atrás de cumprir prazos. Fatiamo-nos em bimestres, anos, períodos letivos, currículo que deve ser cumprido. Mas às vezes o que foi pré determinado não é o que interessa ao meu aluno. Já se depararam com a obrigação de passar um conteúdo determinado e ao chegar em aula o olho dos seus pequenos brilharem de interesse por outra coisa? E aí, o que fazer se o que eles adorariam estudar seria a era dos dinossauros e não a colonização portuguesa hoje? Sonho com um tempo em que se possa ter autonomia para dispôr dos conteúdos que acrescentem e satisfaçam o interesse aos meus alunos.

          Temos verificado que a chamada escola de educação integral tem se configurado em torno do aumento do tempo de permanência dos alunos na escola, constituindo mais uma escola de tempo integral do que de educação integral. Crianças desde bem tenra idade já ficam 12 horas por dia na escola. Não creio que seja este o objetivo primeiro de uma educação integral!

          Cristiane encerra sua reflexão questionando: “que espaços educacionais nos permitiriam viver o tempo como tempo de criação? Um espaço onde o tempo pedagógico envolva todas as formas de conhecimento para além do conteudismo. Um espaço onde se viva a alegria de aprender a cada momento”!



Fonte:
OLIVEIRA, Cristiane et al. Questões sobre o tempo no espaço escolar. Disponível em: <http://www.ufjf.br/espacoeducacao/files/2009/11/cc07_1.pdf> Acesso em 20 set. 2016.

Pertencimento Escolar



Acredito que se os sentimentos de pertencimento e identidade estiverem presentes nas relações humanas na escola, valores como respeito, cuidado, ajuda ao próximo também se farão mais presentes.
Tanto os educadores, quanto os alunos, dão sentido às instalações físicas que uma escola tem. Que valor teria uma sala com classes e cadeiras se não houvesse o professor e os alunos? Que utilidade teria uma boa refeição se não houvesse quem alimentar?

Ao me questionar sobre o que significa pertencer ao espaço escolar, em como me vejo como professora na EMEI Nadal e como aluna no PEAD, cheguei a conclusão que sou parte integrante destas duas grandes escolas. 

          Preciso da escola onde trabalho e ela precisa de mim, assim como todas as pessoas que fazem parte dela. Consegui ver isto de forma clara ao revisitar fotos tiradas este ano.



   






          Com estas fotos me vi como num espelho. Enxerguei a Cleide funcionária, colega, amiga, educadora, protetora dos pequenos e participante dos projetos.

          E na UFRGS, quem sou eu?  Sou a aluna que precisa muito do conhecimento que esta graduação vai me acrescentar. Sou a Cleide orgulhosa de ser aluna da UFRGS, que  gosta muito das colegas, que faz trabalho em grupo, que enfrentou o desconhecido, que apresenta workshops, corre atrás dos prazos (bem atrás inclusive) pra apresentar os trabalhos. 
          Lembro bem do primeiro dia de aula, em novembro de 2014, auditório cheio de balões coloridos, tudo novo, tudo desafio! 






          Nem nos prazos mais apertados pensei em desistir, porque não posso, porque não quero, porque faço parte desta caminhada até o fim, até a formatura!







Representação do Mundo pelos Estudos Sociais





          Na segunda semana da interdisciplina de Estudos Sociais fomos levados a ler e escrever sobre dois textos, que falam sobre a história do ensino de Geografia e História no Brasil. 
          Gostei do texto de história. Na p. 145 Nadai citou Furet, onde este dizia que “a história é a árvore genealógica nas nações”. Ele estava se referindo às nações européias, mas aplica-se a todas as nações. Achei bom falar da história de um país como uma árvore genealógica, faz sentido. Estudar o passado não é enfadonho, faz parte conhecer como as coisas aconteceram antes de nós. Lembro de ter ído à biblioteca pública de Porto Alegre pesquisar a árvore genealógica da minha família. Foi um trabalho solicitado na matéria de história. Eu nunca tinha ido no centro sozinha, então nos reunimos algumas colegas e fomos. Entrar naquela biblioteca gigante foi outra surpresa, achar os livros e registros outro desafio. Tivemos uma tarde para pesquisar, neste dia não tivemos aula na escola, foi um dia totalmente diferente e me lembro com clareza até hoje, 30 anos depois. Que aula foi aquela!!
          O presente estou componho. Nós somos história, estamos fazendo a história que nossos descendentes vão estudar. Inteirar-se do que já aconteceu pode ser bem interessante, a exemplo do que aconteceu comigo esta semana. Minha filha tinha prova de história, 5º ano, sobre os anos de ferro da ditadura brasileira. Ao revisar com ela me dei conta de que vivi a ditadura até meus 12 anos. Fiquei espantada por não parado pra pensar nisto ainda. A ditadura parecia algo tão distante pra mim. Então lembrei que aparecia na televisão os cartazes nas manifestações de diretas já. Lembro do Tancredo Neves ter sido eleito e morrido logo em seguida e meu pai comentar que tinham matado ele, não tinha como ter sido morte natural. Quando nos toca deixa de ser enfadonho, foi o que senti.
          No texto de geografia gostei da experiência que fizeram com os alunos das duas escolas citadas. Eles receberam uma foto de um lugar conhecido deles e foram requisitados a completar a imagem com o que existia no entorno. Interessante ver que alguns colocaram mais detalhes, outros menos, alguns pontos que eram importantes no bairro, outros passaram batido pelo mesmo ponto e desenharam outra coisa. Nossos pontos de vista alteram como vemos o que existe ao nosso redor!  
          Há alguns meses, nosso presidente da república Michel Temer lançou uma proposta de reforma do ensino médio. A primeira mudança importante determinada pela medida provisória é que o conteúdo obrigatório será diminuído para privilegiar cinco áreas de concentração: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnico/profissional. Creio que estas mudanças farão nova história do estudo no Brasil. Daqui há alguns anos estaremos novamente reavaliando, como eu citei no início desta postagem, a história do ensino no Brasil, não só em história e geografia mas como um todo. Torço para que o resultado destas mudanças sejam positivas!

Fonte:
1)      NADAI, Elza. O ensino de história no Brasil: trajetória e perspectiva. Revista Brasileira de História. São Paulo, v.13, n.25/26, p.143-162, set.92/ago.93.

2) CASTROGIOVANNI, Antonio; COSTELLA, Roselane. Geografia e a cartografia escolar no ensino básico: uma relação complexa - percursos e possibilidades. In: SEBASTIÁ, Rafael; TONDA, Emilia. La investigación e innovación en la enseñanza de la Geografía. Alicante: UNE, 2016, p.15-26.